A proposta de valor dos benefícios flexíveis

A 4ª edição do Simpósio Bematize foi além da conceituação dos benefícios flexíveis e da discussão sobre as suas repercussões no funcionamento das empresas para apresentar, com mais profundidade, todo o escopo de um projeto de implantação, desde a definição do desenho do programa até a aplicação da solução tecnológica.

Entendemos benefícios flexíveis não como a simples flexibilização de benefícios isolados, como a concessão de cartões direcionados a determinado fim, ou a opção de livre adesão aos planos de saúde e odontológico. No nosso conceito, em um programa de benefícios flexíveis, a empresa converte o pacote de benefícios oferecidos em pontos, que podem ser usados na escolha de diversos benefícios pré-definidos, respeitando sempre as regras e limites tecnicamente estipulados”, definiu Ronn Gabay, líder de consultoria e negócios da Bematize, durante o Simpósio.

O evento, que reuniu gestores de Recursos Humanos de empresas de diversas áreas, na semana passada em São Paulo (SP), mostrou, na prática, que implantar benefícios flexíveis é uma forma de promover a transformação no RH como um todo.

O conteúdo é oportuno, já que vem crescendo exponencialmente o interesse das empresas, de variados setores, em implantar programas flexíveis – uma tendência no mercado, reconhecida como essencial para a atração e retenção de talentos.

Os benefícios flexíveis vieram para ficar, e as empresas que não se adaptarem a esta nova realidade ficarão para trás. Muitos profissionais já têm a expectativa de serem contratados por quem oferece esse diferencial, e a empresa que ainda não dispõe de benefícios flexíveis já começa a ser cobrada por seus profissionais neste sentido. As que flexibilizaram seus pacotes de benefícios, e obtiveram excelentes resultados, garantem segurança para as que estão iniciando esse processo”, comentou Vandson Cunha, líder de projetos e sistemas da Bematize.

Um dos questionamentos da plateia durante o Simpósio foi sobre uma possível redução de custos com a implantação de benefícios flexíveis. Vandson Cunha explicou que a flexibilização não é responsável direta pela redução ou aumento dos custos, e nem deveria ser, já que o objetivo é agregar valor à empresa. “O mote para a redução dos custos observada pelas empresas que implantaram o programa é a automatização dos processos, não os benefícios flexíveis em si. A economia é um efeito colateral da maior eficiência advinda de processos mapeados e automatizados”, afirmou.

Essa automatização é uma oportunidade de digitalizar todos os processos do RH, incluindo atualizações cadastrais, reembolsos, movimentações de benefícios, admissões, entre outros. Trata-se de uma mudança de cultura que pode transformar o RH e contribuir com a sua atuação estratégica.

Confira, nas próximas matérias da série sobre o Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z, os detalhes sobre o processo de implantação do programa e as experiências de líderes de RH da Deloitte, everis, iFood e Vivo.


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