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Fumar, um mal em qualquer dose

Existem coisas que podem ser consumidas com moderação, a exemplo do vinho que, dizem os especialistas, faz bem na dose certa. Para outras, como no caso do fumo, não há como negociar limites, qualquer quantidade é prejudicial à saúde. Ou seja, claro que quanto mais se consome, piores são as consequências, mas quem usa o cigarro ocasionalmente, em baladas, por exemplo, também está sujeito às doenças causadas pelo tabagismo.

As projeções dão conta de que, infelizmente, novas vítimas de doenças causadas pelo fumo vão surgir este ano. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, no Brasil, serão 11.200 novos casos de câncer de boca em homens e 3.500 entre mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,86 casos novos a cada 100 mil homens no país, o quinto mais comum entre os tipos da doença; e de 3,28 para cada 100 mil mulheres, sendo o 12º mais frequente entre todos os cânceres que atingem o público feminino. No caso do câncer de pulmão, outra forma da doença também causada pelo tabaco, o INCA aponta que serão novos 18.740 casos em homens no país e 12.530 em mulheres, no mesmo período.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, foi criado para lembrar das dezenas de males que estão associadas ao cigarro, e somem-se aí mais de 50 doenças; além do câncer, as que atacam os sistemas circulatório, respiratório e o coração. Imagine que, a cada tragada, mais de 4.500 substâncias tóxicas são inaladas, sendo que três delas são especialmente nocivas: a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono.

As doenças provocadas pelo cigarro são das mais graves e com potencial para produzir sérias sequelas e levar à morte. Entre elas enfisema pulmonar, trombose, aneurismas arteriais, infecções respiratórias, úlcera do aparelho digestivo, osteoporose, problemas de fertilidade e catarata. Alguns problemas inclusive têm as chances de ocorrência bastante elevadas em razão do fumo. Fumantes, têm, por exemplo, cinco vezes maior probabilidade de ter bronquite crônica, 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de pulmão e cinco vezes mais possibilidades de ter infarto.

Abolir o uso do cigarro é portanto o primeiro passo para evitar ou tratar essas doenças, e a boa notícia é que há diversos métodos contra a dependência. Quando o projeto é melhorar a qualidade de vida, deixar de fumar é meta fundamental.