Saúde mental: como anda a sua?

Fatores externos – o trânsito, a relação com colegas de trabalho, a economia do país, problemas de infraestrutura urbana – interferem cotidianamente na vida de todo mundo, e muitas vezes a solução não depende só de nós. Também somos atingidos pela própria subjetividade – os pensamentos, sentimentos, emoções –, e aí que surgem algumas dificuldades, já que muita gente não dá a importância devida. A boa notícia é que manter a mente sã é algo que depende de cada um, e o melhor, traz repercussões muito positivas em outras áreas da vida.

Entre os problemas que podem comprometer a saúde mental, estão os que atingem as pessoas mais especificamente e em certas etapas da vida, a exemplo da demência senil, da dislexia e do autismo. Outros distúrbios são provocados pelas imposições do cotidiano, especialmente o estresse e a ansiedade.

É possível evitar o adoecimento mental, prevenir sofrimentos e relações tóxicas, além de curar traumas. Embora cada pessoa possa buscar a sua forma de fortalecer a mente, existem duas principais soluções nesse caminho: o autoconhecimento e o suporte profissional e multidisciplinar.

Ser emocionalmente saudável requer dedicação e consciência, e é tão importante que deveria fazer parte das definições de ano-novo, como propõe a campanha #janeirobranco. Na hora de refletir sobre os desejos e objetivos, por que não pensar sobre a saúde mental, e o quanto ela está ligada ao bem-estar e ao sucesso?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo; e a doença tinge pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais. A falta de informação, a vergonha e o preconceito histórico sobre o assunto tornam mais difícil lidar com a questão.

Por outro lado, com coragem e um pouco de atenção aos sinais emitidos pelo corpo quando algo não vai bem com a mente, é possível se dar conta do problema e, assim, buscar solução. Alguns dos sinais podem ser a agressividade, irritação, isolamento, problemas com a memória e a concentração, pessimismo, baixa autoestima, além de sintomas físicos como dor de cabeça, dores musculares, pressão alta, cansaço e distúrbios digestivos.

Aqui vai a receita para uma mente sã com os sete ingredientes abaixo. Você pode personalizar a sua, incluindo outros e ajustando as doses, para que o equilíbrio se traduza em harmonia:

1. Alimentação saudável: faz bem para a mente, tanto quanto para o corpo. Para fazer as melhores escolhas alimentares e perseverar, é preciso estar consciente, ler bastante a respeito e, se preciso, procurar ajuda especializada.

2. Bons amigos: conviver com pessoas com as quais se tem afinidade, consideração e respeito é uma das mais ricas experiências de uma vida. Cuide-se contra as relações tóxicas e abusivas. Quanto maior o autoconhecimento, melhores amizades teremos e menores os riscos de se envolver em relacionamentos destrutivos.

3. Espiritualidade: são diversos os caminhos da evolução espiritual, e cada pessoa tem a sua forma de compreender e se conectar com o sagrado. Este é um aspecto bastante relevante da vida, que pode se realizar de muitas formas, a exemplo da meditação, leituras e práticas religiosas.

4. Atividades físicas: não vale ser um praticante eventual. As doses de atividade física precisam ser constantes e equilibradas, ou seja, os que abusam dos exercícios por motivação estética também podem ser prejudicados, inclusive na saúde mental.

5. Autoconhecimento: conhecer-se é essencial para viver bem. O caminho do autoconhecimento é bastante particular, mas a psicoterapia e algumas práticas como a meditação e leituras trazem muitos benefícios. Quem se conhece está mais bem preparado para enfrentar os desafios da vida e prevenir situações que podem gerar problemas como a síndrome de burnout, o esgotamento profissional.

6. Meio ambiente: é importante reservar um tempo na rotina para estar em contato com a natureza, seja em parques, praias, florestas. São momentos excelentes para meditar, refletir, reequilibrar-se e dar vazão às boas decisões e à criatividade.

7. Arte: a expressão artística, ainda que de forma amadora, tem um grande poder transformador na vida das pessoas. Dança, canto, artes plásticas, entre outras práticas, são fontes de autoconhecimento, realização e alegria.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria e Organização Mundial da Saúde


Burnout: quando o trabalho abala a saúde mental

Entre os diversos distúrbios psíquicos, a síndrome de burnout tem relação direta com o ambiente de trabalho. A pessoa atingida fica em estado de tensão e estresse, um esgotamento profissional que pode acontecer quando a atividade desempenhada exige a relação interpessoal mais intensa e direta. Você percebeu algo familiar na afirmação anterior? É isso, as profissões que envolvem contato direto com públicos diversos são as mais atingidas, o que inclui o profissional de RH, além de professores e policiais, por exemplo.

Essa realidade mostra o quão desafiadoras são essas atividades. Na rotina de uma pessoa com a síndrome de burnout, resultado de condições de trabalho desgastantes, podem ocorrer ausências, dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade e baixa autoestima. Outros problemas podem surgir, entre eles pressão alta, insônia, dor de cabeça e cansaço.

A Campanha Janeiro Branco foi criada para convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental, sua manutenção e a prevenção das doenças. O início do ano é um período propício para refletir sobre a própria vida, as crenças, emoções e pensamentos, algo que termina por influenciar o comportamento e, dessa maneira, o rumo dos acontecimentos. Existe um claro benefício em pensar sobre o sentido e o propósito da própria vida, sobre o autoconhecimento e como estão os relacionamentos interpessoais.

Para diagnosticar o burnout, o especialista, seja psicoterapeuta ou psiquiatra, levanta o histórico profissional do paciente e pode prescrever tratamento com psicoterapia e antidepressivos. Mudanças no estilo de vida serão necessárias, e envolvem uma rotina com mais tempo para si, com momentos de relaxamento e atividade física regular.

Já para prevenir o surgimento da síndrome de burnout, um estilo de vida que traga mais equilíbrio entre o trabalho e o descanso também é essencial. Desconsiderar o problema pode agravar a situação, portanto vale a pena avaliar as próprias condições de trabalho, se estão prejudicando a saúde física e mental, interferindo na qualidade de vida.

Se existe prejuízo, o ideal é repensar e promover transformações, inclusive propondo uma nova dinâmica de trabalho. A ansiedade e a depressão que podem atingir a pessoa nessas circunstâncias devem ser tratadas com ajuda profissional, evitando escapar do problema com artifícios como o consumo excessivo de álcool, por exemplo.

No ritmo acelerado da vida, as pessoas podem não perceber logo que estão desenvolvendo o distúrbio, e por essa razão é importante poder contar com o apoio dos colegas e familiares. Se alguém demonstra estresse excessivo, mudanças no comportamento e agressividade no trabalho, pode estar precisando de ajuda. Abordar o assunto requer tranquilidade e acolhimento, o que pode ser feito com ajuda profissional especializada.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria


Deloitte, everis, iFood e Vivo: desafios e resultados da implantação de benefícios flexíveis

O segundo painel do Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z promoveu uma imersão nas experiências de quatro empresas que já implantaram benefícios flexíveis: Deloitte, everis, iFood e Vivo. Gestores de RH das empresas contaram as histórias da implantação, os desafios, aprendizados e resultados, em uma conversa mediada por Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.

Veja agora trechos dos seus depoimentos.

 A implantação dos benefícios flexíveis na Deloitte durou um ano, desde o estudo da viabilidade, conversas com operadoras de saúde etc. Tudo deu muito certo, especialmente porque fizemos uma comunicação envolvente, assertiva e clara junto com gestores e tomadores de decisão. O funcionário também deve saber que o benefício flexível é um dos pilares da remuneração total. É uma mudança de pensamento e de cultura”, Elisângela Santos, supervisora de Benefícios da Deloitte.

 Implantamos benefícios flexíveis há dois anos. Queríamos inovar, mantendo os custos. Para ter sucesso nesse projeto, o RH precisa entender qual o propósito, vender bem a ideia na companhia, pensar estrategicamente o que faz sentido para o público. Um dos desafios foi ajustar um programa que atendesse às necessidades de todos, já que na everis temos diferenças por categoria e regionalidade. Tivemos atenção especial na parte jurídica, e nunca tivemos problema nesse sentido. As pessoas estão acostumadas a fazer a escolha dos benefícios junto com o RH. Quando a colocamos em frente a um portal online para comprar os benefícios, é que ela percebe o impacto, que é a única responsável por tudo aquilo. A Comunicação deve destacar esse protagonismo”, Renata Trasmonte, gerente de Recursos Humanos da everis.

  No início de 2018, implantamos benefícios flexíveis com um desenho inovador e em apenas seis meses desde as primeiras conversas internas. Convencer a área de finanças de que o custo da flexibilização não seria maior foi o grande desafio. A maior lição de todo o processo foi a necessidade do foco total na comunicação. Óbvio que a empresa tem de determinar uma cesta de benefícios, mas o colaborador é protagonista. Entre os resultados, conseguimos atrair talentos, aumentamos a percepção e a satisfação sobre benefícios, que é de 85% segundo a última pesquisa”, Lucas Lorenzato, Head de People Development, Compensation & Benefits, Payroll do iFood.

 Em 2016, implantamos o programa de benefícios flexíveis na Telefônica em quatro meses. Trata-se de um desafio cultural, as pessoas têm opinião própria. Uma comunicação bem estruturada é fundamental para reduzir possíveis resistências. Temos públicos muito distintos na empresa com 34 mil colaboradores. São profissionais da administração, call center, loja e campo. É preciso ouvir as lideranças, suas opiniões e percepções de valor. Já na primeira pesquisa após a implantação, tivemos 87% de favorabilidade. Um dos desafios é a negociação com as operadoras de planos de saúde e seguro de vida. Mas a favor da Vivo temos o volume, são 80 mil vidas. Ainda assim, no começo percebemos restrições por parte das operadoras, pelo desconhecimento de como funciona a flexibilização. Mas hoje já se conhece a viabilidade e o mercado está mais flexível. É muito importante deixar as regras bem claras com as operadoras, além de acompanhar a sinistralidade e fazer os ajustes necessários em cada período”, Fábio Nadal, Consultor de Recursos Humanos na Vice-Presidência de Pessoas da Vivo.

 Acompanhamos as estatísticas dos nossos clientes que têm programas de benefícios flexíveis e os resultados são que, em média, 5% dos colaboradores fazem upgrade nos planos de saúde e 12% fazem downgrade. Isso representa 4,7% de redução na fatura de saúde, ou seja, recurso que deixou de ser gasto e deve ser entendido como uma reserva para compensar os riscos”, Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.


A receita para implantar benefícios flexíveis

A adoção de programas de benefícios flexíveis já é uma tendência, embora ainda não seja uma prática tão comum entre as empresas no Brasil. Um dos motivos é que a solução tecnológica que viabiliza esse projeto é relativamente recente. Quem saiu na frente e já implantou os seus programas tem a vantagem de contar com o grande valor dos benefícios flexíveis: o poder nas mãos dos funcionários para a escolha dos seus benefícios, um protagonismo que permite a cada pessoa modificar a própria realidade.

Trata-se portanto de uma mudança de comportamento, e um dos resultados é o maior engajamento dos funcionários, além do aumento da satisfação, algo que pode ser mensurado.

A Telefônica/Vivo, empresa com o maior programa de benefícios flexíveis da América Latina, faz levantamentos regulares sobre o impacto da flexibilização entre os seus 34 mil funcionários e aponta que os benefícios flexíveis são o maior motivador de permanência dos profissionais na empresa e o atributo com maior favorabilidade em ambiente e clima organizacional.

Quando a empresa flexibiliza benefícios, converte o pacote de benefícios oferecidos em pontos, que podem ser usados na escolha de diversos benefícios pré-definidos. Mas qual o passo a passo para atingir esse objetivo?

Oferecer essa resposta foi o propósito do Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z, realizado pela Bematize. Vandson Cunha, líder de projetos e sistemas da Bematize, assumiu a missão de detalhar para a plateia do evento as etapas do processo: argumentação e convencimento, implantação e controle. Em cada uma delas, são definidas as áreas da empresa envolvidas, as informações de entrada, as atividades e o resultado, ou seja, o que será definido ali para ser entregue ao próximo passo.

Todos esses aspectos foram detalhados durante a palestra, para mostrar que um programa de benefícios flexíveis é uma grande oportunidade para os profissionais de RH contribuírem para transformar a organização onde trabalham.

Acerte na comunicação ou comprometa os resultados

Tão importante quanto dar poder de escolha ao colaborador é garantir que ele entendeu essa mensagem. Benefícios flexíveis envolvem mudança de comportamento, percepção, experiência. É fundamental que todos os colaboradores estejam bem informados sobre o programa, como ele funciona, a sua importância e qual o papel de cada um.

Se a comunicação não for muito bem planejada e executada, os resultados podem ser seriamente comprometidos.

Na primeira etapa do processo, de argumentação e convencimento, a equipe de Benefícios vai conversar com a liderança da empresa a fim de convencê-la sobre a relevância do projeto. Antes da decisão de optar ou não pela implantação, é preciso escolher o modelo e estudar a sua viabilidade.

Para tanto, uma das atividades é analisar o mercado para saber como outras empresas estão realizando a flexibilização. Na análise e definição do modelo, serão escolhidos o coordenador do projeto, ou o dono da missão, os responsáveis internos e a consultoria – se a empresa optar por contar com suporte especializado.

É um momento importante, em que são necessários três fatores: o conhecimento sobre benefícios flexíveis, o contato com a experiência de quem implantou com sucesso, e a tecnologia, ou seja, ter uma plataforma online que viabilize a implantação. Em média, essa primeira etapa e a próxima, que é a implantação propriamente dita, duram sete meses”, explicou Vandson Cunha.

O estudo de viabilidade envolve consultar os fornecedores (dos produtos de saúde, bem-estar e aposentadoria), analisar o pacote atual de benefícios, as politicas de remuneração e benefícios da empresa, o orçamento, as experiências das apólices. A análise desses dados e as simulações permitem definir possibilidades de flexibilização, pontos de melhoria e as opções de desenho do programa.

Chega o momento de levar essas informações à liderança da empresa e diante dela defender a tese de implantação. Projeto aprovado, é inciada a segunda etapa, a implantação. Nela devem estar envolvidas mais áreas da empresa – além da liderança e da equipe de benefícios, os times do Jurídico, de Relações Trabalhistas, Remuneração, e representantes dos sindicatos e dos fornecedores. O programa de benefícios flexíveis será montado – com os pacotes, regras e pontuações – a partir dos dados do estudo de viabilidade, dos parâmetros aprovados, orçamentos, contratos e das considerações de todas as áreas corporativas e parceiros envolvidos.

Programa pronto, é preciso implementar o sistema e os processos. Nessa fase, as equipes de Folha de Pagamento e Tecnologia da Informação e os fornecedores devem participar e trocar informações. A base para a implementação é o conjunto formado pelo programa de benefícios flexíveis definido, a política de segurança da informação da empresa, as interfaces com os envolvidos e os conteúdos de comunicação.

Além de definir a documentação dos processos, as equipes vão cuidar da autenticação e troca dos dados, realizar as configurações e a customização da plataforma, homologações e testes. Ao final do trabalho, a plataforma online estará homologada e pronta para operar. Além disso, os processos estarão mapeados e documentados.

Durante todas as etapas, a comunicação deve acontecer simultaneamente. “Definir a estratégia de comunicação é um dos maiores desafios e essencial para que os colaboradores possam conhecer o programa e assim participar e assumir suas escolhas. A base para a criação da campanha de comunicação, com textos, vídeos e demais recursos, são os documentos definidos na montagem do programa, os processos mapeados e o guia da plataforma tecnológica”, explicou Vandson.

Antes e depois da implantação da plataforma e da realização das primeiras eleições, quando os colaboradores efetivamente escolhem os seus pacotes, é preciso fazer pesquisas para acompanhar o período de maturação. Toda a experiência nesse momento será valiosa para os próximos ciclos de escolhas e para os possíveis ajustes.

Se o RH não tiver um propósito que impulsione o desejo de transformar, será difícil levar adiante a implantação de benefícios flexíveis. É preciso acreditar e identificar valor no projeto. Sem contar que esta é uma oportunidade para o RH ter todos os seus processos mapeados e documentados”, concluiu Vandson.

As dúvidas mais comuns 

Implantar benefícios flexíveis…

Custa mais caro?

Não. O custo é o mesmo de um pacote tradicional, não mais barato. O profissional de RH pode convencer a liderança a aumentar o orçamento para benefícios. E quanto mais flexibilizados os benefícios, maior o valor agregado.

Aumenta o risco jurídico?

Não, uma vez que o risco não está no pacote de benefícios flexíveis, mas no que é disponibilizado como benefícios. O ideal é contar com suporte da área jurídica no momento da implantação.

Dá mais trabalho?

Se a empresa contar com uma ferramenta online de gestão, o processo é facilitado em termos operacionais.

É para qualquer empresa?

Benefícios flexíveis são para todas as empresas, mas nem toda empresa está no momento certo para implantar. Se não é possível realizar a flexibilização necessária, melhor não iniciar o projeto.


A proposta de valor dos benefícios flexíveis

A 4ª edição do Simpósio Bematize foi além da conceituação dos benefícios flexíveis e da discussão sobre as suas repercussões no funcionamento das empresas para apresentar, com mais profundidade, todo o escopo de um projeto de implantação, desde a definição do desenho do programa até a aplicação da solução tecnológica.

Entendemos benefícios flexíveis não como a simples flexibilização de benefícios isolados, como a concessão de cartões direcionados a determinado fim, ou a opção de livre adesão aos planos de saúde e odontológico. No nosso conceito, em um programa de benefícios flexíveis, a empresa converte o pacote de benefícios oferecidos em pontos, que podem ser usados na escolha de diversos benefícios pré-definidos, respeitando sempre as regras e limites tecnicamente estipulados”, definiu Ronn Gabay, líder de consultoria e negócios da Bematize, durante o Simpósio.

O evento, que reuniu gestores de Recursos Humanos de empresas de diversas áreas, na semana passada em São Paulo (SP), mostrou, na prática, que implantar benefícios flexíveis é uma forma de promover a transformação no RH como um todo.

O conteúdo é oportuno, já que vem crescendo exponencialmente o interesse das empresas, de variados setores, em implantar programas flexíveis – uma tendência no mercado, reconhecida como essencial para a atração e retenção de talentos.

Os benefícios flexíveis vieram para ficar, e as empresas que não se adaptarem a esta nova realidade ficarão para trás. Muitos profissionais já têm a expectativa de serem contratados por quem oferece esse diferencial, e a empresa que ainda não dispõe de benefícios flexíveis já começa a ser cobrada por seus profissionais neste sentido. As que flexibilizaram seus pacotes de benefícios, e obtiveram excelentes resultados, garantem segurança para as que estão iniciando esse processo”, comentou Vandson Cunha, líder de projetos e sistemas da Bematize.

Um dos questionamentos da plateia durante o Simpósio foi sobre uma possível redução de custos com a implantação de benefícios flexíveis. Vandson Cunha explicou que a flexibilização não é responsável direta pela redução ou aumento dos custos, e nem deveria ser, já que o objetivo é agregar valor à empresa. “O mote para a redução dos custos observada pelas empresas que implantaram o programa é a automatização dos processos, não os benefícios flexíveis em si. A economia é um efeito colateral da maior eficiência advinda de processos mapeados e automatizados”, afirmou.

Essa automatização é uma oportunidade de digitalizar todos os processos do RH, incluindo atualizações cadastrais, reembolsos, movimentações de benefícios, admissões, entre outros. Trata-se de uma mudança de cultura que pode transformar o RH e contribuir com a sua atuação estratégica.

Confira, nas próximas matérias da série sobre o Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z, os detalhes sobre o processo de implantação do programa e as experiências de líderes de RH da Deloitte, everis, iFood e Vivo.


Vacina

Vacinas: o que você precisa saber para se beneficiar dessa proteção

É muito comum que as pessoas associem a vacinação à infância. O calendário de imunização contra doenças nessa fase da vida é mesmo mais extenso, mas não termina por aí. Hoje, quando vem crescendo o movimento antivacina, com adeptos mundo afora, ganha força a conscientização sobre a importância de imunizar crianças e também adultos contra as doenças, e proteger o organismo de males dos quais ele não conseguiria se defender sozinho.

É certo portanto que crianças, adultos e idosos devem receber vacinas e que algumas são exclusivas para determinadas faixas etárias, além daquelas que devem ter doses de reforço ao longo dos anos, porque nem todas as vacinas têm validade para a vida inteira.

Hepatite B, HPV, pneumonia e tétano, por exemplo, são doenças que demandam imunização em adultos. No caso do tétano, por exemplo, a imunização tem de ser repetida a cada dez anos. Entre as vacinas que devem ser administradas na idade adulta, existem aquelas que têm a ver com uma demanda regional, a exemplo da que combate a febre amarela.

Veja como funcionam algumas das principais vacinas:

Tétano: Nos primeiros meses de vida, a criança recebe a vacina tríplice contra tétano, difteria e coqueluche. No caso dos adultos, existe uma forma especial chamada Dupla Tipo Adulto contra difteria e tétano. A quarta dose já é considerada reforço e deve ser repetida a cada 10 anos. Para os adultos que nunca foram imunizados, o ideal é tomar as três doses básicas e seguir com as de reforço ao longo do tempo. Se houver atraso ou esquecimento na tomada de alguma dose, não é necessário recomeçar o processo, pode-se continuar de onde parou.

Hepatite B: É uma vacina importante na fase da adolescência, mas as pessoas em qualquer idade devem estar imunizadas. O vírus tem transmissão fácil também por via sexual.

Rubéola: A doença é relativamente benigna, mas pode haver, no caso das mulheres infectadas, problemas graves para o feto, a exemplo de lesões cerebrais, cardíacas e oculares.

Gripe e pneumonia: Os idosos têm maior risco de complicações com a gripe, inclusive podem desenvolver pneumonia, portanto a vacina é especialmente recomendada para eles. Em razão da perda gradual do seu efeito e da mudança constante da composição da vacina, em razão das mutações virais, a imunização precisa acontecer anualmente. É importante saber que a gripe é uma doença que traz riscos de complicações e pode matar, diferente de um resfriado. Por isso a imunização é relevante. No caso da vacina contra pneumonia, é recomendada dose única, que deve ser reforçada cinco anos depois.

Febre amarela: A depender da região para onde a pessoa está viajando, vacinar-se contra a febre amarela é obrigatório. No Brasil, especialmente no Norte e na região Amazônica, a proteção é necessária, já que há maior exposição à picada do mosquito. A vacina só começa a proteger o organismo 10 dias depois da aplicação, que deve ser repetida a cada 10 anos.

Sarampo: Para imunizar-se contra o sarampo, são necessárias duas doses da vacina. A doença infectocontagiosa é grave, provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos causada por um vírus transmitido pelas secreções respiratórias. No Brasil, a doença estava erradicada até o ano passado, quando houve 10.326 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde. A erradicação só voltará a acontecer se 95% da população for vacinada. Todas as pessoas de 1 a 29 anos de idade devem tomar duas doses da vacina. Já os adultos entre 30 e 49 anos de idade devem receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral (SCR), que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. É contraindicada para crianças menores de seis meses de idade e gestantes. Em pessoas com imunossupressão, ou seja, com supressão das reações de imunidade do organismo, a tomada da vacina deve ser definida com o médico.

Fontes: Sociedade Brasileira de Infectologia e Ministério da Saúde.


Esclerose Multipla

Esclerose múltipla: tratamento pode aumentar intervalo entre crises

Mulheres jovens, com idades entre 20 e 30 anos, de cor clara e que vivem em regiões de clima temperado, são as mais vulneráveis a desenvolver a esclerose múltipla, com base em estudos epidemiológicos e genéticos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

A origem da doença pode ser genética ou ambiental, ou seja, estar relacionada a infecções virais e produtos tóxicos, por exemplo.

Ocorre uma inflamação crônica na qual o sistema imunológico da pessoa afetada agride a mielina que recobre os neurônios. Por essa razão, funções do sistema nervoso ficam comprometidas e, na prática, a pessoa passa por dificuldades motoras e sensitivas.

A esclerose múltipla é autoimune e os surtos são imprevisíveis. Como os primeiros sintomas da doença se manifestam de forma leve e passageira, o problema pode passar despercebido no começo.

De visão turva e dificuldade no controle da urina, os sintomas evoluem para visão dupla, formigamento nas pernas, desequilíbrio, perda visual, tremor, fraqueza, entre outros. Os surtos duram algumas semanas e acontecem em razão das crises inflamatórias, que provocam os sintomas.

O diagnóstico precoce é muito importante, já que a evolução da doença pode envolver a deterioração dos nervos, atrofia e perda de massa cerebral.

O tratamento, embora não seja capaz de evitar a evolução da doença, pode reduzir o tempo dos surtos e aumentar o intervalo entre eles.

Os corticosteroides, os imunossupressores e os imunomoduladores são os medicamentos mais utilizados. E para identificar a doença, a ressonância magnética, exames de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que envolve e protege o cérebro, são os mais eficientes no suporte ao diagnóstico.

Vida normal é possível

É justamente o diagnóstico precoce o que pode agilizar o início do tratamento e, assim, aumentar os períodos sem surtos, o que permite manter a qualidade de vida.

É fundamental que se mantenha uma rotina de exercícios físicos nos momentos fora das crises, e também contar com a ajuda da fisioterapia nos casos em que há comprometimento muscular.

Os sintomas da esclerose múltipla vêm e vão, e os pacientes precisam lidar com recidivas que acontecem a qualquer momento.

A depender da pessoa, os surtos voltam a acontecer mais de uma vez por ano ou depois de quatro, cinco anos. Tratada em estágio inicial, a doença costuma não deixar sequelas e pode haver remissão. No entanto, sucessivas recidivas ao longo dos anos podem deixar sequelas, a exemplo de limitações motoras.

Os sintomas iniciais não devem ser desprezados, ainda que passageiros. O ideal é procurar um neurologista para fazer uma investigação detalhada.

Fontes: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) e Ministério da Saúde.

 


alergia

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

As temperaturas baixas e o ar seco que caracterizam o inverno em grande parte do país são o alerta para quem sofre com as alergias, já que o ambiente é mais propício para a piora dos quados de asma, rinite alérgica e conjuntivite, por exemplo.

Mas o que piora a situação são alguns descuidos cometidos no ambiente de trabalho – alguns deles também valem para residências e interior dos veículos. São eles:

1. Deixar portas e janelas fechadas para manter o ambiente mais aquecido. Sem arejar, o interior das salas e escritórios tornam-se locais onde mais facilmente se proliferam vírus e bactérias.
2. Descuidar da higiene de tapetes e carpetes. Essas peças costumam acumular sujeiras e umidade, além de poeira, ácaro e bolores. É por isso que devem ser regularmente higienizadas. Procure saber quais são as rotinas de limpeza de tapetes e carpetes em sua empresa e, caso note algum descuido, vale fazer a gentileza de avisar aos responsáveis.

3. Negligência com a limpeza do ar-condicionado. Além de deixar o ar mais seco, esses aparelhos, sem a manutenção correta, podem facilitar a transmissão de vírus, fungos e bactérias. É preciso controlar a umidade do ambiente, e os umidificadores podem ajudar nos momentos mais críticos.

4. Manter contato com os agentes causadores das alergias, como poeira, ácaros e fumaça. Por isso a qualidade dos ambientes é tão importante, no trabalho e em casa. Além de estar sempre arejados, atenção para a limpeza de estofados, janelas e persianas, além das mesas, computadores e telefones.

5. Descuidar da hidratação. O ar frio e seco pede reforço na hidratação também durante o expediente de trabalho. A quantidade certa de água e a dieta saudável contribuem para fortalecer o sistema imunológico. O mesmo vale para a rotina da vida pessoal: é preciso manter a atividade física regular e a exposição ao sol nos horários indicados, a fim de estimular a produção de vitamina D.

Alergias oculares e na pele também são mais comuns no inverno e a prevenção se dá com os mesmos cuidados que evitam as alergias respiratórias. Portanto, mantenha distância da poeira, ácaro e mofo.


5 cuidados de que você esquece (mas não deveria) durante o verão

Todo mundo concorda que usar frequentemente o filtro solar e evitar expor-se ao sol nos horários de maior risco são as principais dicas para proteger a saúde durante o verão. A precaução é justificada pelos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), de que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos no Brasil. E que, para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 novos casos de câncer da pele não melanoma, sendo que os homens serão a maioria das vítimas (85.170 casos) em relação às mulheres (80.410 casos).

 

O dano do sol é a maior, mas não a única das preocupações de quem quer aproveitar a estação do calor. E pensando bem, esse período do ano pode ser uma boa oportunidade de adotar alguns hábitos, muitas vezes esquecidos, para levar a vida de forma mais saudável. Aqui vão cinco dicas que podem contribuir muito para a conquista de mais saúde e bem-estar:

 

 

  1. O sol é um risco, não só na praia

 

Pode ser uma dia normal de trabalho, e mesmo com tempo nublado, mas não se engane: o sol pode queimar a sua pele, mesmo entre nuvens e com maior quantidade de roupa. Por isso, evitar os horários de maior incidência solar, das 10h às 16h, vale para todos os dias do verão. E não é só isso: protetor solar é obrigatório, com fator de proteção de no mínimo 30 e reaplicado a cada três horas, recomendam os médicos, além de óculos de sol com proteção UV. Sem esses cuidados, alguns problemas incômodos podem aparecer: brotoeja, micoses, manchas, herpes labial e queimaduras solares são alguns deles, para os quais é preciso buscar auxílio médico.

 

 

  1. Cuidado, a desidratação é um processo silencioso

 

Entre uma e outra atividade, lembrar de beber água pode ser um desafio e, mesmo com as temperaturas mais altas, é comum não alcançar os dois litros de água recomendados para a ingestão diária. Para não desidratar, esse controle é importante, e não valem os líquidos açucarados. Evitar estar na rua no período de sol mais quente e preferir roupas leves são outras medidas necessárias. Vale lembrar que as bebidas alcoólicas provocam a perda de água pelo organismo. Estar em ambientes arejados também ajuda a manter a hidratação. E atenção para a limpeza de aparelhos de ar condicionado – nessa época bem mais utilizados e que podem propiciar o aumento de bactérias e vírus no ar e a redução da umidade, o que facilita o surgimento de rinite, bronquite e asma. O perigo da desidratação é maior em idosos e crianças, portanto muito cuidado com eles.

 

 

  1. Usar repelente evita algumas doenças comuns na estação

 

Usar repelente, seja em creme ou em formatos para ambientes, é outro hábito recomendável no verão, porque o período de chuvas faz aumentar o número de mosquitos e as chances de uma epidemia de dengue. A citronela é um repelente natural eficiente, e pode ser plantada no jardim de casa ou utilizada em forma de velas ou óleo essencial.

 

 

  1. No verão, a segurança alimentar é muito importante

 

Um dia na praia é um dos melhores programas no verão, mas esse longo período sob o sol pede cuidados redobrados com o cardápio. A começar pela tentação dos alimentos oferecidos por vendedores ambulantes, que podem ter problemas na qualidade, tanto por ficarem expostos ao sol por muitas horas quanto por erros no manuseio. E as consequências podem ser as cólicas abdominais, dor de cabeça, náuseas, enjoo, vômito, diarréia e desidratação. O ideal é pensar bem no que consumir e buscar levar de casa alimentos higienizados e leves, a exemplo de frutas da estação, sucos e saladas de verduras e legumes ricos em água, vitaminas, minerais e fibras. Assim, além de estar bem alimentado, você se mantém hidratado.

 

 

  1. A saúde dos olhos requer ainda mais atenção

 

Os raios ultravioletas também prejudicam a saúde dos olhos, que são bastante sensíveis, podendo inclusive sofrer queimaduras, e muitas vezes não recebem a atenção necessária durante o verão. Para a proteção, o uso de óculos escuros é recomendável. E não só isso: o sal do mar e a areia da praia também representam riscos de irritação e arranhões na córnea.


Benefícios flexíveis e a influência disruptiva nas estratégias de remuneração

As estratégias de remuneração nunca mais foram as mesmas depois que se tornou possível que sejam atreladas aos programas de benefícios flexíveis. A aplicação de novos modelos de remuneração é uma das principais transformações pelas quais as empresas, no Brasil e mundo afora, vêm passando. Isso porque, a adoção de recompensas, para além do salário fixo tradicional, é, mais do que uma tendência, uma evolução, e que faz parte da gestão do RH estratégico, interessado cada vez mais em promover uma conexão profunda e duradoura entre profissionais e empresas.

 

“Os benefícios flexíveis representam uma disrupção na área de RH, por permitirem amplificar a experiência dos funcionários, que começam a ganhar coautoria”, declarou, durante palestra no Simpósio Bematize 2018, o consultor Antônio Linhares, da EY Consultoria, laureado com o Prêmio Personalidade de RH 2018, da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD-PR).

 

Antônio Linhares destacou que os altos custos com a atração de talentos leva as empresas a repensarem as estratégias de remuneração, para investir na retenção dessas pessoas. Assim, com um bom desenho de um programa de benefícios, esse objetivo pode ser alcançado, e com redução de custos.

 

“Existem diferentes formas de montar programas de benefícios, os pré-moldados, o menu de opções com pontuações, e o formato de reembolso, que aqui no Brasil é menos aplicado em razão das limitações legais, mas em outros países tem efeitos ainda melhores na ampliação da experiência dos empregados”, comentou.

 

Outra estratégia destacada pelo consultor é a concessão de benefícios considerando a performance de cada profissional. “Nesse caso é preciso um forte olhar de compliance para ver as melhores alternativas, conhecer os riscos e fazer a flexibilização da forma mais tranquila e segura, com análises jurídicas. O alto nível de organização do RH e a consistência na metodologia de pontuação, com suporte ao empregado nessa escolha no primeiro momento, são essenciais, assim como o sistema para implantar o programa de benefícios flexíveis, considerando questões trabalhistas e previdenciárias”, detalhou Linhares.

 

O consultor alertou sobre o fato de que “vivemos na era do propósito, e o RH pode ser vetor dessa nova experiência”. Ele defendeu que é preciso evitar o risco de acreditar que as pessoas têm uma trajetória linear e sempre ascendente na carreira profissional. “Vivemos contextos completamente novos e também construímos novas referências. Muitas coisas estão sendo criadas nesse instante e amanhã podem cair por terra. É por isso que nem modelos inflexíveis nem padronizações correspondem à realidade. O colaborador cocria a realidade também no que se refere ao pacote de remuneração. É um espaço para melhorar a experiência. Tudo bem diverso do que existia anteriormente”, ensinou.

 

Seguindo o raciocínio sobre as transformações vividas nos últimos anos, Antônio Linhares destaca o crescente protagonismo dos RHs, tradicionalmente áreas de suporte, e que hoje precisam entender sobre o negócio, comprar competências do mercado; e quem vende essa competência, o empregado, “vira um consultor, que tem de ser protagonista, saber trabalhar essa entrega, e pensar quais experiências quer vivenciar”.

 

Mais a fundo na questão, Linhares aposta que, para os profissionais, fazer uma carreira tem hoje menos importância do que “saber onde a própria experiência tem mais significado”. Ele defende, portanto, que a relação entre empresas e funcionários chega a um novo patamar. “Por isso já existem empresas que não têm empregados, mas fãs. Flexibilizar benefícios é permitir essa experiência”.

 

Implantar um programa de benefícios flexíveis na empresa significa, na prática, colocar os funcionários no centro das decisões. Para Antônio Linhares, essa iniciativa é capaz de gerar, mais do que engajamento, inspiração. Seções de design thinking servem para construir essas novas experiências, mais significativas e autênticas”, ressaltou.

 

Na próxima matéria da série sobre o Simpósio, conheça a experiência bem-sucedida do iFood na implantação do seu programa de benefícios flexíveis.