Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Estamos mais perto da paz no trânsito?

Cada vez mais pessoas, em todo o mundo, inclusive no Brasil, buscam formas alternativas de deslocamento no trânsito, em especial as bicicletas. Seja a favor do meio ambiente, por mais qualidade de vida ou para driblar os congestionamentos, a iniciativa envolve a necessidade de construir um trânsito com mais respeito e harmonia.

Acontece que as estatísticas ainda mostram uma situação preocupante. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde, de 2015, totalizam 38.651 mortes em vias públicas, o que faz do Brasil o quinto entre os países com o maior número de vítimas de trânsito.

No estado de São Paulo, os três primeiros meses de 2019 trouxeram uma pequena redução no número de mortes no trânsito, queda de 0,6% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), do governo estadual. Foram 1.205 mortos, o menor índice desde 2015.

No mundo inteiro, os acidentes de trânsito são a 9ª causa de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A velocidade do veículo no momento do acidente é fator dos mais relevantes, sendo que, em cada três mortes, uma é causada por velocidade excessiva ou inapropriada.

No contexto dos acidentes de trânsito, os ciclistas estão entre os mais vulneráveis. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito em todo o mundo, e desse total metade das vítimas são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Os acidentes de trânsito também têm impacto econômico. Só em 2014, o Sistema Único de Saúde gastou cerca de R$ 1 bilhão com o tratamento de feridos, apenas em rodovias federais.

O Congresso aprovou, no ano passado, lei que aumenta a pena para motoristas que assumem o risco de matar ao dirigirem embriagados. São 5 a 8 anos de reclusão, enquanto a lei anterior previa de 2 a 4 anos de detenção, além da suspensão da carteira de habilitação.

Penalidades mais severas podem ser parte da solução, mas os problemas do trânsito também envolvem questões de infraestrutura, irregularidades em veículos e vias, falta de fiscalização e o comportamento inadequado dos motoristas, a exemplo do uso do celular.

 

Ações que podem melhorar o cenário

O Maio Amarelo, campanha mundial de conscientização, quer alertar para a necessidade da mudança de comportamento e convidar à reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade, optando por um trânsito mais seguro.

Isso envolve repensar atitudes, e algumas delas infelizmente fazem parte da cultura, como a utilização dos celulares por motoristas e o desrespeito às restrições de ingestão de bebidas alcoólicas. Por que as pessoas continuam bebendo e dirigindo? Quando haverá mais consciência sobre os riscos de dirigir falando ao celular?

Além da mudança de atitude por parte das pessoas, sejam motoristas ou pedestres, são necessárias políticas públicas para a redução dos acidentes de trânsito.

O assunto está entre os objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030, que prevê reduzir para a metade o número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito até 2020.

As ações sugeridas envolvem punição para motoristas alcoolizados e em excesso de velocidade, maior fiscalização das licenças dos condutores, investimentos em rodovias mais seguras e redução dos limites de velocidade.


RH 4.0: uma irreversível mudança de comportamento

A digitalização, a Internet das Coisas e dos Sistemas, o surgimento da inteligência artificial, que promoveram a ascensão das máquinas nos últimos anos e caracterizam a 4ª Revolução Industrial, já estão causando mudanças importantes em toda a economia global e na vida das pessoas, em um contexto de revolução tecnológica e social já classificado como volátil, incerto, complexo e ambíguo.

A Indústria 4.0, termo criado pelo professor Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, é o ambiente no qual as máquinas, conectadas com a web, podem visualizar toda a cadeia de produção e tomar decisões por conta própria. Schwab defende que as colaborações de pesquisa público-privada devem aumentar e ser estruturadas para construir conhecimento e capital humano em benefício de todos.

A tecnologia também vem provocando transformações profundas e definitivas na forma como o trabalho é visto. Novas estruturas e modelos vão surgindo, a exemplo dos horários flexíveis, do home office, do compartilhamento de projetos e tarefas, da gestão de inovações. Soluções de softwares e novas plataformas são capazes de operacionalizar e melhorar esses processos, permitindo que a atuação do RH esteja focada na melhoria do clima organizacional, na atração e recrutamento de talentos realizada de maneira ainda mais criteriosa e abrangente, na definição de políticas de retenção mais eficientes, entre outras atividades.

O RH 4.0 é a sua nova versão, adaptada ao ambiente onde a automatização de cada vez mais atividades convoca a área de Recursos Humanos a assumir funções estratégicas. Dos líderes e gestores de RH, espera-se que sejam protagonistas em ajudar toda a organização a entender como a digitalização afetará a empresa, que oportunidades podem ser aproveitadas e quais ameaças devem ser enfrentadas.

Na linha de frente da contratação dos talentos que vão fazer acontecer a missão e a visão da empresa, o profissional e o líder de RH devem desenvolver uma visão abrangente e globalmente compartilhada de como a tecnologia está afetando a vida das pessoas e os ambientes econômico, social, cultural e humano.

Para ser capaz de atuar dessa maneira, o gestor de RH precisa ter algumas habilidades elencadas por especialistas: prontidão cognitiva, pensamento crítico e competências de inteligência emocional e social, empatia e gestão de relacionamento. A prontidão cognitiva é uma habilidade mental que torna os líderes prontos para enfrentar quaisquer problemas novos e complexos.

Existem sete habilidades de prontidão cognitiva de líderes classificadas pela Executive Development Associates (EDA), conhecidas como Paragon7. São elas as capacidades de reconhecer e regular seus pensamentos e emoções; de gerenciar e concentrar sua atenção; de ligar os pontos e ver o contexto mais amplo; de verificar seu instinto, mas não deixar que isso domine a mente; de resolver problemas com métodos analíticos e criativos; de estar disposto e capaz de mudar; e de inspirar os outros a agir, criando caminhos de comunicação fluída.


5 dicas para combinar trabalho e Carnaval

Garantir os dias de folga é o maior desejo de quem gosta de participar do Carnaval, mas e quando não é possível ficar totalmente livre das tarefas, e trabalhar nos dias da folia é inevitável? Seja porque a empresa onde você trabalha vai precisar se manter funcionando ou você é profissional freelancer, ou mesmo dono do seu negócio e não vai poder deixar algumas tarefas para depois do feriado, não significa que não vai poder aproveitar a festa. Veja as dicas e tenha tempo para trabalhar e se divertir:

 

 

1. Planeje e se organize

 

As escalas de trabalho nessas datas festivas costumam ser definidas com antecedência, e essa é uma grande vantagem a aproveitar. Se você já sabe o que vai precisar fazer e quantas horas estará dedicado ao trabalho, dá para montar uma agenda com todos os compromissos e ainda reservar o tempo disponível para descansar, além de encaixar a programação carnavalesca que pretende aproveitar. Perfeito, não? Mas para que tudo dê certo, é necessário cumprir o que for definido. Como sabemos que, ainda assim, os imprevistos podem surgir, é bom tomar um tempo para tentar antecipar algumas dessas situações e pensar em soluções, caso eles ocorram.

 

 

2. Adiante tudo o que for possível

 

Curtir o Carnaval, ou mesmo usar esse tempo para viajar, quando há compromissos de trabalho envolvidos requer algum sacrifício. Um deles pode ser reservar um tempo antes da festa para adiantar o que for possível. Vai ser um esforço extra, mas pense na vantagem de estar mais desocupado durante o feriado. E ainda é possível aproveitar esse contexto e entregar tarefas com antecedência, uma forma de ganhar pontos com a equipe de trabalho ou com os seus clientes.

 

 

3. Descanse o suficiente para trabalhar bem

 

Sim, taí uma coisa difícil durante o Carnaval, já que muita gente passa horas a fio na rua por dias seguidos e, apesar da diversão, o cansaço também vai te acompanhar. É aqui que você precisa ceder e levar em conta que será preciso passar menos tempo na folia, e dormir o mínimo necessário a fim de ter disposição na manhã seguinte para cumprir as tarefas de trabalho. Isso também pode significar mais restrições no consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos na rua. Passar mal pode colocar os seus planos a perder!

 

4. Seja realista e não se sobrecarregue

 

É claro que conciliar Carnaval, trabalho e descanso não será fácil. E está fora de cogitação reduzir a qualidade da sua produção. Portanto, o ideal é manter o foco no que previamente foi estabelecido como prioridade. De nada adianta ter uma lista de afazeres muito longa, já que o tempo disponível será reduzido e a sobrecarga vai causar um indesejável estresse. Vale refletir: se houver realmente muito trabalho inadiável a fazer durante os dias de Carnaval, melhor seria abrir mão da folia na rua. E, no caso de poder fazer o trabalho de maneira remota, considere a possibilidade de viajar, aproveitando para descansar e relaxar.

 

 

5. Aproveite a diversão e o trabalho!

 

Depois de ter tudo planejado, é hora de fazer acontecer. Busque disposição extra para trabalhar e relaxe nos momentos de folga. A diversão nas ruas, além de trazer alegria, pode ser um bom estímulo à criatividade e contribuir para resultados surpreendentes nas suas tarefas profissionais.


A receita de Ano Novo é você quem faz

Apesar das expectativas que normalmente envolvem a chegada do novo ano para grande parte das pessoas, os menos otimistas não se equivocam totalmente ao dizer que se trata de “um dia após o outro” e que na virada do ano “não acontece uma mágica que torna tudo melhor”. A verdade é que sem o esforço para de fato fazer as coisas de uma maneira diferente, pouco ou nada vai mudar.

 

A boa notícia é que, com disposição para fazer acontecer, você pode contar com a ajuda de algumas dicas, recomendações de especialistas, e também ferramentas de gestão que, disponíveis em formato digital na web, podem ser usadas para organizar questões pessoais e profissionais e descobrir os seus propósitos para seguir em frente.

 

 

  1. Para começar, o ideal é tomar um tempo e refletir sobre o que realizou no ano que está acabando. Essa reflexão precisa ser absolutamente sincera, considerando os aspectos da vida pessoal, os relacionamentos, a espiritualidade, as viagens e o lazer; da profissional e da financeira. É bom fazer a lista das conquistas, do que foi positivo, o que é ideal para manter a motivação. Reveja também o que não deu certo, o que trouxe frustração. Nessa etapa, conversar com pessoas do seu convívio, e da sua confiança, é claro, para obter feedbacks honestos sobre o seu desempenho é outra boa estratégia. Mas não se esqueça de que nada substitui a autoconsciência, é dela a palavra final, inclusive para decidir o que deve ser deixado para trás. Sim, é importante avaliar se existem coisas sobre as quais é necessário dar um basta. E pode ser tanto um trabalho desgastante e sem perspectivas quanto um relacionamento ruim. De agora em diante, tudo o que for definido precisa ser encarado com positividade, foco e profundidade, lembrando de manter vivo o compromisso com essas três posturas todos os dias do novo ano.

 

 

  1. Feita a análise, é hora de olhar para a frente e colocar no papel, ou na tela, as prioridades e principais metas. Procure fazer uma lista mais completa possível, contemplando todas as áreas de interesse. Pense que tudo isso deve envolver os seus desejos genuínos, os seus propósitos e missão de vida. É dessa maneira que tudo fará sentido. São as metas que deixam clara a maneira de realizar os sonhos.

 

 

  1. Para dar um norte, ajudar as coisas a funcionarem e ter maior controle sobre os avanços, crie um plano de ação para cada meta definida, com prazos para cada etapa. O sucesso do plano vai depender de suas posturas e comportamentos. Claro que a lista das metas é muito importante, mas sem um plano elas podem ficar esquecidas em seus arquivos, já que a vida tem muitas distrações, sobretudo as que envolvem os problemas e contratempos cotidianos. Acompanhando o cumprimento dos planos ao longo do ano, você pode ter de fazer ajustes, caso as circunstâncias mudem. O mais importante é realizar o que planejou.

 

 

  1. Entre outras ferramentas disponíveis com o mesmo fim, o Canvas Pessoal é uma das que pode contribuir bastante para colocar as ideias em ordem e ter sucesso na jornada. É um método muito simples e bem completo, que coloca o foco na sua vida, pessoal ou profissional, considerando nove aspectos. As vantagens do método são a possibilidade de ter uma visão sistêmica, além de pensar de maneira visual, já que você verá todas as análises e ideias descritas em um quadro físico (com cartolina ou papel) ou virtual (na tela do seu computador, por exemplo). O método também permite a cocriação e tem ótima aplicabilidade.

 

Para montar esse quadro você vai precisar da cartolina, canetas e adesivos autocolantes (para facilitar a atualização dos conteúdos sem ser necessário fazer rasuras) ou reproduzir esse quadro físico no meio digital, caso seja mais prático para você. O quadro deve então ser dividido em quatro grandes partes que são perguntas (Como?, O que?, Para quem? e Quanto?) e cada uma delas terá subdivisões, totalizando nove blocos, como está descrito abaixo:

 

 

COMO? Quais as suas habilidades e conhecimentos + quais as suas atividades e diferenciais + quais as suas principais parcerias.

 

O QUE? Qual a sua proposta de valor pessoal/profissional.

 

PARA QUEM? Quais os seus grupos de relacionamento + como você se relaciona e ajuda esses diferentes grupos (aqui podem ser tanto clientes quanto parentes, amigos, colegas. Vai depender do tipo de análise que está fazendo, da vida pessoal ou da profissional) + Quais os meios ou canais pelos quais você se relaciona com essas pessoas/grupos.

 

QUANTO? Quais as suas fontes de recursos (sejam materiais ou emocionais) + como você aplica ou gasta o que recebe (sejam recursos materiais ou imateriais).

 

Essas perguntas devem ser feitas e respondidas dentro do quadro. O ideal é usar cores diferentes para identificar cada área analisada. Ao final, você terá reunido as informações de que precisa para compreender suas necessidades, pontos fortes e fracos e verá mais claramente como melhorar a sua vida e fazer novas conquistas.

 

As ferramentas e métodos ajudam e muito na jornada pela realização dos sonhos, mas não têm o poder de fazer com que as coisas deem certo se você não souber o que o motiva, do que realmente gosta e o que deseja. Só assim se podem fazer escolhas mais conscientes e utilizar a maior parte do tempo para construir a vida desejada, porque, como diria o poeta, a receita de ano novo está dentro de você.


Outubro Rosa: presença garantida nas agendas corporativas

 

A campanha é parte das ações de endomarketing ligadas à saúde e envolve palestras sobre prevenção e diagnóstico

 

O Outubro Rosa já ganhou destaque no calendário de muitas empresas, independentemente do porte ou segmento. A mobilização é tanta que existem serviços especializados em produzir campanhas e é fácil encontrar sites na web com dicas sobre como preparar as ações de conscientização para funcionárias.

O engajamento é extremamente positivo já que, mesmo com toda a divulgação sobre a prevenção do câncer de mama nos últimos anos, ainda são estimados, para o Brasil, 59.700 casos novos, para cada ano do biênio 2018-2019, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A boa notícia, e que também tem a ver com as ações do Outubro Rosa, seja nas empresas, nos veículos de comunicação e nas redes sociais, é que a realização de mamografias no país cresceu 37%, no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, passando de 1,6 milhão para 2,2 milhões, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Saúde.

Ainda que a informação esteja disponível na internet e em outros meios de comunicação, as empresas contribuem ao falar sobre o assunto dentro do ambiente de trabalho. Os RHs, junto com equipes de endomarketing, têm o desafio de promover o engajamento das colaboradoras. As ações mais comuns são a realização de palestras com profissionais da saúde e o dia em que todos são convidados a trabalhar vestidos de rosa, a fim de alertar sobre a importância da prevenção.

Outro meio de informação sobre o câncer de mama nas empresas são os informativos impressos e eletrônicos. Esses materiais são relevantes porque permitem aprofundar o tema, explicando que o diagnóstico precoce e os tratamentos disponíveis ampliam muito as chances de cura.

Nas mulheres a partir dos 18 anos, o autoexame é um recurso importante para detectar alterações nas mamas. Mas o ideal é descobrir o problema antes mesmo desse estágio em que ele possa ser percebido pelo toque. E para tanto a mamografia é ideal e geralmente prescrita a partir dos 40 anos, sendo que depois dos 50 anos deve ser realizada anualmente.


O trânsito prejudica o seu trabalho mais do que você imagina

A ida ao trabalho é uma tarefa que constantemente envolve atrasos, contratempos e exposição a ruídos, em razão do trânsito e das dificuldades com o transporte público, uma rotina bem desgastante e que pode trazer mais problemas do que aquela angústia matinal pelo receio de chegar tarde ao trabalho.

Estudo publicado no portal do Environmental Health Perspectives encontrou evidências de que existe relação entre a exposição aos ruídos do trânsito e a cardiopatia isquêmica. Dados de 6.450 participantes foram analisados e as conclusões apontam também o ruído do tráfego associado com a maior pressão arterial em diabéticos, e efeitos mais graves dos ruídos em populações vulneráveis, como adultos com hipertensão. O portal também divulgou estudo que associa a exposição ao trânsito e os problemas na saúde mental, principalmente a depressão, além de estresse e insônia.

A situação pode prejudicar o desempenho no trabalho e, ao longo de meses e anos, trazer muitos prejuízos para a capacidade produtiva e a vida pessoal. O problema já foi percebido pelas empresas e a disseminação do modelo de home office tem, entre outros, esse benefício de poupar os profissionais do deslocamento. Mas quem tem expediente para cumprir fora de casa vai ter de enfrentar as dificuldades do trânsito. A boa notícia é que se pode descobrir, a depender do contexto de cada pessoa, formas de driblar o problema.

 

Veja as possibilidades e avalie o que é mais viável e agradável:

  • Uma alternativa que há algum tempo caiu no gosto de muitos em razão das diversas vantagens é o uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho. Mas não pense que basta pegar a bike e sair pedalando. Além do benefício ao meio ambiente e à saúde física e mental, pedalar pela cidade requer planejamento das rotas, escolha dos horários, treino das habilidades para conduzir a bicicleta, respeito à sinalização de trânsito. E não para por aí: tem a logística que envolve trocas de roupas e a higiene depois de pedalar e antes de começar a trabalhar, adequação de bagageiro para os materiais de trabalho. Parece complicado, mas se estiver com vontade de experimentar, não desanime. Muita gente já é veterana nessa modalidade e conta todos os detalhes em sites, blogs e redes sociais, além de aplicativos de smartphones. Basta pesquisar, e você corre o risco de ficar bastante empolgado.
  • Engajar-se na carona solidária. Taí uma alternativa que não vai livrar você da hora do rush, mas alivia bastante a tensão, já que você vai sair do volante alguns dias e pode ganhar bate-papos interessantes no percurso.
  • Poder contar com horários de trabalho mais flexíveis. Essa opção depende da gestão da empresa onde você trabalha e das políticas de RH. Assim como o home office, a flexibilização de horários é uma tendência adotada por muitas companhias e um enorme benefício para os profissionais e para a melhoria do desempenho das equipes. Se a sua empresa ainda não adotou a medida e você vê essa possibilidade, por que não sugerir? Certamente outros colegas vão comprar a ideia.
  • Morar mais perto e poder ir trabalhar a pé. Essa é uma alternativa desejada por muita gente, que prioriza certas regiões da cidade. Claro que a solução vai demandar maior planejamento para a mudança, sem contar que mexe com toda a rotina, mas quem optou por ela garante que vale a pena. Não é difícil encontrar, entre amigos e colegas, alguém que tenha essa experiência para contar.
  • E se não puder mesmo evitar o carro ou o transporte público, saiba que um outro estudo, divulgado pela Escola de Negócios de Harvard, teve uma conclusão inusitada. Mesmo nas situações estressantes do trânsito, se você conseguir ocupar sua mente planejando as tarefas do dia enquanto se dirige ao trabalho, pode evitar ou reduzir o estresse. Essa tarefa, decobriram os pesquisadores, traz maior satisfação e segurança. Claro que vai ser preciso se educar para adotar esse hábito, mas saiba que os efeitos são positivos mesmo que o planejamento seja feito para apenas uma tarefa.

Uma dessas alternativas, acredite, pode tornar os seus dias muito mais produtivos e livres de estresse. Boas escolhas!


Como os profissionais da geração Z vão mudar o ambiente de trabalho

Especialistas em Recursos Humanos de todo o mundo voltam suas atenções para a geração Z, dos nascidos entre 1994 e 2010 e que começa a entrar no mercado de trabalho.

Algumas características destes recém-chegados profissionais já foram mapeadas. Sabe-se que eles valorizam um ambiente de colaboração, flexibilidade no local de trabalho, e feedback mais frequente. Além disso, querem poder contar com gestores dispostos a ouvir e valorizar suas opiniões e a orientá-los.

E está mesmo na hora de dar atenção aos mais jovens trabalhadores. É esperado que representem quase um quarto da força de trabalho nos Estados Unidos até 2020, de acordo com Departamento do Trabalho norte-americano.

A empresa de consultoria de RH Randstad fez uma pesquisa com o perfil deste público que nasceu e cresceu com a internet e usa a tecnologia de maneira ampla, para realizar diversas atividades e compartilhar experiências com variados grupos. Dados da pesquisa foram divulgados na conferência anual da SHRM. Um dos resultados que mais chamaram a atenção é a expectativa da geração Z com relação aos feedbacks:

  28% preferem ser avaliados pelos gestores depois de cada projeto ou tarefa.

26% querem retorno semanal.

20%, diário.

Apenas 1% está disposto a esperar a revisão anual de desempenho.

A sondagem comparou realidades de empresas de alto e de baixo desempenho:

Nas de alto desempenho, 29% dos funcionários das gerações Y e Z disseram receber feedback de seu chefe depois de cada projeto, em comparação com 11% das pessoas em empresas de baixo desempenho.

E 22% das pessoas em empresas de alto desempenho disseram receber feedback diário, em comparação com 16% naquelas com baixo desempenho.

Para receber os profissionais da geração Z, as equipes de RH devem coordenar atualizações importantes nas ferramentas com as quais este público costuma partilhar conhecimentos, a partir de sistemas de TI que suportem essas ferramentas. As empresas precisam estar online, definitivamente. Além das conexões de intranet, a presença digital é essencial nos canais e redes sociais da internet, os ambientes onde acontecem os relacionamentos, seja com clientes, parceiros ou candidatos a emprego.


O feedback nunca mais será como antes

Cada vez mais empresas estão repensando as suas normas sobre os processos de feedback e o mais questionado é o antigo modelo da revisão anual, em que chefe e subordinado se encontram uma vez por ano para analisar o desempenho do funcionário. É que a ideia da avaliação contínua está ganhando força.

Empresas a exemplo da Amazon, Accenture e IBM estão substituindo sistemas tradicionais de feedback e de avaliação e adotando novos métodos e frequências. Os responsáveis por estas transformações são os próprios funcionários, que vêm demonstrando insatisfação com a metodologia antiga de bate-papo.

Ainda que repaginado, o feedback continuará existindo, sem dúvidas. O mais importante mesmo continuará sendo a mensagem que o chefe deixa ao funcionário na hora da avaliação. Afinal de contas, o objetivo é que o processo seja útil e construtivo.

O TINYpulse, fornecedor de ferramentas para gerenciamento de desempenho no ambiente de trabalho, compilou uma lista de 100 frases de avaliação que podem ser usadas por gestores na hora do feedback dos funcionários. Foram definidas 20 categorias de temas, e para cada uma delas sugeridas diversas frases. Confira abaixo uma seleção de frases de cada categoria.

Realização: “destaca-se no desenvolvimento de programas e estratégias com bons resultados”.

Administração: “estabelece sistemas eficazes de recuperação da informação”.

Coaching: “é altamente respeitado pelos funcionários para compartilhar preocupações, problemas e oportunidades”.

Habilidades de comunicação: “comunica eficazmente as expectativas”.

Cooperação: “tem prazer em trocar experiências”.

Criatividade: “é inteligente e imaginativo quando confrontado com obstáculos”.

Delegação: “capacita os funcionários com recursos para conseguir resultados”.

Melhoria: “concebe novas estratégias”.

Inovação: “é curioso sobre possibilidades inovadoras”.

Habilidades interpessoais: “reconhece as necessidades dos outros e oferece ajuda”.

Capacidade de aprendizagem: “responde rapidamente às novas instruções, situações, métodos e procedimentos”.

Gerenciamento de capacidade: “colabora com os membros da equipe para estabelecer um caminho de desenvolvimento”.

Planejamento: “efetivamente coloca planos em ação”.

Potencial: “é capaz de desempenho diferenciado em condições de alto nível”.

Solução de problemas: “resolve eficazmente os problemas em vez dos sintomas”.

Produtividade:
“é um importante contribuinte para os sucessos do departamento”.

Gerenciamento de projetos: “é transparente com o progresso de um projeto”.

Habilidades de supervisão: “oferece reconhecimento consistente aos demais funcionários”.

Gestão do tempo: “respeita o tempo dos outros”.

Visão: “demonstrar a capacidade de transformar sua visão em execução”.


Como construir uma experiência de conexão com candidatos a emprego

Os processos de recrutamento e seleção de candidatos a vagas de emprego são a oportunidade de criar uma experiência positiva entre os profissionais do mercado e a sua empresa, ainda que a conclusão do processo não seja a contratação. Especialistas cada vez mais recomendam a concepção de um processo de contratação que maximize a conexão humana autêntica.

E como fazer isso? Existem algumas maneiras de conduzir um processo de recrutamento e seleção que resulte em candidatos mais satisfeitos e engajados e um trabalho de contratação mais produtivo.

1. A empresa deve desenvolver a cultura certa para atrair futuros empregados. O bom ambiente de trabalho é um dos aspectos que mais atraem talentos e os candidatos costumam procurar saber como a empresa trata os seus empregados antes mesmo de pleitear uma vaga. As fontes de informação mais comuns são os prórprios funcionários e, mesmo em um processo de contratação impecável, os candidatos podem deixar de aceitar a oferta se ouvirem críticas negativas.

2. Os candidatos devem ser tratados como se fossem clientes importantes. Sendo assim, é preciso agilidade e atenção na hora de dar retorno a estes profissionais, como se faz no caso de potenciais clientes. Tempos de resposta muito lentos, que em alguns casos chega a meses, é um dos aspectos mais desumanos do processo de contratação, na avaliação de alguns especialistas. Há empresas que, pensando nesta atenção especial ao candidato, oferece status on-line para todos eles sobre o andamento do processo e dedica inclusive uma linha telefônica para que os requerentes do emprego possam fazer perguntas e tirar dúvidas.

3. O RH pode atuar como defensor dos talentos, ou seja, ajudar o candidato a mostrar o seu melhor nas entrevistas e dinâmicas de seleção. Recebendo informações detalhadas para a preparação antes de uma entrevista, estes profissionais vão relatar a experiência positiva, mesmo que não cheguem a conquistar a vaga. Esta orientação deve incluir, entre outros aspectos, as informações sobre a vaga, a filosofia de contratação, o que é esperado ou não no processo de entrevista, exemplos de perguntas etc.

4. Todos os dados gerados em processo de recrutamento e seleção são valiosos para a empresa. E o RH precisa reunir, gerenciar e usar tais dados em novos projetos. O principal é o conjunto das informações que mostram como cada participante respondeu ao processo de recrutamento, as percepções da experiência. Candidatos satisfeitos são susceptíveis de se candidatar novamente e indicar a empresa a outros talentos.