No Carnaval, só se exceda em alegria

Vem chegando o Carnaval e quem gosta da festa fica empolgado para escolher as fantasias e definir a agenda da folia. Mas será que as providências para a proteger a saúde também são prioridades nessa preparação?

Um dos principais cuidados, o uso de preservativos (masculinos ou femininos) para prevenir a aids e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ainda não é um hábito da maioria da população, apesar das campanhas de conscientização.

Embora 94% das pessoas em idade sexualmente ativa reconheçam a importância da camisinha como forma de prevenção, 45% delas não usaram preservativo nas relações sexuais casuais no período analisado pela Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), publicada em 2016 pelo Ministério da Saúde.

No contexto do Carnaval, o excesso no consumo de bebida alcoólica pode contribuir com a negligência no uso da camisinha durante as relações sexuais, inclusive durante o sexo oral, o que pode provocar a contaminação não só pelo vírus da AIDS, como herpes, sífilis, hepatites B e C, gonorreia, tricomoníase, candidíase, entre outros problemas.

Abusar do álcool também torna as pessoas mais vulneráveis à ações violentas, por exemplo. Portanto, o uso moderado de bebidas é o principal cuidado recomendado por especialistas aos foliões.

Existem outros comportamentos que oferecem risco de contágio de doenças infecciosas, especialmente no Carnaval. Um deles é o contato com vasos sanitários de locais públicos. No meio da festa, muitas vezes é impossível evitar usar esses locais, mas não dá para esquecer de não entrar em contato com os assentos dos sanitários e de lavar as mãos antes e depois da ida ao banheiro.

Também é arriscado o compartilhamento de roupas e objetos, a exemplo de copos e talheres, algo comum quando grupos de amigos convivem em uma mesma casa, por exemplo. O perigo no caso de copos e talheres é o contato com saliva, o mesmo que ocorre durante o beijo, já que pode acontecer a transmissão de herpes labial, gengivite, HPV, candidíase, mononucleose etc.

Pule fora das gripes

O Carnaval traz ainda mais um alerta: é preciso se prevenir contra as gripes e infecções respiratórias, comuns durante e logo depois da festa. Esse ano há uma preocupação a mais: o surgimento do novo coronavírus na China.

Ainda não existe vacina contra o coronavírus e, embora nenhum caso da doença tenha sido identificado no Brasil até o momento, é preciso manter os cuidados de higiene ao espirrar, tossir ou assoar o nariz, além de lavar as mãos após usar o banheiro e antes das refeições.

Se perceber os primeiros sintomas de resfriado, o melhor a fazer é manter-se tranquilo e procurar atendimento médico.

Testes e tratamento

O sexo seguro, com uso de preservativos, é a principal estratégia de prevenção do HIV, mas existem outras, uma delas é a realização de testes regulares para identificar a doença.

Além disso, como depois do contato sexual o HIV pode levar até 72 horas para atravessar a superfície dos genitais, vencer as defesas do organismo e infectar a pessoa, é possível fazer a profilaxia pós-exposição, com uso de remédios que podem bloquear a infecção. Os medicamentos são os mesmos indicados para tratar os portadores do vírus da aids e, para a profilaxia, devem ser tomados durante 28 dias e até 72 horas depois da relação sexual desprotegida.

Em todas as regiões do país existem Serviços Ambulatoriais de Atenção Especializada em HIV e Aids (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os endereços estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Preservar a saúde durante o carnaval requer ainda outros cuidados, já que a festa acontece durante o verão, com altas temperaturas, o comum consumo de alimentos na rua, longas horas de exposição ao sol ou chuva. Pegue essas dicas, cuide-se e divirta-se!

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde


Burnout: quando o trabalho abala a saúde mental

Entre os diversos distúrbios psíquicos, a síndrome de burnout tem relação direta com o ambiente de trabalho. A pessoa atingida fica em estado de tensão e estresse, um esgotamento profissional que pode acontecer quando a atividade desempenhada exige a relação interpessoal mais intensa e direta. Você percebeu algo familiar na afirmação anterior? É isso, as profissões que envolvem contato direto com públicos diversos são as mais atingidas, o que inclui o profissional de RH, além de professores e policiais, por exemplo.

Essa realidade mostra o quão desafiadoras são essas atividades. Na rotina de uma pessoa com a síndrome de burnout, resultado de condições de trabalho desgastantes, podem ocorrer ausências, dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade e baixa autoestima. Outros problemas podem surgir, entre eles pressão alta, insônia, dor de cabeça e cansaço.

A Campanha Janeiro Branco foi criada para convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental, sua manutenção e a prevenção das doenças. O início do ano é um período propício para refletir sobre a própria vida, as crenças, emoções e pensamentos, algo que termina por influenciar o comportamento e, dessa maneira, o rumo dos acontecimentos. Existe um claro benefício em pensar sobre o sentido e o propósito da própria vida, sobre o autoconhecimento e como estão os relacionamentos interpessoais.

Para diagnosticar o burnout, o especialista, seja psicoterapeuta ou psiquiatra, levanta o histórico profissional do paciente e pode prescrever tratamento com psicoterapia e antidepressivos. Mudanças no estilo de vida serão necessárias, e envolvem uma rotina com mais tempo para si, com momentos de relaxamento e atividade física regular.

Já para prevenir o surgimento da síndrome de burnout, um estilo de vida que traga mais equilíbrio entre o trabalho e o descanso também é essencial. Desconsiderar o problema pode agravar a situação, portanto vale a pena avaliar as próprias condições de trabalho, se estão prejudicando a saúde física e mental, interferindo na qualidade de vida.

Se existe prejuízo, o ideal é repensar e promover transformações, inclusive propondo uma nova dinâmica de trabalho. A ansiedade e a depressão que podem atingir a pessoa nessas circunstâncias devem ser tratadas com ajuda profissional, evitando escapar do problema com artifícios como o consumo excessivo de álcool, por exemplo.

No ritmo acelerado da vida, as pessoas podem não perceber logo que estão desenvolvendo o distúrbio, e por essa razão é importante poder contar com o apoio dos colegas e familiares. Se alguém demonstra estresse excessivo, mudanças no comportamento e agressividade no trabalho, pode estar precisando de ajuda. Abordar o assunto requer tranquilidade e acolhimento, o que pode ser feito com ajuda profissional especializada.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria


Fale com o seu colaborador sobre o câncer de pele

No Brasil, 30% de todos os tumores malignos correspondem ao câncer da pele, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Isso faz desse tipo de tumor o mais incidente no país, fato que já aumenta a relevância das campanhas de conscientização pela prevenção da doença.

O tema é dos mais importantes para as campanhas de Comunicação interna nas empresas, com potencial para sensibilizar as pessoas e ajudar a reduzir números preocupantes, a exemplo dos cerca de 180 mil novos casos da doença a cada ano no país.

O fundamental na campanha pela prevenção e pelo diagnóstico precoce é destacar que, se descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chances de cura, e orientar as pessoas sobre os cuidados que podem evitar o câncer de pele, além de instruções sobre como identificar os sinais da doença.

Um dado importante sobre o assunto tem tudo a ver com as empresas. É que a radiação que pode provocar envelhecimento precoce da pele, manchas e tumores malignos não está somente ao ar livre, em praias e piscinas, mas também nos ambientes fechados dos escritórios. Por isso é preciso aplicar e reaplicar filtro solar em qualquer ambiente, para se proteger da luz vinda das lâmpadas, dos aparelhos eletrônicos, a exemplo de celulares e computadores, e também da radiação UVA que ultrapassa os vidros das janelas.

Prevenção e sinais

O crescimento anormal das células que compõem a pele é a manifestação do câncer, que tem formas distintas; os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O terceiro tipo, o melanoma, é menos incidente, mas mais agressivo e potencialmente letal.

O fator de risco para todos os tipos da doença é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares. Por isso o uso do protetor solar sobre toda a pele que fica em contato com o sol é a principal recomendação das campanhas. Já o diagnóstico precoce pode começar com o autoexame, quando a pessoa, sozinha ou com ajuda de um parente, por exemplo, observa todo o corpo em busca de manchas ou pintas com formato ou coloração suspeita. O próximo passo é a consulta com o dermatologista.

Chamar a atenção dos colaboradores para a importância de desenvolver o hábito das ações de prevenção, além de convidar à reflexão sobre a importância de priorizar a saúde em lugar de um corpo bronzeado, são as estratégias fundamentais nas campanhas de conscientização.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Deloitte, everis, iFood e Vivo: desafios e resultados da implantação de benefícios flexíveis

O segundo painel do Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z promoveu uma imersão nas experiências de quatro empresas que já implantaram benefícios flexíveis: Deloitte, everis, iFood e Vivo. Gestores de RH das empresas contaram as histórias da implantação, os desafios, aprendizados e resultados, em uma conversa mediada por Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.

Veja agora trechos dos seus depoimentos.

 A implantação dos benefícios flexíveis na Deloitte durou um ano, desde o estudo da viabilidade, conversas com operadoras de saúde etc. Tudo deu muito certo, especialmente porque fizemos uma comunicação envolvente, assertiva e clara junto com gestores e tomadores de decisão. O funcionário também deve saber que o benefício flexível é um dos pilares da remuneração total. É uma mudança de pensamento e de cultura”, Elisângela Santos, supervisora de Benefícios da Deloitte.

 Implantamos benefícios flexíveis há dois anos. Queríamos inovar, mantendo os custos. Para ter sucesso nesse projeto, o RH precisa entender qual o propósito, vender bem a ideia na companhia, pensar estrategicamente o que faz sentido para o público. Um dos desafios foi ajustar um programa que atendesse às necessidades de todos, já que na everis temos diferenças por categoria e regionalidade. Tivemos atenção especial na parte jurídica, e nunca tivemos problema nesse sentido. As pessoas estão acostumadas a fazer a escolha dos benefícios junto com o RH. Quando a colocamos em frente a um portal online para comprar os benefícios, é que ela percebe o impacto, que é a única responsável por tudo aquilo. A Comunicação deve destacar esse protagonismo”, Renata Trasmonte, gerente de Recursos Humanos da everis.

  No início de 2018, implantamos benefícios flexíveis com um desenho inovador e em apenas seis meses desde as primeiras conversas internas. Convencer a área de finanças de que o custo da flexibilização não seria maior foi o grande desafio. A maior lição de todo o processo foi a necessidade do foco total na comunicação. Óbvio que a empresa tem de determinar uma cesta de benefícios, mas o colaborador é protagonista. Entre os resultados, conseguimos atrair talentos, aumentamos a percepção e a satisfação sobre benefícios, que é de 85% segundo a última pesquisa”, Lucas Lorenzato, Head de People Development, Compensation & Benefits, Payroll do iFood.

 Em 2016, implantamos o programa de benefícios flexíveis na Telefônica em quatro meses. Trata-se de um desafio cultural, as pessoas têm opinião própria. Uma comunicação bem estruturada é fundamental para reduzir possíveis resistências. Temos públicos muito distintos na empresa com 34 mil colaboradores. São profissionais da administração, call center, loja e campo. É preciso ouvir as lideranças, suas opiniões e percepções de valor. Já na primeira pesquisa após a implantação, tivemos 87% de favorabilidade. Um dos desafios é a negociação com as operadoras de planos de saúde e seguro de vida. Mas a favor da Vivo temos o volume, são 80 mil vidas. Ainda assim, no começo percebemos restrições por parte das operadoras, pelo desconhecimento de como funciona a flexibilização. Mas hoje já se conhece a viabilidade e o mercado está mais flexível. É muito importante deixar as regras bem claras com as operadoras, além de acompanhar a sinistralidade e fazer os ajustes necessários em cada período”, Fábio Nadal, Consultor de Recursos Humanos na Vice-Presidência de Pessoas da Vivo.

 Acompanhamos as estatísticas dos nossos clientes que têm programas de benefícios flexíveis e os resultados são que, em média, 5% dos colaboradores fazem upgrade nos planos de saúde e 12% fazem downgrade. Isso representa 4,7% de redução na fatura de saúde, ou seja, recurso que deixou de ser gasto e deve ser entendido como uma reserva para compensar os riscos”, Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.


Livre-se do estresse e evite a psoríase

Uma vida equilibrada, com controle do estresse, é uma forma concreta de evitar muitas doenças. Esse benefício é real no caso da psoríase, doença crônica que atinge a pele, causando lesões avermelhadas e que descamam, uma situação bastante incômoda para os pacientes, com prejuízos inclusive na vida social.

Os cotovelos, os joelhos e o couro cabeludo são as áreas onde as placas surgem mais facilmente. Embora não tenha cura, a psoríase não é contagiosa. Na maioria das vezes aparece antes dos 30 e após os 50 anos de idade, sendo que também pode surgir em crianças.

Como é cíclica, ou seja, os sintomas surgem e desaparecem várias vezes, o desafio no tratamento é, além de tratar as lesões, cuidar para que demorem o máximo possível em reaparecer. Esse acompanhamento constante vai demandar idas regulares ao dermatologista, que vai identificar o tipo de psoríase, já que existem vários deles, e prescrever o tratamento mais adequado.

Ainda não se conhece ao certo todas as causas da doença, mas ela é relacionada a problemas no sistema imunológico, questões genéticas e interações com o meio ambiente. O mais difícil para os pacientes é que, embora não seja contagiosa, ou seja, não é necessário o afastamento social, ele pode acontecer muitas vezes em razão do constrangimento pela aparência das lesões. Essa reserva, somada ao quadro emocional delicado causado pelo estresse, forma um contexto difícil de lidar e, dessa forma, a ajuda de outros profissionais, a exemplo de psicólogos, pode trazer benefícios ao tratamento.

Depende muito de você evitar que a psoríase reapareça

Para além da genética e do estresse, outros fatores influenciam na piora do quadro: o consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, excesso de peso, o frio e o uso de alguns tipos de medicamentos, como corticoides, anti-inflamatórios e o lítio.

O que se pode fazer?

• Mantenha a pele bem hidratada;
• Tome sol, mas com filtro solar;
• Cuide da sua saúde emocional e encontre soluções para evitar o estresse, seja acompanhamento psicológico, meditação, atividades físicas ou outras atividades relaxantes;
• Procure manter as suas atividades sociais mesmo se estiver com as lesões na pele. Deixe claro do que se trata e que não há risco de contágio. Nunca abra mão do respeito, da dignidade e da boa convivência. Seu estado emocional vai se equilibrar e a saúde agradece;
• Visite regularmente o dermatologista.

Sol e alimentação saudável

O sol, quem diria, é um aliado para amenizar os sintomas da psoríase. Basta que a exposição aconteça nos horários recomendados e com proteção adequada.

A alimentação também pode fazer bem e ajudar a combater a inflamação. Comidas ricas em ômega 3, a exemplo de peixes, azeite e nozes, e outras com propriedades anti-inflamatórias devem fazer parte do cardápio.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Você conhece o seu estresse?

Tudo bem viver um momento de estresse, já que ele é uma resposta natural do organismo para que se possa sobreviver a uma situação desafiadora. O estresse só se tornou um problema porque, hoje, sucessivos estímulos estressantes tornaram o problema crônico, o que traz diversas repercussões negativas para o organismo.

Trânsito congestionado, contas a pagar, dívidas, desemprego, pressão no ambiente de trabalho e o temor da violência são algumas situações que costumam colocar as pessoas em permanente tensão, uma condição que, fisiologicamente, envolve a liberação no sangue de substâncias como a adrenalina, além da elevação dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, uma preparação do corpo para que a pessoa possa a fugir ou enfrentar um desafio.

Esse constante estado de estresse vai, claramente, trazer consequências negativas para a saúde, com prejuízos para os sistemas cardiovascular e imunológico. O corpo dá alguns sinais, a exemplo da sensação de cansaço constante, dores musculares, alterações na pele, falta de disposição, alterações  no humor e insônia.

Para combater o estresse, a principal solução é aprender a administrar os problemas do cotidiano. Esse aprendizado não é uma tarefa fácil, e muitas vezes requer ajuda profissional, de um terapeuta ou psiquiatra. O mais importante é não minimizar a situação e buscar os benefícios tratamento o quanto antes.

A reação aos desafios cotidianos é algo muito particular – depende da genética, do temperamento e da personalidade de cada um–, já que uma situação que preocupa muito uma pessoa pode parecer tranquila para outra. Assim, o autoconhecimento é essencial para saber qual a melhor estratégia a fim de resolver os próprios problemas.

Na prática, você não vai se livrar do estresse, mas pode aprender a lidar com ele. Ver o lado positivo de cada contexto é uma forma de contornar situações estressantes, encontrar uma saída para o problema e evitar que neurotransmissores como a adrenalina prejudiquem o organismo.

E como prevenir o estresse?
1. Exercícios físicos ajudam a neutralizar a ação dos neurotransmissores liberados no estresse, já que estimulam a produção de endorfina, o hormônio que proporciona bem-estar. Para isso, é necessário estar em atividade física por mais de 20 minutos.
2. Identificar a causa do estresse para poder afastá-la ou criar estratégias para resolvê-la.
3. Ter rotina regular de sono e descanso.
4. Praticar hobbies como artesanato, esportes, música, entre outros.
5. Buscar ajuda especializada caso note os primeiros sintomas e nunca automedicar-se.

Fonte: Organização Mundial da Saúde


alergia

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

As temperaturas baixas e o ar seco que caracterizam o inverno em grande parte do país são o alerta para quem sofre com as alergias, já que o ambiente é mais propício para a piora dos quados de asma, rinite alérgica e conjuntivite, por exemplo.

Mas o que piora a situação são alguns descuidos cometidos no ambiente de trabalho – alguns deles também valem para residências e interior dos veículos. São eles:

1. Deixar portas e janelas fechadas para manter o ambiente mais aquecido. Sem arejar, o interior das salas e escritórios tornam-se locais onde mais facilmente se proliferam vírus e bactérias.
2. Descuidar da higiene de tapetes e carpetes. Essas peças costumam acumular sujeiras e umidade, além de poeira, ácaro e bolores. É por isso que devem ser regularmente higienizadas. Procure saber quais são as rotinas de limpeza de tapetes e carpetes em sua empresa e, caso note algum descuido, vale fazer a gentileza de avisar aos responsáveis.

3. Negligência com a limpeza do ar-condicionado. Além de deixar o ar mais seco, esses aparelhos, sem a manutenção correta, podem facilitar a transmissão de vírus, fungos e bactérias. É preciso controlar a umidade do ambiente, e os umidificadores podem ajudar nos momentos mais críticos.

4. Manter contato com os agentes causadores das alergias, como poeira, ácaros e fumaça. Por isso a qualidade dos ambientes é tão importante, no trabalho e em casa. Além de estar sempre arejados, atenção para a limpeza de estofados, janelas e persianas, além das mesas, computadores e telefones.

5. Descuidar da hidratação. O ar frio e seco pede reforço na hidratação também durante o expediente de trabalho. A quantidade certa de água e a dieta saudável contribuem para fortalecer o sistema imunológico. O mesmo vale para a rotina da vida pessoal: é preciso manter a atividade física regular e a exposição ao sol nos horários indicados, a fim de estimular a produção de vitamina D.

Alergias oculares e na pele também são mais comuns no inverno e a prevenção se dá com os mesmos cuidados que evitam as alergias respiratórias. Portanto, mantenha distância da poeira, ácaro e mofo.


Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Estamos mais perto da paz no trânsito?

Cada vez mais pessoas, em todo o mundo, inclusive no Brasil, buscam formas alternativas de deslocamento no trânsito, em especial as bicicletas. Seja a favor do meio ambiente, por mais qualidade de vida ou para driblar os congestionamentos, a iniciativa envolve a necessidade de construir um trânsito com mais respeito e harmonia.

Acontece que as estatísticas ainda mostram uma situação preocupante. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde, de 2015, totalizam 38.651 mortes em vias públicas, o que faz do Brasil o quinto entre os países com o maior número de vítimas de trânsito.

No estado de São Paulo, os três primeiros meses de 2019 trouxeram uma pequena redução no número de mortes no trânsito, queda de 0,6% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), do governo estadual. Foram 1.205 mortos, o menor índice desde 2015.

No mundo inteiro, os acidentes de trânsito são a 9ª causa de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A velocidade do veículo no momento do acidente é fator dos mais relevantes, sendo que, em cada três mortes, uma é causada por velocidade excessiva ou inapropriada.

No contexto dos acidentes de trânsito, os ciclistas estão entre os mais vulneráveis. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito em todo o mundo, e desse total metade das vítimas são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Os acidentes de trânsito também têm impacto econômico. Só em 2014, o Sistema Único de Saúde gastou cerca de R$ 1 bilhão com o tratamento de feridos, apenas em rodovias federais.

O Congresso aprovou, no ano passado, lei que aumenta a pena para motoristas que assumem o risco de matar ao dirigirem embriagados. São 5 a 8 anos de reclusão, enquanto a lei anterior previa de 2 a 4 anos de detenção, além da suspensão da carteira de habilitação.

Penalidades mais severas podem ser parte da solução, mas os problemas do trânsito também envolvem questões de infraestrutura, irregularidades em veículos e vias, falta de fiscalização e o comportamento inadequado dos motoristas, a exemplo do uso do celular.

 

Ações que podem melhorar o cenário

O Maio Amarelo, campanha mundial de conscientização, quer alertar para a necessidade da mudança de comportamento e convidar à reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade, optando por um trânsito mais seguro.

Isso envolve repensar atitudes, e algumas delas infelizmente fazem parte da cultura, como a utilização dos celulares por motoristas e o desrespeito às restrições de ingestão de bebidas alcoólicas. Por que as pessoas continuam bebendo e dirigindo? Quando haverá mais consciência sobre os riscos de dirigir falando ao celular?

Além da mudança de atitude por parte das pessoas, sejam motoristas ou pedestres, são necessárias políticas públicas para a redução dos acidentes de trânsito.

O assunto está entre os objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030, que prevê reduzir para a metade o número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito até 2020.

As ações sugeridas envolvem punição para motoristas alcoolizados e em excesso de velocidade, maior fiscalização das licenças dos condutores, investimentos em rodovias mais seguras e redução dos limites de velocidade.


RH 4.0: uma irreversível mudança de comportamento

A digitalização, a Internet das Coisas e dos Sistemas, o surgimento da inteligência artificial, que promoveram a ascensão das máquinas nos últimos anos e caracterizam a 4ª Revolução Industrial, já estão causando mudanças importantes em toda a economia global e na vida das pessoas, em um contexto de revolução tecnológica e social já classificado como volátil, incerto, complexo e ambíguo.

A Indústria 4.0, termo criado pelo professor Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, é o ambiente no qual as máquinas, conectadas com a web, podem visualizar toda a cadeia de produção e tomar decisões por conta própria. Schwab defende que as colaborações de pesquisa público-privada devem aumentar e ser estruturadas para construir conhecimento e capital humano em benefício de todos.

A tecnologia também vem provocando transformações profundas e definitivas na forma como o trabalho é visto. Novas estruturas e modelos vão surgindo, a exemplo dos horários flexíveis, do home office, do compartilhamento de projetos e tarefas, da gestão de inovações. Soluções de softwares e novas plataformas são capazes de operacionalizar e melhorar esses processos, permitindo que a atuação do RH esteja focada na melhoria do clima organizacional, na atração e recrutamento de talentos realizada de maneira ainda mais criteriosa e abrangente, na definição de políticas de retenção mais eficientes, entre outras atividades.

O RH 4.0 é a sua nova versão, adaptada ao ambiente onde a automatização de cada vez mais atividades convoca a área de Recursos Humanos a assumir funções estratégicas. Dos líderes e gestores de RH, espera-se que sejam protagonistas em ajudar toda a organização a entender como a digitalização afetará a empresa, que oportunidades podem ser aproveitadas e quais ameaças devem ser enfrentadas.

Na linha de frente da contratação dos talentos que vão fazer acontecer a missão e a visão da empresa, o profissional e o líder de RH devem desenvolver uma visão abrangente e globalmente compartilhada de como a tecnologia está afetando a vida das pessoas e os ambientes econômico, social, cultural e humano.

Para ser capaz de atuar dessa maneira, o gestor de RH precisa ter algumas habilidades elencadas por especialistas: prontidão cognitiva, pensamento crítico e competências de inteligência emocional e social, empatia e gestão de relacionamento. A prontidão cognitiva é uma habilidade mental que torna os líderes prontos para enfrentar quaisquer problemas novos e complexos.

Existem sete habilidades de prontidão cognitiva de líderes classificadas pela Executive Development Associates (EDA), conhecidas como Paragon7. São elas as capacidades de reconhecer e regular seus pensamentos e emoções; de gerenciar e concentrar sua atenção; de ligar os pontos e ver o contexto mais amplo; de verificar seu instinto, mas não deixar que isso domine a mente; de resolver problemas com métodos analíticos e criativos; de estar disposto e capaz de mudar; e de inspirar os outros a agir, criando caminhos de comunicação fluída.