Outubro Rosa: presença garantida nas agendas corporativas

 

A campanha é parte das ações de endomarketing ligadas à saúde e envolve palestras sobre prevenção e diagnóstico

 

O Outubro Rosa já ganhou destaque no calendário de muitas empresas, independentemente do porte ou segmento. A mobilização é tanta que existem serviços especializados em produzir campanhas e é fácil encontrar sites na web com dicas sobre como preparar as ações de conscientização para funcionárias.

O engajamento é extremamente positivo já que, mesmo com toda a divulgação sobre a prevenção do câncer de mama nos últimos anos, ainda são estimados, para o Brasil, 59.700 casos novos, para cada ano do biênio 2018-2019, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A boa notícia, e que também tem a ver com as ações do Outubro Rosa, seja nas empresas, nos veículos de comunicação e nas redes sociais, é que a realização de mamografias no país cresceu 37%, no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, passando de 1,6 milhão para 2,2 milhões, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Saúde.

Ainda que a informação esteja disponível na internet e em outros meios de comunicação, as empresas contribuem ao falar sobre o assunto dentro do ambiente de trabalho. Os RHs, junto com equipes de endomarketing, têm o desafio de promover o engajamento das colaboradoras. As ações mais comuns são a realização de palestras com profissionais da saúde e o dia em que todos são convidados a trabalhar vestidos de rosa, a fim de alertar sobre a importância da prevenção.

Outro meio de informação sobre o câncer de mama nas empresas são os informativos impressos e eletrônicos. Esses materiais são relevantes porque permitem aprofundar o tema, explicando que o diagnóstico precoce e os tratamentos disponíveis ampliam muito as chances de cura.

Nas mulheres a partir dos 18 anos, o autoexame é um recurso importante para detectar alterações nas mamas. Mas o ideal é descobrir o problema antes mesmo desse estágio em que ele possa ser percebido pelo toque. E para tanto a mamografia é ideal e geralmente prescrita a partir dos 40 anos, sendo que depois dos 50 anos deve ser realizada anualmente.


O trânsito prejudica o seu trabalho mais do que você imagina

A ida ao trabalho é uma tarefa que constantemente envolve atrasos, contratempos e exposição a ruídos, em razão do trânsito e das dificuldades com o transporte público, uma rotina bem desgastante e que pode trazer mais problemas do que aquela angústia matinal pelo receio de chegar tarde ao trabalho.

Estudo publicado no portal do Environmental Health Perspectives encontrou evidências de que existe relação entre a exposição aos ruídos do trânsito e a cardiopatia isquêmica. Dados de 6.450 participantes foram analisados e as conclusões apontam também o ruído do tráfego associado com a maior pressão arterial em diabéticos, e efeitos mais graves dos ruídos em populações vulneráveis, como adultos com hipertensão. O portal também divulgou estudo que associa a exposição ao trânsito e os problemas na saúde mental, principalmente a depressão, além de estresse e insônia.

A situação pode prejudicar o desempenho no trabalho e, ao longo de meses e anos, trazer muitos prejuízos para a capacidade produtiva e a vida pessoal. O problema já foi percebido pelas empresas e a disseminação do modelo de home office tem, entre outros, esse benefício de poupar os profissionais do deslocamento. Mas quem tem expediente para cumprir fora de casa vai ter de enfrentar as dificuldades do trânsito. A boa notícia é que se pode descobrir, a depender do contexto de cada pessoa, formas de driblar o problema.

 

Veja as possibilidades e avalie o que é mais viável e agradável:

  • Uma alternativa que há algum tempo caiu no gosto de muitos em razão das diversas vantagens é o uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho. Mas não pense que basta pegar a bike e sair pedalando. Além do benefício ao meio ambiente e à saúde física e mental, pedalar pela cidade requer planejamento das rotas, escolha dos horários, treino das habilidades para conduzir a bicicleta, respeito à sinalização de trânsito. E não para por aí: tem a logística que envolve trocas de roupas e a higiene depois de pedalar e antes de começar a trabalhar, adequação de bagageiro para os materiais de trabalho. Parece complicado, mas se estiver com vontade de experimentar, não desanime. Muita gente já é veterana nessa modalidade e conta todos os detalhes em sites, blogs e redes sociais, além de aplicativos de smartphones. Basta pesquisar, e você corre o risco de ficar bastante empolgado.
  • Engajar-se na carona solidária. Taí uma alternativa que não vai livrar você da hora do rush, mas alivia bastante a tensão, já que você vai sair do volante alguns dias e pode ganhar bate-papos interessantes no percurso.
  • Poder contar com horários de trabalho mais flexíveis. Essa opção depende da gestão da empresa onde você trabalha e das políticas de RH. Assim como o home office, a flexibilização de horários é uma tendência adotada por muitas companhias e um enorme benefício para os profissionais e para a melhoria do desempenho das equipes. Se a sua empresa ainda não adotou a medida e você vê essa possibilidade, por que não sugerir? Certamente outros colegas vão comprar a ideia.
  • Morar mais perto e poder ir trabalhar a pé. Essa é uma alternativa desejada por muita gente, que prioriza certas regiões da cidade. Claro que a solução vai demandar maior planejamento para a mudança, sem contar que mexe com toda a rotina, mas quem optou por ela garante que vale a pena. Não é difícil encontrar, entre amigos e colegas, alguém que tenha essa experiência para contar.
  • E se não puder mesmo evitar o carro ou o transporte público, saiba que um outro estudo, divulgado pela Escola de Negócios de Harvard, teve uma conclusão inusitada. Mesmo nas situações estressantes do trânsito, se você conseguir ocupar sua mente planejando as tarefas do dia enquanto se dirige ao trabalho, pode evitar ou reduzir o estresse. Essa tarefa, decobriram os pesquisadores, traz maior satisfação e segurança. Claro que vai ser preciso se educar para adotar esse hábito, mas saiba que os efeitos são positivos mesmo que o planejamento seja feito para apenas uma tarefa.

Uma dessas alternativas, acredite, pode tornar os seus dias muito mais produtivos e livres de estresse. Boas escolhas!


Como os profissionais da geração Z vão mudar o ambiente de trabalho

Especialistas em Recursos Humanos de todo o mundo voltam suas atenções para a geração Z, dos nascidos entre 1994 e 2010 e que começa a entrar no mercado de trabalho.

Algumas características destes recém-chegados profissionais já foram mapeadas. Sabe-se que eles valorizam um ambiente de colaboração, flexibilidade no local de trabalho, e feedback mais frequente. Além disso, querem poder contar com gestores dispostos a ouvir e valorizar suas opiniões e a orientá-los.

E está mesmo na hora de dar atenção aos mais jovens trabalhadores. É esperado que representem quase um quarto da força de trabalho nos Estados Unidos até 2020, de acordo com Departamento do Trabalho norte-americano.

A empresa de consultoria de RH Randstad fez uma pesquisa com o perfil deste público que nasceu e cresceu com a internet e usa a tecnologia de maneira ampla, para realizar diversas atividades e compartilhar experiências com variados grupos. Dados da pesquisa foram divulgados na conferência anual da SHRM. Um dos resultados que mais chamaram a atenção é a expectativa da geração Z com relação aos feedbacks:

  28% preferem ser avaliados pelos gestores depois de cada projeto ou tarefa.

26% querem retorno semanal.

20%, diário.

Apenas 1% está disposto a esperar a revisão anual de desempenho.

A sondagem comparou realidades de empresas de alto e de baixo desempenho:

Nas de alto desempenho, 29% dos funcionários das gerações Y e Z disseram receber feedback de seu chefe depois de cada projeto, em comparação com 11% das pessoas em empresas de baixo desempenho.

E 22% das pessoas em empresas de alto desempenho disseram receber feedback diário, em comparação com 16% naquelas com baixo desempenho.

Para receber os profissionais da geração Z, as equipes de RH devem coordenar atualizações importantes nas ferramentas com as quais este público costuma partilhar conhecimentos, a partir de sistemas de TI que suportem essas ferramentas. As empresas precisam estar online, definitivamente. Além das conexões de intranet, a presença digital é essencial nos canais e redes sociais da internet, os ambientes onde acontecem os relacionamentos, seja com clientes, parceiros ou candidatos a emprego.


O feedback nunca mais será como antes

Cada vez mais empresas estão repensando as suas normas sobre os processos de feedback e o mais questionado é o antigo modelo da revisão anual, em que chefe e subordinado se encontram uma vez por ano para analisar o desempenho do funcionário. É que a ideia da avaliação contínua está ganhando força.

Empresas a exemplo da Amazon, Accenture e IBM estão substituindo sistemas tradicionais de feedback e de avaliação e adotando novos métodos e frequências. Os responsáveis por estas transformações são os próprios funcionários, que vêm demonstrando insatisfação com a metodologia antiga de bate-papo.

Ainda que repaginado, o feedback continuará existindo, sem dúvidas. O mais importante mesmo continuará sendo a mensagem que o chefe deixa ao funcionário na hora da avaliação. Afinal de contas, o objetivo é que o processo seja útil e construtivo.

O TINYpulse, fornecedor de ferramentas para gerenciamento de desempenho no ambiente de trabalho, compilou uma lista de 100 frases de avaliação que podem ser usadas por gestores na hora do feedback dos funcionários. Foram definidas 20 categorias de temas, e para cada uma delas sugeridas diversas frases. Confira abaixo uma seleção de frases de cada categoria.

Realização: “destaca-se no desenvolvimento de programas e estratégias com bons resultados”.

Administração: “estabelece sistemas eficazes de recuperação da informação”.

Coaching: “é altamente respeitado pelos funcionários para compartilhar preocupações, problemas e oportunidades”.

Habilidades de comunicação: “comunica eficazmente as expectativas”.

Cooperação: “tem prazer em trocar experiências”.

Criatividade: “é inteligente e imaginativo quando confrontado com obstáculos”.

Delegação: “capacita os funcionários com recursos para conseguir resultados”.

Melhoria: “concebe novas estratégias”.

Inovação: “é curioso sobre possibilidades inovadoras”.

Habilidades interpessoais: “reconhece as necessidades dos outros e oferece ajuda”.

Capacidade de aprendizagem: “responde rapidamente às novas instruções, situações, métodos e procedimentos”.

Gerenciamento de capacidade: “colabora com os membros da equipe para estabelecer um caminho de desenvolvimento”.

Planejamento: “efetivamente coloca planos em ação”.

Potencial: “é capaz de desempenho diferenciado em condições de alto nível”.

Solução de problemas: “resolve eficazmente os problemas em vez dos sintomas”.

Produtividade:
“é um importante contribuinte para os sucessos do departamento”.

Gerenciamento de projetos: “é transparente com o progresso de um projeto”.

Habilidades de supervisão: “oferece reconhecimento consistente aos demais funcionários”.

Gestão do tempo: “respeita o tempo dos outros”.

Visão: “demonstrar a capacidade de transformar sua visão em execução”.


Como construir uma experiência de conexão com candidatos a emprego

Os processos de recrutamento e seleção de candidatos a vagas de emprego são a oportunidade de criar uma experiência positiva entre os profissionais do mercado e a sua empresa, ainda que a conclusão do processo não seja a contratação. Especialistas cada vez mais recomendam a concepção de um processo de contratação que maximize a conexão humana autêntica.

E como fazer isso? Existem algumas maneiras de conduzir um processo de recrutamento e seleção que resulte em candidatos mais satisfeitos e engajados e um trabalho de contratação mais produtivo.

1. A empresa deve desenvolver a cultura certa para atrair futuros empregados. O bom ambiente de trabalho é um dos aspectos que mais atraem talentos e os candidatos costumam procurar saber como a empresa trata os seus empregados antes mesmo de pleitear uma vaga. As fontes de informação mais comuns são os prórprios funcionários e, mesmo em um processo de contratação impecável, os candidatos podem deixar de aceitar a oferta se ouvirem críticas negativas.

2. Os candidatos devem ser tratados como se fossem clientes importantes. Sendo assim, é preciso agilidade e atenção na hora de dar retorno a estes profissionais, como se faz no caso de potenciais clientes. Tempos de resposta muito lentos, que em alguns casos chega a meses, é um dos aspectos mais desumanos do processo de contratação, na avaliação de alguns especialistas. Há empresas que, pensando nesta atenção especial ao candidato, oferece status on-line para todos eles sobre o andamento do processo e dedica inclusive uma linha telefônica para que os requerentes do emprego possam fazer perguntas e tirar dúvidas.

3. O RH pode atuar como defensor dos talentos, ou seja, ajudar o candidato a mostrar o seu melhor nas entrevistas e dinâmicas de seleção. Recebendo informações detalhadas para a preparação antes de uma entrevista, estes profissionais vão relatar a experiência positiva, mesmo que não cheguem a conquistar a vaga. Esta orientação deve incluir, entre outros aspectos, as informações sobre a vaga, a filosofia de contratação, o que é esperado ou não no processo de entrevista, exemplos de perguntas etc.

4. Todos os dados gerados em processo de recrutamento e seleção são valiosos para a empresa. E o RH precisa reunir, gerenciar e usar tais dados em novos projetos. O principal é o conjunto das informações que mostram como cada participante respondeu ao processo de recrutamento, as percepções da experiência. Candidatos satisfeitos são susceptíveis de se candidatar novamente e indicar a empresa a outros talentos.


Profissional de RH: o equilibrista (Parte 2)

No complexo desafio de atuar com Recursos Humanos, algumas estratégias podem facilitar o atendimento às demandas de todos os colaboradores e harmonizar as relações corporativas.

1. Definir expectativas. Em sua busca para satisfazer a todos, gestores de RH inexperientes podem, algumas vezes, enviar mensagens conflitantes. É importante deixar sempre claro o próprio papel, realizar uma comunicação eficiente. A transparência com todos sobre o que se pode esperar do RH em termos de compromisso com a confidencialidade pode criar o espaço necessário para que as ações do RH ganhem a receptividade para que sejam efetivas.

2. Conquistar confiança. Funcionários nunca irão aproximar-se do RH para compartilhar problemas se não houver confiança. Ambientes tóxicos pela fofoca podem criar um ciclo vicioso difícil de combater e o RH pode se tornar refém desta situação, ficando na defensiva e isolado. O que fazer então para construir a confiança? Comunicações escritas e reuniões formais podem ajudar, da mesma forma que interações informais com os funcionários, individuais ou em grupo. Só é preciso cuidar para que as ações não sejam percebidas como hipócritas, ou não serão sustentadas ao longo do tempo.

3. Estabelecer confidencialidade. O princípio é que todos os funcionários têm o direito à confidencialidade, que nem sempre pode ser garantida já que existem as situações com repercussões legais ou penais. Estes limites devem ser observados com bastante cuidado.


Profissional de RH: o equilibrista (Parte 1)

Na rotina de trabalho dos gestores e profissionais de RH um aspecto não é incomum: as expectativas dos outros profissionais da companhia sobre os objetivos das suas funções. O que, exatamente, o RH faz além de administrar benefícios e contratar pessoas? É o que todos querem saber. Trocando em miúdos, o profissional de RH tem funções políticas dentro da empresa, e por isso os funcionários se perguntam de que lado ele está.

A missão de atuar equilibrando tais interesses é desafiadora. As situações não são fáceis, mas existem técnicas e atitudes que podem ajudar o profissional de RH a fazer o “meio de campo” entre chefes e subordinados das diversas áreas da empresa.

O segredo, dizem os especialistas, é saber como alinhar os interesses de empregadores, chefes e empregados. Isto vale para simples questões funcionais, como a disposição de móveis ou o design dos escritórios, até questões macro, como a gestão dos benefícios.

Na prática, o RH precisa cuidar dos interesses de todos, profissionais e empresa, conciliando as demandas para que haja harmonia ao tempo em que os resultados financeiros sejam alcançados. Desde a seleção de um candidato, por exemplo, o RH precisar tornar a empresa e seus benefícios atraentes para o futuro funcionário, que também deve entender o valor da oportunidade de ocupar o cargo oferecido. Em outras palavras, é preciso fazer acontecer de fato uma relação ganha-ganha.

Conheça algumas estratégias para conciliar os diversos interesses dentro da empresa na segunda parte do texto.


Acha que conhece o perfil dos Millennials? Olhe de novo

Millennials são, a exemplo de outras gerações de trabalhadores, vítimas de alguns estereótipos. No caso deles, fala-se da pouca lealdade ao empregador, da excessiva necessidade de reconhecimento e exposição. Mas vale a pena olhar com mais atenção os nascidos entre 1977 e 2000.

Um relatório elaborado a partir de pesquisa realizada em 2016 pela BI Worldwide, especializada em engajamento dos funcionários, com sede nos Estados Unidos, apontou que, entre 2.347 entrevistados de grandes empresas, 30% dos Millennials e 21% dos não-Millennials disseram desejar mudar de emprego. E 25% dos Millennials e 16% dos não-Millennials disseram que planejam deixar a organização dentro dos próximos 12 meses.

Amy Stern, diretor da pesquisa da BI Worldwide, explicou à reportagem da Society of Human Resource Management (SHRM) que os empregadores precisam encontrar outras maneiras de ajudar o empregado a ganhar as habilidades necessárias para fazer avançar a sua carreira, a exemplo de confiar a ele um projeto.

Leia também: Millennials querem personalização dos benefícios

O relatório da pesquisa concluiu que realizar um trabalho significativo e ser reconhecido também é característica dos não-Millennials, como os Baby Boomers (1946-1965). “Os trabalhadores norte-americanos das últimas três gerações têm valorizado um trabalho intrinsecamente motivador”, concluiu o relatório.

Relativizando os estereótipos

William A. Schiemann, CEO do Grupo Metro, uma empresa de consultoria de gestão, divulgou na imprensa norte-americana sugestões para os empregadores enfrentarem os estereótipos em suas organizações.

Ele sugeriu a expansão dos programas de diversidade, formação e inclusão; a discussão dos estereóticos geracionais em fóruns; e o uso dos recursos da dramatização, ou seja, os funcionários fingem ser de uma geração diferente e são convidados a refletir sobre os rótulos e preconceitos.


As 3 características de um profissional com alta adaptabilidade

A habilidade e a disposição para responder à mudança e adaptar-se é uma característica pessoal e profissional cada vez mais valorizada nos ambientes de trabalho. Mas como a equipe de RH pode garantir a seleção de funcionários que vão demonstrar flexibilidade e um bom desempenho em um ambiente que requer aprendizagem contínua?

Para começar, é preciso observar mais as habilidades interpessoais de um candidato à vaga e traços de caráter como a integridade e a confiabilidade, para além das suas capacidades técnicas.

Especialistas apontam três características de personalidade que podem ajudar a prever se um indivíduo vai responder positivamente à mudança:

1. Alta capacidade cognitiva. As pessoas com capacidade cognitiva elevada tendem a ser mais bem equipadas para lidar com situações mentalmente exigentes, em parte devido à sua capacidade de aprender novas tarefas ou tecnologias mais rapidamente. O relatório do Fórum Econômico Mundial denominado The Future of Job de 2016 concluiu que os aspectos da capacidade cognitiva, como a solução de problemas complexos e pensamento crítico, serão cinco entre as 10 melhores habilidades de trabalhadores em 2020.

2. Conscienciosidade. Quando as coisas ficam difíceis, funcionários conscienciosos são mais propensos a enfrentar a incerteza para completar uma tarefa.

3. Disposição à experiência. São pessoas mais dispostas a rever a sua abordagem inicial com base em novas experiências e informações.


Falar em público: desconforto necessário

Falar em público, ainda que para pequenas plateias, ou mesmo conduzir uma reunião em equipe, pode ser motivo de aflição e pânico para profissionais que não se sentem à vontade neste papel, ao ponto de travarem diante do desafio. A habilidade, no entanto, é essencial para se destacar na carreira e um diferencial no trabalho com Recursos Humanos.

O ideal é que o profissional de RH fale em público com bastante naturalidade. Sendo assim, o sentimento deve ser de maior tranquilidade e segurança possíveis. É esta postura que vai fazer qualquer apresentação ser bem sucedida.

Veja também O Desafio de Crescer como Profissional de Recursos Humanos.

Para começar, é preciso trabalhar as emoções para afastar o medo e se manter confiante, sobretudo nos próprios conhecimentos e competências. Eis a melhor maneira de encarar a situação. Não basta ser qualificado, é preciso demonstrar as habilidades e uma apresentação é uma ótima oportunidade para se destacar e mesmo para crescer na carreira.

A preparação para o momento de encarar o público pode ser decisiva. E isto não tem a ver apenas com o domínio do conteúdo. A respiração correta e determinadas posturas físicas ajudam a encontrar a autoconfiança e o equilíbrio, o que vai garantir o sucesso na transmissão da mensagem.

A relevância da consciência corporal já foi confirmada em diversos estudos, um deles, bem conhecido, foi realizado pela equipe da psicóloga Amy Cuddy, professora da Harvard Business School. Ela comprovou que o uso de certas posturas é capaz de tornar mais confiantes inclusive as pessoas mais inseguras e tímidas. É que estes exercícios provocam alterações em níveis hormonais, sobretudo de testosterona e cortisol, o que influencia o modo de pensar e o comportamento.

São algumas as posturas recomendadas e todas elas têm uma característica: a expansividade. Colocar os braços para o alto, como fazem os corredores após uma vitória em maratonas, por apenas dois minutos pode mudar drasticamente o ânimo da pessoa, tornando-a disposta a vencer os desafios. Colocar as mãos na cintura e alinhar a coluna, com cabeça erguida e sorriso nos lábios, também empodera qualquer pessoa. Vale fazer as posições minutos antes do desafio. Basta se recolher em um local privado e longe dos olhos dos demais colegas.

Amy Cuddy e sua equipe concluíram que a mudança na postura prepara os sistemas mentais e psicológicos para o enfrentamento dos desafios, com repercussão no desempenho em uma apresentação pública, por exemplo.

É preciso confiar na eficácia desta preparação e apostar nas posturas. Desta maneira é possível controlar a insegurança, a ansiedade e o medo, sentimentos que, se tomarem as emoções dos profissionais nesta hora, vão levar à perda de controle, o que se traduz em falta de ar, tremores e lapsos de memória, reações que podem botar a perder o que seria uma ótima apresentação.

Para além da calma e da confiança nas próprias habilidades, a apresentador deve procurar conhecer bem o público e suas expectativas. Isto é importante para utilizar a linguagem adequada, que realmente vai criar conexão com a plateia e fazer com que as informações sejam assimiladas.