As 3 características de um profissional com alta adaptabilidade

A habilidade e a disposição para responder à mudança e adaptar-se é uma característica pessoal e profissional cada vez mais valorizada nos ambientes de trabalho. Mas como a equipe de RH pode garantir a seleção de funcionários que vão demonstrar flexibilidade e um bom desempenho em um ambiente que requer aprendizagem contínua?

Para começar, é preciso observar mais as habilidades interpessoais de um candidato à vaga e traços de caráter como a integridade e a confiabilidade, para além das suas capacidades técnicas.

Especialistas apontam três características de personalidade que podem ajudar a prever se um indivíduo vai responder positivamente à mudança:

1. Alta capacidade cognitiva. As pessoas com capacidade cognitiva elevada tendem a ser mais bem equipadas para lidar com situações mentalmente exigentes, em parte devido à sua capacidade de aprender novas tarefas ou tecnologias mais rapidamente. O relatório do Fórum Econômico Mundial denominado The Future of Job de 2016 concluiu que os aspectos da capacidade cognitiva, como a solução de problemas complexos e pensamento crítico, serão cinco entre as 10 melhores habilidades de trabalhadores em 2020.

2. Conscienciosidade. Quando as coisas ficam difíceis, funcionários conscienciosos são mais propensos a enfrentar a incerteza para completar uma tarefa.

3. Disposição à experiência. São pessoas mais dispostas a rever a sua abordagem inicial com base em novas experiências e informações.


Falar em público: desconforto necessário

Falar em público, ainda que para pequenas plateias, ou mesmo conduzir uma reunião em equipe, pode ser motivo de aflição e pânico para profissionais que não se sentem à vontade neste papel, ao ponto de travarem diante do desafio. A habilidade, no entanto, é essencial para se destacar na carreira e um diferencial no trabalho com Recursos Humanos.

O ideal é que o profissional de RH fale em público com bastante naturalidade. Sendo assim, o sentimento deve ser de maior tranquilidade e segurança possíveis. É esta postura que vai fazer qualquer apresentação ser bem sucedida.

Veja também O Desafio de Crescer como Profissional de Recursos Humanos.

Para começar, é preciso trabalhar as emoções para afastar o medo e se manter confiante, sobretudo nos próprios conhecimentos e competências. Eis a melhor maneira de encarar a situação. Não basta ser qualificado, é preciso demonstrar as habilidades e uma apresentação é uma ótima oportunidade para se destacar e mesmo para crescer na carreira.

A preparação para o momento de encarar o público pode ser decisiva. E isto não tem a ver apenas com o domínio do conteúdo. A respiração correta e determinadas posturas físicas ajudam a encontrar a autoconfiança e o equilíbrio, o que vai garantir o sucesso na transmissão da mensagem.

A relevância da consciência corporal já foi confirmada em diversos estudos, um deles, bem conhecido, foi realizado pela equipe da psicóloga Amy Cuddy, professora da Harvard Business School. Ela comprovou que o uso de certas posturas é capaz de tornar mais confiantes inclusive as pessoas mais inseguras e tímidas. É que estes exercícios provocam alterações em níveis hormonais, sobretudo de testosterona e cortisol, o que influencia o modo de pensar e o comportamento.

São algumas as posturas recomendadas e todas elas têm uma característica: a expansividade. Colocar os braços para o alto, como fazem os corredores após uma vitória em maratonas, por apenas dois minutos pode mudar drasticamente o ânimo da pessoa, tornando-a disposta a vencer os desafios. Colocar as mãos na cintura e alinhar a coluna, com cabeça erguida e sorriso nos lábios, também empodera qualquer pessoa. Vale fazer as posições minutos antes do desafio. Basta se recolher em um local privado e longe dos olhos dos demais colegas.

Amy Cuddy e sua equipe concluíram que a mudança na postura prepara os sistemas mentais e psicológicos para o enfrentamento dos desafios, com repercussão no desempenho em uma apresentação pública, por exemplo.

É preciso confiar na eficácia desta preparação e apostar nas posturas. Desta maneira é possível controlar a insegurança, a ansiedade e o medo, sentimentos que, se tomarem as emoções dos profissionais nesta hora, vão levar à perda de controle, o que se traduz em falta de ar, tremores e lapsos de memória, reações que podem botar a perder o que seria uma ótima apresentação.

Para além da calma e da confiança nas próprias habilidades, a apresentador deve procurar conhecer bem o público e suas expectativas. Isto é importante para utilizar a linguagem adequada, que realmente vai criar conexão com a plateia e fazer com que as informações sejam assimiladas.


Programas de bem-estar podem combater o presenteísmo

A presença física, mas ausência mental no ambiente de trabalho, o chamado presenteísmo, tem algumas causas. Entre as principais, a insatisfação e a desmotivação. Mas a alta satisfação também pode ter repercussões negativas, quando o profissional desenvolve um compromisso intenso com uma organização ou uma causa e continua trabalhando mesmo doente, é a chamada Síndrome de Burnout.

O pesquisador norte-americano Ray Merrill e sua equipe estudaram o presenteísmo em 21 mil funcionários de três empresas. As razões identificadas para o problema era a má saúde física e mental, estresse financeiro, conflitos no local de trabalho, treinamento inadequado e problemas pessoais.

A pesquisa levantou a necessidade do apoio gerencial e dos programas estruturados de bem-estar dos funcionários para erradicar o problema.

Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos apontam que 41 milhões de pessoas na força de trabalho do país não recebem licença médica paga, e vão ao trabalho doentes porque não podem se dar ao luxo de não trabalhar. Além disso, o trabalhador médio americano leva 5,2 dias afastado por doença por ano. Os pesquisadores analisaram as informações e concluíram que não há provas sólidas de que a licença paga por doença aumenta os custos ou que os empregados abusam desta política. E como argumento adicional, o benefício vai estimular funcionários leais e produtivos.

Os problemas financeiros são causas frequentes de presenteísmo entre trabalhadores norte-americanos. Neste caso, os profissionais estão no escritório, mas gastam, em média, 15 minutos por dia de trabalho lidando com questões financeiras pessoais, e até 62,5 horas por ano, de acordo com um estudo da Alliant Credit Union. Estes problemas afetam o desempenho no trabalho; e os RHs de diversas empresas, em resposta, implementam programas de bem-estar financeiro patrocinados pelo empregador.

Outras causas de presenteísmo que podem ser combatidas pelo RH envolvem pesadas cargas de trabalho, falta de pessoal, horas extras e pressões por prazos de entrega. São estes sinais revelados pelos funcionários que devem ser observados pela equipe de Recursos Humanos, na avaliação do pesquisador Ray Merrill, a fim de recomendar e implantar mudanças.


Maioria dos executivos é favorável a ações por igualdade de gênero

O Fórum Econômico Mundial já estimou que, no ritmo atual, homens e mulheres terão oportunidades, participação e salários iguais somente daqui a 169 anos, em 2186.

O estudo, realizado no ano passado, analisou a situação em 144 países, inclusive no Brasil, e mostrou que os esforços mundiais pela igualdade de gênero no mercado de trabalho diminuíram nos últimos anos. Hoje, a participação econômica e as oportunidades das mulheres equivalem a menos de dois terços das dos homens.

No Brasil, de acordo com o IBGE, as mulheres respondem atualmente por 43,8% de todos os trabalhadores brasileiros. Mas a participação cai conforme aumenta o nível hierárquico. As mulheres são minoria, 37%, nos cargos de direção e gerência. Já em comitês executivos de grandes empresas no Brasil, são apenas 10%.

Mais recentemente, no último mês de março, a consultoria People Oriented, especializada em recrutamento executivo, ouviu 159 profissionais com cargos diversos em companhias de diferentes portes do país e concluiu que mais de 66% dos executivos são favoráveis a cotas corporativas para mulheres em posições de liderança.

O empoderamento das mulheres como política trabalhista é mais comum nas multinacionais que atuam no Brasil, 58,8% delas realizam iniciativas neste sentido. Entre as grandes empresas nacionais, o percentual é de 46,7%; e a quantidade diminui um pouco mais entre as médias e pequenas companhias, com 32,6% promovendo políticas pela igualdade de gêneros. Já 38,9% das microempresas avaliadas realizam ações com o propósito de empoderar mulheres no trabalho.

As ações mais adotadas são a remuneração única por cargo e não por gênero (em 24% das empresas), o auxílio-creche (24%) e a licença-maternidade estendida (17%), além do equilíbrio obrigatório na quantidade de homens e mulheres em processos seletivos (30,13%).


Jovens profissionais estão investindo menos em qualificação

Mais de 40% dos candidatos a estágio estão adiando investimentos em qualificação profissional, a exemplo da realização de cursos técnicos e de idiomas. Pela falta de recursos financeiros, mais de 30% deles não investem na carreira há pelo menos um ano. Os dados foram levantados em estudo realizado pela consultoria Companhia de Estágios.

E, quando questionados sobre qual plano foi deixado de lado no último ano, 43,4% responderam cursos de idiomas ou especializações.

Os pesquisadores ouviram 2.193 jovens de todas as regiões do país no último mês de abril. Entre os entrevistados, 92% estão realizando curso superior e 3,4% ainda estão no ensino médio. Quase 70% têm entre 18 e 23 anos e estão em busca de oportunidades profissionais. Deste total, 74% procuram vagas de estágio e 22,4% estão dispostos a aproveitar também vagas de emprego.


Geração Millennials é mais satisfeita com planos de saúde

Os trabalhadores da geração Y, ou Millennials, pensam de forma bem diferente dos seus colegas das gerações X e Baby Boomer quando se trata dos benefícios de saúde. Isto porque estão muito mais satisfeitos com opções de plano de saúde e mais ativamente envolvidos na escolha de um plano e na tomada de decisões de cuidados de saúde; além de mais propensos a se envolver em comportamentos saudáveis, exceto parar de fumar.

Foi o que mostrou a Pesquisa do Envolvimento do Consumidor na Atenção à Saúde, realizada nos Estados Unidos pelo Employee Benefit Research Institute (EBRI), o Instituto de Pesquisa de Benefícios a Empregados, e pela Greenwald & Associates.

As informações ajudam os empregadores a entender os interesses e comportamentos de diferentes perfis de trabalhadores com relação aos planos de saúde.

Os jovens Millennials consomem mais cuidados com saúde e também são mais propensos a solicitar medicamentos genéricos. Têm frequentemente o hábito de consultar informações sobre custos dos procedimentos médicos e fazem exercícios físicos com maior regularidade, além de serem mais preocupados em manter o peso normal. No entanto, têm maior tendência ao tabagismo. A pesquisa mostrou que este grupo é mais satisfeito com as ofertas dos planos de saúde de maneira geral.

A geração Millennials é composta pelos nascidos entre 1977 e 2000; os Baby Boomers, por quem nasceu entre 1946 e 1965. E a Geração X, no período de 1966 a 1976.


Aumentam os cuidados das empresas com saúde e bem-estar no ambiente de trabalho

A ergonomia no trabalho e a alimentação saudável são preocupações cada vez mais comuns entre as empresas. Recente levantamento revelou que 55% das companhias consultadas oferecem mesa de trabalho ergonômica, sendo que o percentual foi de 43% na mesma pesquisa realizada no ano anterior.

A oferta de alimentos saudáveis para refeições e lanches no local de trabalho também é mais frequente: 48% das empresas têm políticas sobre opções de alimentos saudáveis em sua cafeteria, nas máquinas de venda automática e nos serviços de restaurante; e 28% oferecem descontos ou diferenciais de preços dos alimentos saudáveis no refeitório.

Os resultados são da pesquisa com 141 organizações grandes e médias nos Estados Unidos, realizada entre novembro e dezembro de 2016. Trata-se da 8ª pesquisa anual sobre saúde corporativa e bem-estar em empresas norte-americanas conduzida pela Fidelity Investments, um provedor de benefícios, e pela organização sem fins lucrativos National Business Group on Health, uma associação de empregadores.

Experiências de voluntariado

O percentual de empregadores que oferecem oportunidades para que os funcionários sejam voluntários em projetos comunitários aumentou de 67% para 79% na mesma pesquisa. Em consultas frequentes, profissionais da geração Millennials revelaram que entendem a participação no serviço comunitário como parte importante de sua vida.

A pesquisa também apontou que incentivos não financeiros são importantes estímulos, sobretudo os que repercutem no reconhecimento público, a exemplo das homenagens por desempenho, além da oportunidade de liderar equipes em determinados projetos.


Como viabilizar o convívio de funcionários competentes, mas de difícil relacionamento

Eles podem ser muito qualificados e criativos, admirados e requisitados pelos chefes, mas também são pessoas de difícil relacionamento com os colegas de trabalho. No ambiente corporativo, podem inclusive tornar as equipes menos produtivas por sua influência considerada tóxica.

Muitas vezes a direção da empresa desconhece o perfil ambíguo destes profissionais e cabe aos gestores de RH tomar providências para que, ao tempo em que fidelizam estes funcionários por sua competência, também os ajudem a melhorar os seus padrões de convivência com os colegas.

Um levantamento realizado pela Fierce, uma empresa de treinamento e desenvolvimento de liderança global, em 2015, mostrou que 78% dos funcionários disseram que colegas tóxicos são extremamente debilitantes para o moral da equipe, com 17% afirmando que esses colegas aumentaram o estresse, e 27% que houve redução da produtividade. E um dado ainda mais revelador: 78% disseram que seus empregadores eram extremamente ou um pouco tolerantes com os comportamentos negativos desses trabalhadores.

Pois é, o problema é sério e a responsabilidade por sua solução recai sobre o departamento de RH, naturalmente. Sendo assim, o que fazer? Confira algumas dicas de especialistas:

– O ideal é sequer chegar a contratar pessoas com este perfil. Para isto, um programa de recrutamento e seleção bem estruturado é fundamental.

– Nas normas da empresa, amplamente comunicadas aos funcionários, deve estar claro o que se considera comportamento inaceitável.

– As reuniões de feedback e o acompanhamento constante do funcionário com dificuldades no comportamento são oportunidades para que o profissional seja informado sobre o problema e solicitada a busca soluções. É possível criar, junto com ele, um plano de melhoria.

– A possibilidade de colocar o funcionário em sistema de home office é algo a considerar, mas vai depender da natureza de sua função, inclusive para que a medida não gere maior mal-estar entre os colegas, que podem considerar o trabalho em casa uma recompensa.

– Se todas estas providências falharem, a saída deste profissional da equipe pode ser inevitável, mas vale lembrar que a demissão por tais motivações deve ser conduzida com cuidado e observação das leis, a fim de evitar demandas judiciais.


Benefícios fazem executivos relativizarem valor do salário

Há um percentual significativo de executivos brasileiros dispostos a flexibilizar os valores dos salários se for oferecido um pacote de benefícios consistente. Um levantamento realizado pela Michael Page, empresa especializada em recrutamento de profissionais, em fevereiro, com 226 executivos, apontou que 30% deles aceitam um salário menor com o acréscimo de um pacote de benefícios que inclua pagamento de aluguel, plano de saúde, seguro de vida, seguro odontológico e subsídios para bem-estar.

Embora o salário seja o item que mais atrai executivos a postos de trabalho, opções de benefícios também são valorizadas: o carro é a mais atraente para 24% dos entrevistados, o 14º salário foi citado por 22,57%; a participação em ações da própria empresa, por 14,60%; e o pagamento de escola para os filhos (10.18%).

Cerca de 40% dos executivos entrevistados acreditam que receberão, este ano, valores de bônus parecidos ou iguais aos de 2016. E para 22,57%, a margem de bônus pode ser até 10% superior ao que foi pago no ano passado.

Com relação às expectativas sobre aumento salarial em 2017, quase 62% afirmaram que o aumento dos rendimentos deve ser de no máximo 10%. Reajustes entre 11% e 20% são esperados por 27,8% dos executivos consultados. Menos de 1% dos entrevistados esperam aumento acima dos 40%.


WhatsApp: ferramenta corporativa para usar com cautela

É inquestionável que o WhatsApp facilita a comunicação e que também pode beneficiar a realização do trabalho nos ambientes corporativos. Mas as regras sobre a sua utilização dentro da empresa ou em horário de expediente devem estar bem claras para que não haja prejuízos na relação entre empregados e empregadores.

A empresa deve sair na frente e comunicar de maneira objetiva quais as regras de utilização profissional do aplicativo ou mesmo deixar clara a proibição e explicar os motivos.

Nas situações em que o uso do aplicativo é permitido como ferramenta para o trabalho, em geral para quem realiza atividades externas ou usa o WhatsApp para contato com clientes, o funcionário deve saber como proceder a fim de preservar o sigilo das informações da empresa. O ideal é que, se houver necessidade de utilizar o aplicativo para o trabalho, a ferramenta seja fornecida ao profissional pela empresa.

Em outros casos, quando o uso de aplicativos e outros meios eletrônicos durante o expediente de trabalho é proibido, sobretudo para evitar o acesso às redes sociais, é ideal que a limitação seja expressa nos regulamentos internos da empresa, prevenindo sobre as consequências. Advertências, suspensões e mesmo a dispensa por justa causa podem ser repercussões da desobediência às restrições.

Para empregadores e empregados, deve ficar claro que o uso indevido de aplicativos e de redes sociais pode ter repercussões negativas para ambas as partes. A jurisprudência considera o conteúdo de certas mensagens trocadas por estes meios como prova de transmissão indevida, por parte de funcionários, de informações da empresa consideradas sigilosas. A consequência, nestes casos, pode envolver a indenização da empresa por parte do profissional e mesmo a comprovação de justa causa para a dispensa do trabalho.

Para a empresa, o cuidado com o teor das mensagens trocadas entre funcionários e seus superiores hierárquicos é essencial, já que pode ser meio de comprovação de assédio, com possibilidade de reclamação por danos morais. As solicitações, por meio de aplicativos, para a realização de trabalhos feitas fora do horário do expediente também podem caracterizar horas extras.