O feedback nunca mais será como antes

Cada vez mais empresas estão repensando as suas normas sobre os processos de feedback e o mais questionado é o antigo modelo da revisão anual, em que chefe e subordinado se encontram uma vez por ano para analisar o desempenho do funcionário. É que a ideia da avaliação contínua está ganhando força.

Empresas a exemplo da Amazon, Accenture e IBM estão substituindo sistemas tradicionais de feedback e de avaliação e adotando novos métodos e frequências. Os responsáveis por estas transformações são os próprios funcionários, que vêm demonstrando insatisfação com a metodologia antiga de bate-papo.

Ainda que repaginado, o feedback continuará existindo, sem dúvidas. O mais importante mesmo continuará sendo a mensagem que o chefe deixa ao funcionário na hora da avaliação. Afinal de contas, o objetivo é que o processo seja útil e construtivo.

O TINYpulse, fornecedor de ferramentas para gerenciamento de desempenho no ambiente de trabalho, compilou uma lista de 100 frases de avaliação que podem ser usadas por gestores na hora do feedback dos funcionários. Foram definidas 20 categorias de temas, e para cada uma delas sugeridas diversas frases. Confira abaixo uma seleção de frases de cada categoria.

Realização: “destaca-se no desenvolvimento de programas e estratégias com bons resultados”.

Administração: “estabelece sistemas eficazes de recuperação da informação”.

Coaching: “é altamente respeitado pelos funcionários para compartilhar preocupações, problemas e oportunidades”.

Habilidades de comunicação: “comunica eficazmente as expectativas”.

Cooperação: “tem prazer em trocar experiências”.

Criatividade: “é inteligente e imaginativo quando confrontado com obstáculos”.

Delegação: “capacita os funcionários com recursos para conseguir resultados”.

Melhoria: “concebe novas estratégias”.

Inovação: “é curioso sobre possibilidades inovadoras”.

Habilidades interpessoais: “reconhece as necessidades dos outros e oferece ajuda”.

Capacidade de aprendizagem: “responde rapidamente às novas instruções, situações, métodos e procedimentos”.

Gerenciamento de capacidade: “colabora com os membros da equipe para estabelecer um caminho de desenvolvimento”.

Planejamento: “efetivamente coloca planos em ação”.

Potencial: “é capaz de desempenho diferenciado em condições de alto nível”.

Solução de problemas: “resolve eficazmente os problemas em vez dos sintomas”.

Produtividade:
“é um importante contribuinte para os sucessos do departamento”.

Gerenciamento de projetos: “é transparente com o progresso de um projeto”.

Habilidades de supervisão: “oferece reconhecimento consistente aos demais funcionários”.

Gestão do tempo: “respeita o tempo dos outros”.

Visão: “demonstrar a capacidade de transformar sua visão em execução”.


Saúde e Segurança do Trabalho são temas de observatório digital

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram, em abril, o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho – acesse aqui.

A intenção é unificar e facilitar o acesso a estatísticas detalhadas e atualizadas sobre o assunto, com informações reunidas em bancos de dados de instituições e órgãos governamentais de todo o país. Os dados podem ser utilizados no desenvolvimento, monitoramento e avaliação de projetos, programas e políticas públicas e corporativas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho.

No portal, o usuário encontra indicadores de frequência de acidentes de trabalho, número de notificações, gastos previdenciários acumulados, dias de trabalho perdidos, mortes por acidentes, localização dos acidentes e afastamentos, ramos de atividade econômica envolvidos, perfis das vítimas e descrições da Classificação Internacional de Doenças. Um dos dados disponibilizados revela que cerca de R$ 20 bilhões foram gastos com benefícios acidentários entre 2012 e 2016 no Brasil, período em que os trabalhadores perderam juntos mais de 250 milhões de dias de trabalho devido a acidentes e doenças ocupacionais.

O Observatório foi desenvolvido pelo Smart Lab de Trabalho Decente do MPT e da OIT, com a colaboração científica da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).


WhatsApp: ferramenta corporativa para usar com cautela

É inquestionável que o WhatsApp facilita a comunicação e que também pode beneficiar a realização do trabalho nos ambientes corporativos. Mas as regras sobre a sua utilização dentro da empresa ou em horário de expediente devem estar bem claras para que não haja prejuízos na relação entre empregados e empregadores.

A empresa deve sair na frente e comunicar de maneira objetiva quais as regras de utilização profissional do aplicativo ou mesmo deixar clara a proibição e explicar os motivos.

Nas situações em que o uso do aplicativo é permitido como ferramenta para o trabalho, em geral para quem realiza atividades externas ou usa o WhatsApp para contato com clientes, o funcionário deve saber como proceder a fim de preservar o sigilo das informações da empresa. O ideal é que, se houver necessidade de utilizar o aplicativo para o trabalho, a ferramenta seja fornecida ao profissional pela empresa.

Em outros casos, quando o uso de aplicativos e outros meios eletrônicos durante o expediente de trabalho é proibido, sobretudo para evitar o acesso às redes sociais, é ideal que a limitação seja expressa nos regulamentos internos da empresa, prevenindo sobre as consequências. Advertências, suspensões e mesmo a dispensa por justa causa podem ser repercussões da desobediência às restrições.

Para empregadores e empregados, deve ficar claro que o uso indevido de aplicativos e de redes sociais pode ter repercussões negativas para ambas as partes. A jurisprudência considera o conteúdo de certas mensagens trocadas por estes meios como prova de transmissão indevida, por parte de funcionários, de informações da empresa consideradas sigilosas. A consequência, nestes casos, pode envolver a indenização da empresa por parte do profissional e mesmo a comprovação de justa causa para a dispensa do trabalho.

Para a empresa, o cuidado com o teor das mensagens trocadas entre funcionários e seus superiores hierárquicos é essencial, já que pode ser meio de comprovação de assédio, com possibilidade de reclamação por danos morais. As solicitações, por meio de aplicativos, para a realização de trabalhos feitas fora do horário do expediente também podem caracterizar horas extras.