Seguradoras e planos de saúde respondem à pandemia do coronavírus

O esforço pelo controle da transmissão do novo coronavírus e para o suporte às pessoas na prevenção e no tratamento da doença fez com que seguradoras e planos de saúde reforçassem a comunicação com os seus clientes. Alguns deles tomaram iniciativas para ampliar os canais de atendimento médico aos pacientes.

Um exemplo é a Previsul que, com 1,1 milhão de segurados no país, foi a primeira a informar que vai pagar por eventuais sinistros decorrentes da COVID-19, uma medida inédita, já que, de acordo com as normas regulatórias da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o risco de pandemia é um item excluído de cobertura nos contratos de seguros.

Portanto, a Previsul indenizará segurados que tiverem perdas ocasionadas pelo coronavírus, “incluindo morte por qualquer causa, internações e rendas por incapacidade que contenham cobertura de doença, respeitando as condições dos seguros, os prazos de carência e franquia”, afirmou o presidente da seguradora, Renato Pedroso, em comunicado.
A Unimed também vem emitindo informes com as recomendações do Ministério da Saúde, divulga cartilhas com dicas de saúde para os segurados, e mantém um comitê interno que monitora o cenário, com reuniões diárias para definir as medidas necessárias em cada fase.

 

 

Telemedicina

O Ministério da Saúde regulamentou e entidades médicas reconheceram a prática da telemedicina em meio à crise do coronavírus. O tema também é analisado no Congresso Nacional, no projeto de lei 696/20, aprovado na Câmara dos Deputados. O recurso permite que os pacientes recebam orientação médica sem precisar interromper o isolamento social, o que protege a saúde deles e a dos médicos. Assim, seguradoras e planos já começaram a oferecer o benefício.

Para evitar a ida de pessoas ao pronto-socorro em caso de suspeita da doença, a Unimed disponibilizou serviço de orientação médica 24 horas por meio do aplicativo da Seguros Unimed.

Quem tiver dúvidas acessa o aplicativo e recebe instruções de uma equipe de saúde especializada. Caso seja necessário, o paciente tem acesso à teleconsulta com um médico, em vídeo.

Com a recomendação do Ministério da Saúde de que sejam adiados exames, consultas, cirurgias e outros procedimentos eletivos, para evitar riscos e a superlotação nas unidades de saúde, a Unimed tem orientado os segurados a aguardar a realização desses procedimentos e definiu que as guias autorizadas a partir de 1º de março terão validade de 90 dias.

Sobre os exames para diagnóstico da COVID-19, a Unimed comunicou que segue a orientação do Ministério da Saúde, que prevê o teste apenas para pacientes hospitalizados, com potencial de agravamento da doença – sem recomendação, portanto, para pacientes sem sintomas ou atendidos em ambulatório.

Orientações sobre prevenção

A Amil enviou aos RHs, comunicados sobre principais dúvidas e um questionário que indica, aos colaboradores e dependentes, qual o caminho devem seguir em função dos seus sintomas. Outros canais de informação, o aplicativo, o site e o telefone fornecem orientações e triagem com direcionamento. Os beneficiários com sintomas da doença devem, antes de ir ao pronto-socorro, fazer contato com a Amil pela central de atendimento ou telemedicina.

 

Médico em casa

A Sulamérica lançou, dentro do seu aplicativo, um ícone específico para auxiliar os beneficiários com as iniciativas de combate ao coronavírus. Por vídeo e via aplicativo, os clientes da seguradora podem receber orientação médica sem limite de utilização.

Quem preferir, pode fazer contato pela central telefônica exclusiva de orientações sobre o coronavírus. Outro benefício oferecido pela Sulamérica é o médico em casa, recurso disponível em 50 cidades do país.

 

Apoio psicológico na guerra de nervos contra o vírus

Embora seja, até agora, a maneira mais eficiente de conter a proliferação do novo coronavírus, o isolamento social pode trazer sérias repercusões para a saúde mental.

Já que o contexto pode agravar problemas como ansiedade, depressão e síndrome do pânico, a necessidade de suporte psicológico tem ficado mais evidente.

A solução apresentada por seguradoras e planos de saúde para levar psicoterapia às pessoas também é digital.

No APP SulAmérica Saúde, por exemplo, os beneficiários podem acessar o serviço Psicólogo na Tela e ter sessões de psicoterapia por videoconferência, sem sair de casa. Para utilizar o recurso, é preciso ter mais de 18 anos e apresentar pedido médico. Todo o processo de agendamento das sessões pode ser feito no aplicativo, com a equipe de psicólogos on-line 24 horas por dia.

A Amil oferece benefício semelhante, por meio de um canal telefônico, o Amil Ligue Saúde. O usuário liga no 0800 073 2121, de segunda à sexta-feira, das 7h até as 22h, e será atendido por uma equipe de enfermeiros para uma triagem, e posterior encaminhamento ao psicólogo.

 

Canais de contato

Confira os canais disponibilizados por seguradoras e planos de saúde para atendimento aos beneficiários durante a pandemia:

Previsul – No site previsul.com.br, estão o canal do segurado e o acesso ao aplicativo da seguradora, com a opção de contato direto por meio de chat online.

Amil – Criou canal exclusivo para atender segurados, pelo https://liguesaudeonline.amil.com.br/Login

Unimed – Além do site https://www.segurosunimed.com.br/ , o beneficiário pode acessar o aplicativo da Seguros Unimed ou ligar para o telefone 0800-892-4888.

Omint – Disponibiliza uma página específica para tratar sobre o novo coronavírus no site
https://www.omint.com.br/coronavirus/. Na página, o usuário encontra uma série de vídeos com recomendações de médicos para o enfrentamento da doença.

Sulamérica – No aplicativo da Sulamérica, foi criada uma área exclusiva para atendimento sobre a COVID-19. Está disponível também a central de atendimento coronavírus, pelo telefone 0800 591 0845.

Bradesco Seguros – Criou um site dentro do portal para tratar exclusivamente do coronavírus, com informações sobre a doença, formas de prevenção, detalhes sobre como realizar o isolamento social; e também oferece orientação médica 24 horas pelo telefone 0800 941 6361. O site é
https://www.bradescoseguros.com.br/clientes/produtos/plano-saude/informacoes-coronavirus

Careplus – No site careplus.com.br, uma área exclusiva reúne informações sobre a doença e a prevenção.


Fale com o seu colaborador sobre o câncer de pele

No Brasil, 30% de todos os tumores malignos correspondem ao câncer da pele, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Isso faz desse tipo de tumor o mais incidente no país, fato que já aumenta a relevância das campanhas de conscientização pela prevenção da doença.

O tema é dos mais importantes para as campanhas de Comunicação interna nas empresas, com potencial para sensibilizar as pessoas e ajudar a reduzir números preocupantes, a exemplo dos cerca de 180 mil novos casos da doença a cada ano no país.

O fundamental na campanha pela prevenção e pelo diagnóstico precoce é destacar que, se descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chances de cura, e orientar as pessoas sobre os cuidados que podem evitar o câncer de pele, além de instruções sobre como identificar os sinais da doença.

Um dado importante sobre o assunto tem tudo a ver com as empresas. É que a radiação que pode provocar envelhecimento precoce da pele, manchas e tumores malignos não está somente ao ar livre, em praias e piscinas, mas também nos ambientes fechados dos escritórios. Por isso é preciso aplicar e reaplicar filtro solar em qualquer ambiente, para se proteger da luz vinda das lâmpadas, dos aparelhos eletrônicos, a exemplo de celulares e computadores, e também da radiação UVA que ultrapassa os vidros das janelas.

Prevenção e sinais

O crescimento anormal das células que compõem a pele é a manifestação do câncer, que tem formas distintas; os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O terceiro tipo, o melanoma, é menos incidente, mas mais agressivo e potencialmente letal.

O fator de risco para todos os tipos da doença é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares. Por isso o uso do protetor solar sobre toda a pele que fica em contato com o sol é a principal recomendação das campanhas. Já o diagnóstico precoce pode começar com o autoexame, quando a pessoa, sozinha ou com ajuda de um parente, por exemplo, observa todo o corpo em busca de manchas ou pintas com formato ou coloração suspeita. O próximo passo é a consulta com o dermatologista.

Chamar a atenção dos colaboradores para a importância de desenvolver o hábito das ações de prevenção, além de convidar à reflexão sobre a importância de priorizar a saúde em lugar de um corpo bronzeado, são as estratégias fundamentais nas campanhas de conscientização.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Câncer de pele: atenção aos sinais

Câncer de pele nunca é uma boa notícia, mas existe um dado positivo: quando descoberto no início, tem 90% de chances de cura. Esse é então o melhor argumento para convencer as pessoas a se prevenir e a buscar o diagnóstico precoce.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia entendem que é possível reduzir a incidência de câncer de pele e a mortalidade por meio de campanhas de conscientização como a do #dezembrolaranja. Nesse contexto, uma das informações mais relevantes é que o principal fator de risco é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares, por isso é relevante saber como tomar sol corretamente.

O principal a fazer é usar diariamente o protetor solar, com fator de proteção 15 ou 30 e reaplicações em intervalos de duas a três horas; evitar a exposição direta aos raios solares nos horários de maior incidência, entre as 10h e 16h; manter boa hidratação; usar óculos de sol com proteção UV, chapéus ou bonés.

O câncer de pele costuma se manifestar em uma pinta, mancha ou como uma ferida que não cicatriza. Observar alteração na pele por meio do autoexame é uma iniciativa importante, mas o ideal é também consultar o médico regularmente ou sempre que houver uma suspeita.

Os tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, com grandes chances de cura se diagnosticados e tratados precocemente. O terceiro tipo é o melanoma, o mais agressivo e potencialmente letal.

Informações relevantes

Um aspecto importante e que precisa ser mais considerado é que os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que, com o passar dos anos, quanto mais frequente e intensa tiver sido a exposição ao sol, mais chances de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Estudos científicos recentes vêm revelando que os raios UVA estão ligados ao surgimento do melanoma, além do envelhecimento precoce da pele. Os raios UVA incidem durante todo o dia e penetram na pele mais profundamente.

Conhecer o seu tipo de pele ajuda muito na definição dos cuidados ideais e, portanto, na prevenção do câncer. Pode-se descobrir o tipo de pele na consulta ao dermatologista, que também pode ajudar a definir um limite tolerável de exposição ao sol. Quanto menor a produção do pigmento melanina, uma proteção natural do organismo contra os raios ultravioletas, mais vulnerável será a pele aos danos causados pelo sol.

O diagnóstico precoce do câncer de pele é feito com a avaliação das lesões iniciais, pelo dermatologista no consultório ou por meio de exames como a dermatoscopia, que mostra aspectos da mancha ou da pinta suspeita não visíveis a olho nu.

Em regra, para reconhecer um melanoma maligno, é preciso que a mancha ou pinta tenha pelo menos três dessas características: seja assimétrica, tenha bordas irregulares, coloração variável e diâmetro maior do que 6mm.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Reumatismo: você precisa saber do que se trata

Para começar, o reumatismo não é uma única doença, mas mais de 200 delas, e que atingem cartilagens e articulações, músculos e tendões. Isso mesmo. E não acontece somente idosos, mas em crianças e adultos jovens também.

Problemas na locomoção, dores e deformidades nas articulações e cartilagens são alertas para procurar um reumatologista, que pode identificar o tipo de reumatismo e indicar o tratamento que trará mais benefícios.

A artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico, a febre reumática e a esclerodermia são algumas das doenças reumáticas mais comuns.

No caso da febre reumática, as crianças são as mais afetadas; o lúpus eritematoso sistêmico ocorre na maioria das vezes em meninas durante a adolescência, momento das transformações hormonais. Nos idosos, predominam a artrite reumatoide e a artrose.

Enquanto a artrose provoca alterações nas cartilagens e deformações nas articulações ao longo dos anos, a artrite reumatoide é uma inflamação que pode causar pequenas deformidades nas mãos.

No caso da febre reumática, ela atinge o coração das crianças. Trata-se de uma infecção causada pela bactéria estreptococo, que se instala na garganta e é combatida pelo sistema imunológico, o mesmo que também, nessa ocasião, acaba agredindo tecidos cardíacos.

Em todos os casos, conviver com o reumatismo não é fácil, e o suporte familiar é muito importante, como em outras doenças, a exemplo do Mal de Alzheimer.

Como a dor provocada pelo reumatismo é parecida com o que se sente quando se machuca uma articulação por excesso de exercícios, por exemplo, é preciso saber diferenciar as duas. Ou seja, se existe dor, mas não houve trauma, procure analisar se não se trata de uma enfermidade reumática.

Qual o papel do frio?

O tempo frio pode ser especialmente desconfortável para quem sofre com artrite reumatoide e artrose. Isso acontece porque a temperatura mais baixa faz com que a musculatura fique mais rígida, o que dificulta alongar-se e provoca mais dor. O frio também dificulta a circulação sanguínea, outro quadro que pode afetar os portadores dessas doenças reumáticas.

Para aliviar as dores, o ideal praticar atividades físicas que promovam o alongamento dos músculos, mesmo que isso pareça causar mais dor. A ajuda de um profissional especializado vai permitir que o paciente se exercite sem causar impactos nas regiões afetadas pelo reumatismo. Outro recurso para fortalecer a musculatura no fio é a hidroterapia em água quente, que usa movimentos de fisioterapia dentro da piscina, além da hidroginástica.

O tratamento das enfermidades reumáticas por meio de medicações deve ser criterioso e acompanhado pelo especialista. Automedicação e desrespeito às prescrições do médico podem causar sérias repercussões à saúde do paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia


Anemia falciforme

Para começar, é importante saber que a doença falciforme é hereditária. Ou seja, a pessoa portadora recebeu dos pais a hemoglobina S, uma forma mutante que faz com que as hemácias adquiram a forma de foice. Em razão dessa deformidade, essas células morrem prematuramente, e assim o sangue fica com uma quantidade de glóbulos vermelhos (hemoglobina) menor do que o normal.

Tal situação prejudica a oxigenação do organismo, e as hemácias defeituosas têm dificuldades de circular na corrente sanguínea, o que pode provocar obstrução vascular. As consequências podem ser diversas, a exemplo de anemia crônica, dor intensa, fadiga, infecções, isquemia, necrose e danos irreversíveis a tecidos e órgãos.

Os sintomas podem portanto ser bastante agressivos e afetar a rotina de vida.
A importância do diagnóstico é tanta que definiu-se o 19 de junho como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme.


Atenção às possibilidades

O tratamento da anemia falciforme é realizado com medicamentos e podem ser necessárias também transfusões de sangue. Em casos mais graves, o transplante de medula óssea é uma possibilidade.

Além da possibilidade de receber de cada um dos pais a hemoglobina mutante S, e ser portadora da doença, existe a chance de a pessoa receber de um dos pais o gene para hemoglobina S e do outro o gene para hemoglobina A, ou seja, apenas uma cópia do gene defeituoso. Nesse caso, a criança terá apenas o traço falciforme (AS) e não desenvolve a anemia nem os demais sintomas da doença.

Embora não seja necessário tratamento, a pessoa com traço falciforme deve saber que poderá ter filhos com anemia falciforme, caso o parceiro também tenha herdado o traço.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce de anemia falciforme é portanto essencial para evitar as complicações da doença. O Ministério da Saúde recomenda que seja realizado, durante o pré-natal, a eletroforese de hemoglobina, exame capaz de detectar o traço falciforme em adultos, o que pode indicar que os pais da criança poderiam transmitir os genes causadores do problema. Já a presença da hemoglobina S pode ser detectada pelo teste do pezinho, realizado no recém-nascido.

A prevenção dos sintomas e o tratamento com medicamentos são fundamentais, sobretudo nas crianças até os cinco anos, período em que são maiores as chances de complicações graves e mesmo de óbito. Por tratar-se de uma doença hereditária, o acesso às informações genéticas é imprescindível para o casal que pretende ter filhos. Por isso é tão importante o acompanhamento de profissionais de saúde e a realização de exames que podem demonstrar a possibilidade de transmissão da doença aos filhos.


As empresas e a vocação em engajar as pessoas contra a gripe

Funcionários saudáveis e produtivos são valiosos para qualquer empresa e o ideal é que ela esteja o mais próxima possível dos seus empregados quando se trata dos cuidados com a saúde. É nesse contexto que as campanhas de vacinação podem ter bons resultados, em especial a imunização anual contra o vírus influenza e os seus subtipos, que matam 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A importância da conscientização, nas empresas, sobre a vacina contra a gripe é ainda mais relevante porque, como a campanha do Ministério da Saúde tem maior foco nos públicos de risco, entre eles crianças e idosos, a população jovem e economicamente ativa é menos estimulada a participar, e tem menor engajamento.

A iniciativa das companhias em criar a cultura da prevenção de doenças é ainda mais relevante porque ajuda a prevenir males que interferem diretamente na capacidade produtiva dos profissionais ou que estão relacionados com o ambiente de trabalho ou ainda que estejam afetando as comunidades do entorno da empresa, como é o caso da gripe. Sobretudo pela facilidade de disseminação do vírus influenza em ambientes fechados, e as sérias repercussões da doença, como a pneumonia e o infarto, ter profissionais imunizados é essencial e evita os impactos do tempo de internação de doentes, do absenteísmo e da sobrecarga dos que tiveram de assumir funções dos colegas ausentes.

Algumas empresas saem na frente com calendários de campanhas de saúde bem elaborados e que contemplam doenças como hepatites, rubéola, sarampo e dengue, por exemplo. As ações podem ser desenvolvidas para o público de funcionários em geral ou especificamente por perfil de trabalhador ou de função desempenhada. Os benefícios das ações de saúde nas empresas se estendem às famílias dos empregados, um diferencial, inclusive na satisfação dos colaboradores.

A atenção à saúde do trabalhador é um dos aspectos mas positivos para o bom relacionamento entre os empregadores e os seus funcionários. Cada vez mais empresas estão considerando esse diferencial, o que ficou demonstrado na pesquisa sobre benefícios flexíveis divulgada no ano passado pela Bematize. Companhias de setores como tecnologia, indústria farmacêutica e de cosméticos, seguros e serviços, consultadas durante a pesquisa, revelaram que nada menos do que 71,43% das empresas flexibilizam o benefício da assistência médica, com vantagens na satisfação dos funcionários e na imagem da organização. Enfim, com menor risco de doenças e redução dos custos destinados à saúde do trabalhador, está aí uma forma de gestão com bons resultados para todo mundo.


A prevenção da gripe é a sua próxima meta de saúde

Quando as mutações constantes do vírus influenza e seus subtipos circulam pelo país mais facilmente é um alerta para os riscos da doença que mata 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A boa notícia é que existe uma forte aliada da saúde, a vacina, forma mais eficiente de prevenção da gripe.

Crianças entre seis meses e cinco anos, professores, trabalhadores da área da saúde, idosos, indígenas, pessoas privadas de liberdade, gestantes e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias são os alvos da campanha do Ministério da Saúde para receber a vacina gratuitamente nos postos da rede pública.

No entanto, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações é que todas as pessoas a partir dos seis meses de vida devem ser imunizadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os nomes das vacinas aprovadas para prevenir a gripe em 2019, produzidas com base nas mutações constantes do vírus influenza e dos subtipos.

As vacinas são Fluarix Tetra, da GlaxoSmithKline Brasil Ltda; Influvac, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Influvac Tetra, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Vacina Influenza trivalente (fragmentada e inativada), do Instituto Butantan; Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada), do Medstar Importação e Exportação Eireli; e Vaxigrip, da Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

A gripe pode ter sérias repercussões, a exemplo da pneumonia e do infarto, e a vacinação anual é decisiva para a proteção. No entanto, a população alcançada com as campanhas tem sido menor do que o esperado pelo Ministério da Saúde. Esse dado preocupa quando se sabe que, no ano passado, o número de crianças que morreram em razão da gripe triplicou no Brasil. Foram 44, ante 14 óbitos em 2017. Ao todo, o vírus influenza fez 535 vítimas no país em 2018, com 3.122 casos registrados.

A quantidade de pessoas imunizadas menor do que o planejado se deve, de acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, à falta de percepção da população sobre o risco das doenças. Há também algo mais grave, o medo das vacinas, que cresceu no mundo todo com o movimento antivacina e tem impacto na queda do número de vacinados. Os argumentos contra as vacinas surgiram depois da publicação de um estudo, em 1998, que indicava uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo.

O estudo foi questionado posteriormente por falta de embasamento, mas a essa altura já tinha influenciado a opinião de muita gente. A maior preocupação dos médicos sobre o movimento antivacina é que doenças erradicadas possam retornar ao Brasil, a exemplo do sarampo, poliomielite e rubéola. Em 2017, foi registrado o menor número, em 16 anos, de vacinados contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (PNI) assinaram, no ano passado, um manifesto no qual alertam sobre a possibilidade de retorno da pólio e da reemergência do sarampo no Brasil.


O seu trabalho pode estar abalando a sua saúde mental

Poucas coisas são tão nocivas à saúde mental quanto um trabalho que não traz realização e satisfação. Isso se deve, sobretudo, ao fato de que grande parte do tempo da vida adulta é passado no local de trabalho. Ansiedade, estresse e depressão são os problemas mais comuns e acabam tendo impacto na produtividade, ou seja, o ambiente é nocivo para a pessoa e, emocionalmente abalada, ela também vai deixar de dar o seu melhor, prejudicando o desempenho da empresa.

 

A Organização Mundial da Saúde já divulgou estudo que confirma essas consequências negativas de um ambiente de trabalho problemático e que estima em 1 trilhão de dólares o custo para a economia global da perda da produtividade em razão dos transtornos mentais. Também a OMS informou que tais transtornos serão a principal causa de incapacitação no mundo em 2030, e a depressão será a primeira causa de morbidade.

 

Embora os problemas emocionais estejam entre as causas mais comuns de faltas no trabalho, o assunto ainda não é abordado com naturalidade. Muita gente usa os termos “ansioso”, “bipolar” e “estressado”, por exemplo, de maneira depreciativa, para se referir a pessoas com as quais não compartilham valores ou pelas quais não nutrem simpatia. Além da manutenção dos tabus e preconceitos, não se considera que a maioria dessas doenças é tratável.

Mais do que a ausência de doenças, ter saúde mental significa gozar de bem-estar integral, com capacidade de desenvolver os talentos e habilidades, lidar com pressões da rotina e produzir a fim de contribuir com a comunidade e com a empresa. Acontece que, em muitos contextos profissionais, as pessoas se deparam com organizações que falham ao manter chefias autoritárias, cobranças crescentes por produtividade sem que haja a necessária comunicação e contrapartidas, além dos casos de assédio moral e bullying. Tudo isso é capaz de gerar doenças emocionais.

 

Sem contar a ameaça do desemprego, além dos problemas estruturais de empresas, a exemplo da ausência de recursos e de suporte para a realização das atividades. A ausência de políticas de saúde e segurança, problemas na comunicação entre gestores e equipes, falta de transparência nos processos decisórios, falta de apoio e de clareza sobre os objetivos da organização, jornadas de trabalho pouco flexíveis são outros aspectos nocivos. No entanto, cada vez mais empresas têm investido em programas de saúde que contemplam o bem-estar integral, além de haver maior atenção às questões de assédio, relações problemáticas e equívocos na gestão de pessoas.

 

Uma gestão atenta à qualidade do ambiente de trabalho pode desenvolver diversas iniciativas para contribuir com a saúde mental dos funcionários e, inclusive, acompanhar de perto momentos de instabilidade vividos pelas pessoas, com a possibilidade de ajudá-las a superar dificuldades, com respeito e confidencialidade. Desde a flexilidade da jornada de trabalho, o redesenho de funções e atividades, e políticas para a melhoria dos relacionamentos, até a orientação para terapias e auxílio profissional, dentro e fora da organização.


Aumentam os cuidados das empresas com saúde e bem-estar no ambiente de trabalho

A ergonomia no trabalho e a alimentação saudável são preocupações cada vez mais comuns entre as empresas. Recente levantamento revelou que 55% das companhias consultadas oferecem mesa de trabalho ergonômica, sendo que o percentual foi de 43% na mesma pesquisa realizada no ano anterior.

A oferta de alimentos saudáveis para refeições e lanches no local de trabalho também é mais frequente: 48% das empresas têm políticas sobre opções de alimentos saudáveis em sua cafeteria, nas máquinas de venda automática e nos serviços de restaurante; e 28% oferecem descontos ou diferenciais de preços dos alimentos saudáveis no refeitório.

Os resultados são da pesquisa com 141 organizações grandes e médias nos Estados Unidos, realizada entre novembro e dezembro de 2016. Trata-se da 8ª pesquisa anual sobre saúde corporativa e bem-estar em empresas norte-americanas conduzida pela Fidelity Investments, um provedor de benefícios, e pela organização sem fins lucrativos National Business Group on Health, uma associação de empregadores.

Experiências de voluntariado

O percentual de empregadores que oferecem oportunidades para que os funcionários sejam voluntários em projetos comunitários aumentou de 67% para 79% na mesma pesquisa. Em consultas frequentes, profissionais da geração Millennials revelaram que entendem a participação no serviço comunitário como parte importante de sua vida.

A pesquisa também apontou que incentivos não financeiros são importantes estímulos, sobretudo os que repercutem no reconhecimento público, a exemplo das homenagens por desempenho, além da oportunidade de liderar equipes em determinados projetos.


Obesidade atinge mais da metade dos trabalhadores brasileiros

Em um estudo com 54 mil funcionários de 52 organizações do país, descobriu-se que 52% estão acima do peso (com risco de obesidade); entre eles, 72% raramente praticam atividade física ou fazem apenas uma a duas horas de exercício por semana.

Na pesquisa, foram avaliados os impactos da obesidade no custo de assistência médica. As pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 (consideradas obesas) gastam, em média, 3 a 4 vezes mais com saúde. O gasto extra é considerado no momento em que os empregadores renegociam contratos com os planos de saúde.

A solução mais eficiente para reverter estes resultados e contribuir com a qualidade de vida e a saúde do trabalhador ainda é o investimento, por parte das empresas, em programas de prevenção e detecção de doenças, além do estímulo a práticas saudáveis por meio de programas de benefícios.