Aumentam os cuidados das empresas com saúde e bem-estar no ambiente de trabalho

A ergonomia no trabalho e a alimentação saudável são preocupações cada vez mais comuns entre as empresas. Recente levantamento revelou que 55% das companhias consultadas oferecem mesa de trabalho ergonômica, sendo que o percentual foi de 43% na mesma pesquisa realizada no ano anterior.

A oferta de alimentos saudáveis para refeições e lanches no local de trabalho também é mais frequente: 48% das empresas têm políticas sobre opções de alimentos saudáveis em sua cafeteria, nas máquinas de venda automática e nos serviços de restaurante; e 28% oferecem descontos ou diferenciais de preços dos alimentos saudáveis no refeitório.

Os resultados são da pesquisa com 141 organizações grandes e médias nos Estados Unidos, realizada entre novembro e dezembro de 2016. Trata-se da 8ª pesquisa anual sobre saúde corporativa e bem-estar em empresas norte-americanas conduzida pela Fidelity Investments, um provedor de benefícios, e pela organização sem fins lucrativos National Business Group on Health, uma associação de empregadores.

Experiências de voluntariado

O percentual de empregadores que oferecem oportunidades para que os funcionários sejam voluntários em projetos comunitários aumentou de 67% para 79% na mesma pesquisa. Em consultas frequentes, profissionais da geração Millennials revelaram que entendem a participação no serviço comunitário como parte importante de sua vida.

A pesquisa também apontou que incentivos não financeiros são importantes estímulos, sobretudo os que repercutem no reconhecimento público, a exemplo das homenagens por desempenho, além da oportunidade de liderar equipes em determinados projetos.


Obesidade atinge mais da metade dos trabalhadores brasileiros

Em um estudo com 54 mil funcionários de 52 organizações do país, descobriu-se que 52% estão acima do peso (com risco de obesidade); entre eles, 72% raramente praticam atividade física ou fazem apenas uma a duas horas de exercício por semana.

Na pesquisa, foram avaliados os impactos da obesidade no custo de assistência médica. As pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 (consideradas obesas) gastam, em média, 3 a 4 vezes mais com saúde. O gasto extra é considerado no momento em que os empregadores renegociam contratos com os planos de saúde.

A solução mais eficiente para reverter estes resultados e contribuir com a qualidade de vida e a saúde do trabalhador ainda é o investimento, por parte das empresas, em programas de prevenção e detecção de doenças, além do estímulo a práticas saudáveis por meio de programas de benefícios.