Saúde mental: como anda a sua?

Fatores externos – o trânsito, a relação com colegas de trabalho, a economia do país, problemas de infraestrutura urbana – interferem cotidianamente na vida de todo mundo, e muitas vezes a solução não depende só de nós. Também somos atingidos pela própria subjetividade – os pensamentos, sentimentos, emoções –, e aí que surgem algumas dificuldades, já que muita gente não dá a importância devida. A boa notícia é que manter a mente sã é algo que depende de cada um, e o melhor, traz repercussões muito positivas em outras áreas da vida.

Entre os problemas que podem comprometer a saúde mental, estão os que atingem as pessoas mais especificamente e em certas etapas da vida, a exemplo da demência senil, da dislexia e do autismo. Outros distúrbios são provocados pelas imposições do cotidiano, especialmente o estresse e a ansiedade.

É possível evitar o adoecimento mental, prevenir sofrimentos e relações tóxicas, além de curar traumas. Embora cada pessoa possa buscar a sua forma de fortalecer a mente, existem duas principais soluções nesse caminho: o autoconhecimento e o suporte profissional e multidisciplinar.

Ser emocionalmente saudável requer dedicação e consciência, e é tão importante que deveria fazer parte das definições de ano-novo, como propõe a campanha #janeirobranco. Na hora de refletir sobre os desejos e objetivos, por que não pensar sobre a saúde mental, e o quanto ela está ligada ao bem-estar e ao sucesso?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo; e a doença tinge pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais. A falta de informação, a vergonha e o preconceito histórico sobre o assunto tornam mais difícil lidar com a questão.

Por outro lado, com coragem e um pouco de atenção aos sinais emitidos pelo corpo quando algo não vai bem com a mente, é possível se dar conta do problema e, assim, buscar solução. Alguns dos sinais podem ser a agressividade, irritação, isolamento, problemas com a memória e a concentração, pessimismo, baixa autoestima, além de sintomas físicos como dor de cabeça, dores musculares, pressão alta, cansaço e distúrbios digestivos.

Aqui vai a receita para uma mente sã com os sete ingredientes abaixo. Você pode personalizar a sua, incluindo outros e ajustando as doses, para que o equilíbrio se traduza em harmonia:

1. Alimentação saudável: faz bem para a mente, tanto quanto para o corpo. Para fazer as melhores escolhas alimentares e perseverar, é preciso estar consciente, ler bastante a respeito e, se preciso, procurar ajuda especializada.

2. Bons amigos: conviver com pessoas com as quais se tem afinidade, consideração e respeito é uma das mais ricas experiências de uma vida. Cuide-se contra as relações tóxicas e abusivas. Quanto maior o autoconhecimento, melhores amizades teremos e menores os riscos de se envolver em relacionamentos destrutivos.

3. Espiritualidade: são diversos os caminhos da evolução espiritual, e cada pessoa tem a sua forma de compreender e se conectar com o sagrado. Este é um aspecto bastante relevante da vida, que pode se realizar de muitas formas, a exemplo da meditação, leituras e práticas religiosas.

4. Atividades físicas: não vale ser um praticante eventual. As doses de atividade física precisam ser constantes e equilibradas, ou seja, os que abusam dos exercícios por motivação estética também podem ser prejudicados, inclusive na saúde mental.

5. Autoconhecimento: conhecer-se é essencial para viver bem. O caminho do autoconhecimento é bastante particular, mas a psicoterapia e algumas práticas como a meditação e leituras trazem muitos benefícios. Quem se conhece está mais bem preparado para enfrentar os desafios da vida e prevenir situações que podem gerar problemas como a síndrome de burnout, o esgotamento profissional.

6. Meio ambiente: é importante reservar um tempo na rotina para estar em contato com a natureza, seja em parques, praias, florestas. São momentos excelentes para meditar, refletir, reequilibrar-se e dar vazão às boas decisões e à criatividade.

7. Arte: a expressão artística, ainda que de forma amadora, tem um grande poder transformador na vida das pessoas. Dança, canto, artes plásticas, entre outras práticas, são fontes de autoconhecimento, realização e alegria.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria e Organização Mundial da Saúde


Câncer de pele: atenção aos sinais

Câncer de pele nunca é uma boa notícia, mas existe um dado positivo: quando descoberto no início, tem 90% de chances de cura. Esse é então o melhor argumento para convencer as pessoas a se prevenir e a buscar o diagnóstico precoce.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia entendem que é possível reduzir a incidência de câncer de pele e a mortalidade por meio de campanhas de conscientização como a do #dezembrolaranja. Nesse contexto, uma das informações mais relevantes é que o principal fator de risco é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares, por isso é relevante saber como tomar sol corretamente.

O principal a fazer é usar diariamente o protetor solar, com fator de proteção 15 ou 30 e reaplicações em intervalos de duas a três horas; evitar a exposição direta aos raios solares nos horários de maior incidência, entre as 10h e 16h; manter boa hidratação; usar óculos de sol com proteção UV, chapéus ou bonés.

O câncer de pele costuma se manifestar em uma pinta, mancha ou como uma ferida que não cicatriza. Observar alteração na pele por meio do autoexame é uma iniciativa importante, mas o ideal é também consultar o médico regularmente ou sempre que houver uma suspeita.

Os tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, com grandes chances de cura se diagnosticados e tratados precocemente. O terceiro tipo é o melanoma, o mais agressivo e potencialmente letal.

Informações relevantes

Um aspecto importante e que precisa ser mais considerado é que os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que, com o passar dos anos, quanto mais frequente e intensa tiver sido a exposição ao sol, mais chances de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Estudos científicos recentes vêm revelando que os raios UVA estão ligados ao surgimento do melanoma, além do envelhecimento precoce da pele. Os raios UVA incidem durante todo o dia e penetram na pele mais profundamente.

Conhecer o seu tipo de pele ajuda muito na definição dos cuidados ideais e, portanto, na prevenção do câncer. Pode-se descobrir o tipo de pele na consulta ao dermatologista, que também pode ajudar a definir um limite tolerável de exposição ao sol. Quanto menor a produção do pigmento melanina, uma proteção natural do organismo contra os raios ultravioletas, mais vulnerável será a pele aos danos causados pelo sol.

O diagnóstico precoce do câncer de pele é feito com a avaliação das lesões iniciais, pelo dermatologista no consultório ou por meio de exames como a dermatoscopia, que mostra aspectos da mancha ou da pinta suspeita não visíveis a olho nu.

Em regra, para reconhecer um melanoma maligno, é preciso que a mancha ou pinta tenha pelo menos três dessas características: seja assimétrica, tenha bordas irregulares, coloração variável e diâmetro maior do que 6mm.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


alergia

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

As temperaturas baixas e o ar seco que caracterizam o inverno em grande parte do país são o alerta para quem sofre com as alergias, já que o ambiente é mais propício para a piora dos quados de asma, rinite alérgica e conjuntivite, por exemplo.

Mas o que piora a situação são alguns descuidos cometidos no ambiente de trabalho – alguns deles também valem para residências e interior dos veículos. São eles:

1. Deixar portas e janelas fechadas para manter o ambiente mais aquecido. Sem arejar, o interior das salas e escritórios tornam-se locais onde mais facilmente se proliferam vírus e bactérias.
2. Descuidar da higiene de tapetes e carpetes. Essas peças costumam acumular sujeiras e umidade, além de poeira, ácaro e bolores. É por isso que devem ser regularmente higienizadas. Procure saber quais são as rotinas de limpeza de tapetes e carpetes em sua empresa e, caso note algum descuido, vale fazer a gentileza de avisar aos responsáveis.

3. Negligência com a limpeza do ar-condicionado. Além de deixar o ar mais seco, esses aparelhos, sem a manutenção correta, podem facilitar a transmissão de vírus, fungos e bactérias. É preciso controlar a umidade do ambiente, e os umidificadores podem ajudar nos momentos mais críticos.

4. Manter contato com os agentes causadores das alergias, como poeira, ácaros e fumaça. Por isso a qualidade dos ambientes é tão importante, no trabalho e em casa. Além de estar sempre arejados, atenção para a limpeza de estofados, janelas e persianas, além das mesas, computadores e telefones.

5. Descuidar da hidratação. O ar frio e seco pede reforço na hidratação também durante o expediente de trabalho. A quantidade certa de água e a dieta saudável contribuem para fortalecer o sistema imunológico. O mesmo vale para a rotina da vida pessoal: é preciso manter a atividade física regular e a exposição ao sol nos horários indicados, a fim de estimular a produção de vitamina D.

Alergias oculares e na pele também são mais comuns no inverno e a prevenção se dá com os mesmos cuidados que evitam as alergias respiratórias. Portanto, mantenha distância da poeira, ácaro e mofo.


Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Estamos mais perto da paz no trânsito?

Cada vez mais pessoas, em todo o mundo, inclusive no Brasil, buscam formas alternativas de deslocamento no trânsito, em especial as bicicletas. Seja a favor do meio ambiente, por mais qualidade de vida ou para driblar os congestionamentos, a iniciativa envolve a necessidade de construir um trânsito com mais respeito e harmonia.

Acontece que as estatísticas ainda mostram uma situação preocupante. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde, de 2015, totalizam 38.651 mortes em vias públicas, o que faz do Brasil o quinto entre os países com o maior número de vítimas de trânsito.

No estado de São Paulo, os três primeiros meses de 2019 trouxeram uma pequena redução no número de mortes no trânsito, queda de 0,6% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), do governo estadual. Foram 1.205 mortos, o menor índice desde 2015.

No mundo inteiro, os acidentes de trânsito são a 9ª causa de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A velocidade do veículo no momento do acidente é fator dos mais relevantes, sendo que, em cada três mortes, uma é causada por velocidade excessiva ou inapropriada.

No contexto dos acidentes de trânsito, os ciclistas estão entre os mais vulneráveis. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito em todo o mundo, e desse total metade das vítimas são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Os acidentes de trânsito também têm impacto econômico. Só em 2014, o Sistema Único de Saúde gastou cerca de R$ 1 bilhão com o tratamento de feridos, apenas em rodovias federais.

O Congresso aprovou, no ano passado, lei que aumenta a pena para motoristas que assumem o risco de matar ao dirigirem embriagados. São 5 a 8 anos de reclusão, enquanto a lei anterior previa de 2 a 4 anos de detenção, além da suspensão da carteira de habilitação.

Penalidades mais severas podem ser parte da solução, mas os problemas do trânsito também envolvem questões de infraestrutura, irregularidades em veículos e vias, falta de fiscalização e o comportamento inadequado dos motoristas, a exemplo do uso do celular.

 

Ações que podem melhorar o cenário

O Maio Amarelo, campanha mundial de conscientização, quer alertar para a necessidade da mudança de comportamento e convidar à reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade, optando por um trânsito mais seguro.

Isso envolve repensar atitudes, e algumas delas infelizmente fazem parte da cultura, como a utilização dos celulares por motoristas e o desrespeito às restrições de ingestão de bebidas alcoólicas. Por que as pessoas continuam bebendo e dirigindo? Quando haverá mais consciência sobre os riscos de dirigir falando ao celular?

Além da mudança de atitude por parte das pessoas, sejam motoristas ou pedestres, são necessárias políticas públicas para a redução dos acidentes de trânsito.

O assunto está entre os objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030, que prevê reduzir para a metade o número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito até 2020.

As ações sugeridas envolvem punição para motoristas alcoolizados e em excesso de velocidade, maior fiscalização das licenças dos condutores, investimentos em rodovias mais seguras e redução dos limites de velocidade.


As empresas e a vocação em engajar as pessoas contra a gripe

Funcionários saudáveis e produtivos são valiosos para qualquer empresa e o ideal é que ela esteja o mais próxima possível dos seus empregados quando se trata dos cuidados com a saúde. É nesse contexto que as campanhas de vacinação podem ter bons resultados, em especial a imunização anual contra o vírus influenza e os seus subtipos, que matam 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A importância da conscientização, nas empresas, sobre a vacina contra a gripe é ainda mais relevante porque, como a campanha do Ministério da Saúde tem maior foco nos públicos de risco, entre eles crianças e idosos, a população jovem e economicamente ativa é menos estimulada a participar, e tem menor engajamento.

A iniciativa das companhias em criar a cultura da prevenção de doenças é ainda mais relevante porque ajuda a prevenir males que interferem diretamente na capacidade produtiva dos profissionais ou que estão relacionados com o ambiente de trabalho ou ainda que estejam afetando as comunidades do entorno da empresa, como é o caso da gripe. Sobretudo pela facilidade de disseminação do vírus influenza em ambientes fechados, e as sérias repercussões da doença, como a pneumonia e o infarto, ter profissionais imunizados é essencial e evita os impactos do tempo de internação de doentes, do absenteísmo e da sobrecarga dos que tiveram de assumir funções dos colegas ausentes.

Algumas empresas saem na frente com calendários de campanhas de saúde bem elaborados e que contemplam doenças como hepatites, rubéola, sarampo e dengue, por exemplo. As ações podem ser desenvolvidas para o público de funcionários em geral ou especificamente por perfil de trabalhador ou de função desempenhada. Os benefícios das ações de saúde nas empresas se estendem às famílias dos empregados, um diferencial, inclusive na satisfação dos colaboradores.

A atenção à saúde do trabalhador é um dos aspectos mas positivos para o bom relacionamento entre os empregadores e os seus funcionários. Cada vez mais empresas estão considerando esse diferencial, o que ficou demonstrado na pesquisa sobre benefícios flexíveis divulgada no ano passado pela Bematize. Companhias de setores como tecnologia, indústria farmacêutica e de cosméticos, seguros e serviços, consultadas durante a pesquisa, revelaram que nada menos do que 71,43% das empresas flexibilizam o benefício da assistência médica, com vantagens na satisfação dos funcionários e na imagem da organização. Enfim, com menor risco de doenças e redução dos custos destinados à saúde do trabalhador, está aí uma forma de gestão com bons resultados para todo mundo.


A prevenção da gripe é a sua próxima meta de saúde

Quando as mutações constantes do vírus influenza e seus subtipos circulam pelo país mais facilmente é um alerta para os riscos da doença que mata 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A boa notícia é que existe uma forte aliada da saúde, a vacina, forma mais eficiente de prevenção da gripe.

Crianças entre seis meses e cinco anos, professores, trabalhadores da área da saúde, idosos, indígenas, pessoas privadas de liberdade, gestantes e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias são os alvos da campanha do Ministério da Saúde para receber a vacina gratuitamente nos postos da rede pública.

No entanto, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações é que todas as pessoas a partir dos seis meses de vida devem ser imunizadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os nomes das vacinas aprovadas para prevenir a gripe em 2019, produzidas com base nas mutações constantes do vírus influenza e dos subtipos.

As vacinas são Fluarix Tetra, da GlaxoSmithKline Brasil Ltda; Influvac, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Influvac Tetra, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Vacina Influenza trivalente (fragmentada e inativada), do Instituto Butantan; Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada), do Medstar Importação e Exportação Eireli; e Vaxigrip, da Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

A gripe pode ter sérias repercussões, a exemplo da pneumonia e do infarto, e a vacinação anual é decisiva para a proteção. No entanto, a população alcançada com as campanhas tem sido menor do que o esperado pelo Ministério da Saúde. Esse dado preocupa quando se sabe que, no ano passado, o número de crianças que morreram em razão da gripe triplicou no Brasil. Foram 44, ante 14 óbitos em 2017. Ao todo, o vírus influenza fez 535 vítimas no país em 2018, com 3.122 casos registrados.

A quantidade de pessoas imunizadas menor do que o planejado se deve, de acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, à falta de percepção da população sobre o risco das doenças. Há também algo mais grave, o medo das vacinas, que cresceu no mundo todo com o movimento antivacina e tem impacto na queda do número de vacinados. Os argumentos contra as vacinas surgiram depois da publicação de um estudo, em 1998, que indicava uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo.

O estudo foi questionado posteriormente por falta de embasamento, mas a essa altura já tinha influenciado a opinião de muita gente. A maior preocupação dos médicos sobre o movimento antivacina é que doenças erradicadas possam retornar ao Brasil, a exemplo do sarampo, poliomielite e rubéola. Em 2017, foi registrado o menor número, em 16 anos, de vacinados contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (PNI) assinaram, no ano passado, um manifesto no qual alertam sobre a possibilidade de retorno da pólio e da reemergência do sarampo no Brasil.


Saúde mental: uma questão de equilibrar demandas

O ritmo da vida urbana e as rotinas sociais e de trabalho são aspectos dos mais relevantes quando se tenta explicar o crescente número de pessoas atingidas por problemas na saúde mental. Muito se fala de doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, atraso mental, demências, transtorno obsessivo-compulsivo e da dependência de substâncias psicoativas, por exemplo. Essas questões –que historicamente foram envolvidas em muito preconceito e em tratamentos com eficácia duvidosa – hoje recebem atenção mais adequada, mas ainda existe muita desinformação.

 

O conceito de saúde mental é bastante amplo, o que já foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O entendimento geral é que se trata do bem-estar integral, o que tem a ver com a saúde física, mas também com as dimensões psíquica, social e espiritual.

 

Ou seja, é preciso estar bem fisicamente e tranquilo para enfrentar as dificuldades do cotidiano, além de conseguir exercitar os seus talentos e contribuir com a sociedade. O problema é que, embora sejam questões essenciais, é tudo o que se costuma negligenciar, e esse equívoco causa sofrimento.

 

A OMS estima que 10% da população mundial sofra algum distúrbio de saúde mental, sendo a depressão o mais frequente. Alguns momentos da vida ou situações específicas podem causar os problemas, a exemplo da adolescência e da chegada da velhice, além de questões como morte de familiares, desemprego e divórcio.

 

Para o tratamento das enfermidades, a exemplo da depressão, bipolaridade e esquizofrenia, a ciência oferece medicamentos e terapias eficientes, mas é preciso identificar a reconhecer os problemas a fim de buscar ajuda. Para que isso seja possível, atenção consigo mesmo é a regra. O bem-estar integral que está diretamente ligado à saúde mental pode ser alcançado com atenção a uma série de questões que cada um deve ser capaz de acompanhar constantemente. São elas o equilíbrio emocional; checkup médico; atividade física; sono; ingestão de água, frutas e verduras; hábito intestinal; vida sexual; cuidados pessoais; hobbies e distância dos vícios químicos.

 

Mas como sentir que tudo anda bem com a saúde mental? Os principais sinais são estar bem consigo mesmo e na relação com os demais, ter autoconfiança e boas expectativas sobre o futuro, além de ser capaz de lidar com as adversidades. Tudo isso pode não funcionar em algum momento da vida, por isso é tão importante estar atento a si mesmo.

 

A mente saudável é o que permite a realização pessoal e indica bom conhecimento do contexto em que se vive, aptidão para conviver em sociedade, independência, determinação e, talvez o mais importante, capacidade de adaptação às mudanças. Pessoas que desenvolvem a inteligência emocional e aprendem a lidar com emoções negativas e positivas costumam ter melhor saúde mental, e inclusive podem conseguir superar traumas passados e lidar com as próprias limitações, alcançando uma vida feliz.

 

Para uma boa saúde mental, evite o isolamento social, seja física e mentalmente ativo, mantenha laços de amizade, cuide da saúde física com checkups anuais, desenvolva a espiritualidade e tenha sempre interesses diversificados.


O seu trabalho pode estar abalando a sua saúde mental

Poucas coisas são tão nocivas à saúde mental quanto um trabalho que não traz realização e satisfação. Isso se deve, sobretudo, ao fato de que grande parte do tempo da vida adulta é passado no local de trabalho. Ansiedade, estresse e depressão são os problemas mais comuns e acabam tendo impacto na produtividade, ou seja, o ambiente é nocivo para a pessoa e, emocionalmente abalada, ela também vai deixar de dar o seu melhor, prejudicando o desempenho da empresa.

 

A Organização Mundial da Saúde já divulgou estudo que confirma essas consequências negativas de um ambiente de trabalho problemático e que estima em 1 trilhão de dólares o custo para a economia global da perda da produtividade em razão dos transtornos mentais. Também a OMS informou que tais transtornos serão a principal causa de incapacitação no mundo em 2030, e a depressão será a primeira causa de morbidade.

 

Embora os problemas emocionais estejam entre as causas mais comuns de faltas no trabalho, o assunto ainda não é abordado com naturalidade. Muita gente usa os termos “ansioso”, “bipolar” e “estressado”, por exemplo, de maneira depreciativa, para se referir a pessoas com as quais não compartilham valores ou pelas quais não nutrem simpatia. Além da manutenção dos tabus e preconceitos, não se considera que a maioria dessas doenças é tratável.

Mais do que a ausência de doenças, ter saúde mental significa gozar de bem-estar integral, com capacidade de desenvolver os talentos e habilidades, lidar com pressões da rotina e produzir a fim de contribuir com a comunidade e com a empresa. Acontece que, em muitos contextos profissionais, as pessoas se deparam com organizações que falham ao manter chefias autoritárias, cobranças crescentes por produtividade sem que haja a necessária comunicação e contrapartidas, além dos casos de assédio moral e bullying. Tudo isso é capaz de gerar doenças emocionais.

 

Sem contar a ameaça do desemprego, além dos problemas estruturais de empresas, a exemplo da ausência de recursos e de suporte para a realização das atividades. A ausência de políticas de saúde e segurança, problemas na comunicação entre gestores e equipes, falta de transparência nos processos decisórios, falta de apoio e de clareza sobre os objetivos da organização, jornadas de trabalho pouco flexíveis são outros aspectos nocivos. No entanto, cada vez mais empresas têm investido em programas de saúde que contemplam o bem-estar integral, além de haver maior atenção às questões de assédio, relações problemáticas e equívocos na gestão de pessoas.

 

Uma gestão atenta à qualidade do ambiente de trabalho pode desenvolver diversas iniciativas para contribuir com a saúde mental dos funcionários e, inclusive, acompanhar de perto momentos de instabilidade vividos pelas pessoas, com a possibilidade de ajudá-las a superar dificuldades, com respeito e confidencialidade. Desde a flexilidade da jornada de trabalho, o redesenho de funções e atividades, e políticas para a melhoria dos relacionamentos, até a orientação para terapias e auxílio profissional, dentro e fora da organização.


5 cuidados de que você esquece (mas não deveria) durante o verão

Todo mundo concorda que usar frequentemente o filtro solar e evitar expor-se ao sol nos horários de maior risco são as principais dicas para proteger a saúde durante o verão. A precaução é justificada pelos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), de que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos no Brasil. E que, para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 novos casos de câncer da pele não melanoma, sendo que os homens serão a maioria das vítimas (85.170 casos) em relação às mulheres (80.410 casos).

 

O dano do sol é a maior, mas não a única das preocupações de quem quer aproveitar a estação do calor. E pensando bem, esse período do ano pode ser uma boa oportunidade de adotar alguns hábitos, muitas vezes esquecidos, para levar a vida de forma mais saudável. Aqui vão cinco dicas que podem contribuir muito para a conquista de mais saúde e bem-estar:

 

 

  1. O sol é um risco, não só na praia

 

Pode ser uma dia normal de trabalho, e mesmo com tempo nublado, mas não se engane: o sol pode queimar a sua pele, mesmo entre nuvens e com maior quantidade de roupa. Por isso, evitar os horários de maior incidência solar, das 10h às 16h, vale para todos os dias do verão. E não é só isso: protetor solar é obrigatório, com fator de proteção de no mínimo 30 e reaplicado a cada três horas, recomendam os médicos, além de óculos de sol com proteção UV. Sem esses cuidados, alguns problemas incômodos podem aparecer: brotoeja, micoses, manchas, herpes labial e queimaduras solares são alguns deles, para os quais é preciso buscar auxílio médico.

 

 

  1. Cuidado, a desidratação é um processo silencioso

 

Entre uma e outra atividade, lembrar de beber água pode ser um desafio e, mesmo com as temperaturas mais altas, é comum não alcançar os dois litros de água recomendados para a ingestão diária. Para não desidratar, esse controle é importante, e não valem os líquidos açucarados. Evitar estar na rua no período de sol mais quente e preferir roupas leves são outras medidas necessárias. Vale lembrar que as bebidas alcoólicas provocam a perda de água pelo organismo. Estar em ambientes arejados também ajuda a manter a hidratação. E atenção para a limpeza de aparelhos de ar condicionado – nessa época bem mais utilizados e que podem propiciar o aumento de bactérias e vírus no ar e a redução da umidade, o que facilita o surgimento de rinite, bronquite e asma. O perigo da desidratação é maior em idosos e crianças, portanto muito cuidado com eles.

 

 

  1. Usar repelente evita algumas doenças comuns na estação

 

Usar repelente, seja em creme ou em formatos para ambientes, é outro hábito recomendável no verão, porque o período de chuvas faz aumentar o número de mosquitos e as chances de uma epidemia de dengue. A citronela é um repelente natural eficiente, e pode ser plantada no jardim de casa ou utilizada em forma de velas ou óleo essencial.

 

 

  1. No verão, a segurança alimentar é muito importante

 

Um dia na praia é um dos melhores programas no verão, mas esse longo período sob o sol pede cuidados redobrados com o cardápio. A começar pela tentação dos alimentos oferecidos por vendedores ambulantes, que podem ter problemas na qualidade, tanto por ficarem expostos ao sol por muitas horas quanto por erros no manuseio. E as consequências podem ser as cólicas abdominais, dor de cabeça, náuseas, enjoo, vômito, diarréia e desidratação. O ideal é pensar bem no que consumir e buscar levar de casa alimentos higienizados e leves, a exemplo de frutas da estação, sucos e saladas de verduras e legumes ricos em água, vitaminas, minerais e fibras. Assim, além de estar bem alimentado, você se mantém hidratado.

 

 

  1. A saúde dos olhos requer ainda mais atenção

 

Os raios ultravioletas também prejudicam a saúde dos olhos, que são bastante sensíveis, podendo inclusive sofrer queimaduras, e muitas vezes não recebem a atenção necessária durante o verão. Para a proteção, o uso de óculos escuros é recomendável. E não só isso: o sal do mar e a areia da praia também representam riscos de irritação e arranhões na córnea.