Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Saúde do intestino tem mais a ver com o bem-estar do que você imagina

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surgiram 36.360 novos casos de câncer no intestino no ano passado no Brasil. Também conhecida como câncer colorretal, a doença que avança em homens e mulheres em proporções semelhantes preocupa autoridades da saúde e seu combate é tema da campanha Março Azul, que reforça a importância da prevenção.

Isso porque o câncer colorretal pode ser evitado com a mudança de hábitos e também é tratável, se detectado precocemente. Existe um perfil mais propenso ao desenvolvimento da doença, e tem a ver com a idade e os hábitos alimentares. Pessoas acima dos 50 anos, com excesso de peso e com alimentação pobre em produtos naturais como frutas, legumes, vegetais, cereais e outras fibras, e que ingerem embutidos além de carne vermelha em excesso estão sob maior risco.

Evitar que a má alimentação acabe gerando doença é algo possível com a adoção de comportamentos saudáveis, que também passam por uma rotina de atividades físicas e controle do peso, atitudes que, comprovadamente, são benéficas e estão ligadas à redução dos riscos da doença. O mesmo vale para o tabagismo e o alcoolismo, que aumentam a propensão ao câncer.

Outros fatores são o histórico pessoal de pólipos ou câncer colorretal, além de doença inflamatória intestinal, a exemplo da colite ulcerativa e da doença de Crohn. A história da doença na família também aumenta as chances, sobretudo se ocorreu em um ou mais parentes de primeiro grau. Nesses casos, é importante obter orientação médica sobre a possibilidade de realizar uma investigação genética, a fim de saber se existe alguma síndrome hereditária na família, como síndrome de Lynch ou a polipose adenomatosa familiar.

Em todo caso, o ideal é prevenir a doença realizando exames regulares para a detecção precoce da doença, o que é recomendado a partir dos 45 anos de idade. O desenvolvimento do câncer colorretal é lento desde que as primeiras células anormais começam a formar pólipos e até que o câncer se estabeleça. Por esta razão, os exames preventivos podem evitar que a doença surja.

 

Neurônios no intestino

A saúde do intestino tem relevância ainda maior quando sabemos quais são as suas funções em nosso organismo. Para começar, as células que formam o intestino são iguais às que constituem o cérebro, os neurônios. É no intestino que se produz 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar do organismo. O intestino tem autonomia em seu funcionamento, ou seja, independe dos comandos cerebrais para produzir outras dezenas de transmissores que promovem a comunicação entre as estruturas do corpo, além de liberar substâncias digestivas e produzir os movimentos para expulsão do bolo fecal.

Outro aspecto essencial é a presença da microbiota, ou flora intestinal. São cerca de 100 trilhões de bactérias que auxiliam na digestão dos alimentos, além de proteger o corpo das infecções. Dá pra perceber o quanto o intestino é importante para a saúde, não é mesmo? Portanto, foco na prevenção.


Caia na folia, mas proteja a saúde

Nem só de fantasia, maquiagem e confetes se faz o Carnaval. Para que a festa seja tudo o que se espera dela, é preciso dar atenção a alguns aspectos que têm a ver com a saúde e o bem-estar. A alimentação correta, o descanso e a prevenção de doenças são cuidados que, além de preservar o corpo dos desgastes durante a folia, vão contribuir com a saúde e a disposição pelos próximos meses.

 

Cuide da alimentação e ganhe energia extra

 

Sabe aquela orientação dos nutricionistas de que alimentos gordurosos não são boas escolhas para quem faz atividade física e que, por tornarem a digestão mais difícil, podem causar mal-estar? Pois é, vale a mesma regra para quem vai passar horas na folia. Antes de sair para a maratona nas ruas, faça uma refeição saudável e rica em carboidratos para ter energia.

Não esqueça de comer a cada três horas e, mesmo que seja um desafio se alimentar bem fora de casa, escolha o que vai te manter nutrido de forma leve, como sanduíches, sucos, frutas e barras de cereais.

Além da comida, e não menos importante, é a hidratação. Sobretudo porque a festa acontece no verão, é essencial garantir a ingestão diária de dois a três litros de líquidos, e não vale colocar cerveja e refrigerantes nessa conta. Além da água, prefira suco de frutas e água de coco, por exemplo. Essa alimentação saudável deve ser mantida, inclusive, depois do Carnaval, para ajudar a desintoxicar o organismo.

 

Descansar é preciso

 

Passar as madrugadas acordado é o mais comum no Carnaval. Certo, mas não esqueça de que o corpo precisa de sono, de forma ideal, de seis a oito horas por dia. Procure dormir até mais tarde e tirar cochilos durante o dia sempre que possível. Caso exija muito do corpo e não tenha o devido descanso, os dias seguintes serão de exaustão, o que pode deixar o organismo mais vulnerável às doenças.

 

Proteja-se das doenças

 

Sejam as sexualmente transmissíveis (DSTs), ou aquelas que se adquirem por falta de higiene em alimentos, são muitas as doenças que podem surgir caso não sejam tomados os cuidados necessários.

No caso das DSTs, o uso de preservativos em todas as relações sexuais é o que pode garantir a proteção. Aids, sífilis, herpes e gonorreia são algumas delas, e vale lembrar que não existem grupos de risco específicos, já que pessoas de quaisquer perfis estão vulneráveis. As hepatites B e C também estão na lista das DSTs e o contato com o sangue e a secreção de pessoas contaminadas é a principal forma de contágio e transmissão de hepatite B, doença para a qual existe vacina, que pode ser obtida em postos de saúde.

Algumas doenças virais podem ser transmitidas através do beijo. É o caso da mononucleose infecciosa, que pode causar febre, vômitos, dor muscular, dor de garganta e aumento do baço e do fígado, além do herpes labial, que se manifesta nas bolhinhas avermelhadas na mucosa da boca. Tais vírus podem ser reativados no organismo caso haja queda da imunidade, em razão do estresse, por exemplo. Nesses casos, será necessário refazer o tratamento com medicação.

Vale ressaltar que conhecer todos os riscos não deve causar pânico ou impedir a diversão. A informação é essencial e vai permitir aproveitar a festa com segurança.

 

Evite álcool em excesso

 

Além de fazer mal à saúde, as bebidas alcoólicas causam desidratação e, em excesso, podem levar a situações bem desagradáveis e perigosas, devido à embriaguez. Assim, conheça e respeite os seus limites, mantenha-se hidratado e procure não descuidar da alimentação enquanto bebe, para evitar o mal-estar e outros problemas.

 

Proteja-se do sol

 

A recomendação de evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas não é novidade, mas durante o Carnaval milhões de pessoas dispensam esse cuidado essencial. Se não quiser perder a programação durante o dia, é preciso proteger a pele. Vale até pensar em fantasia com chapéu para preservar o rosto e a cabeça, além de usar filtro solar com reposição a cada duas horas. Óculos escuros também ajudam ao proteger os olhos.


5 dicas para combinar trabalho e Carnaval

Garantir os dias de folga é o maior desejo de quem gosta de participar do Carnaval, mas e quando não é possível ficar totalmente livre das tarefas, e trabalhar nos dias da folia é inevitável? Seja porque a empresa onde você trabalha vai precisar se manter funcionando ou você é profissional freelancer, ou mesmo dono do seu negócio e não vai poder deixar algumas tarefas para depois do feriado, não significa que não vai poder aproveitar a festa. Veja as dicas e tenha tempo para trabalhar e se divertir:

 

 

1. Planeje e se organize

 

As escalas de trabalho nessas datas festivas costumam ser definidas com antecedência, e essa é uma grande vantagem a aproveitar. Se você já sabe o que vai precisar fazer e quantas horas estará dedicado ao trabalho, dá para montar uma agenda com todos os compromissos e ainda reservar o tempo disponível para descansar, além de encaixar a programação carnavalesca que pretende aproveitar. Perfeito, não? Mas para que tudo dê certo, é necessário cumprir o que for definido. Como sabemos que, ainda assim, os imprevistos podem surgir, é bom tomar um tempo para tentar antecipar algumas dessas situações e pensar em soluções, caso eles ocorram.

 

 

2. Adiante tudo o que for possível

 

Curtir o Carnaval, ou mesmo usar esse tempo para viajar, quando há compromissos de trabalho envolvidos requer algum sacrifício. Um deles pode ser reservar um tempo antes da festa para adiantar o que for possível. Vai ser um esforço extra, mas pense na vantagem de estar mais desocupado durante o feriado. E ainda é possível aproveitar esse contexto e entregar tarefas com antecedência, uma forma de ganhar pontos com a equipe de trabalho ou com os seus clientes.

 

 

3. Descanse o suficiente para trabalhar bem

 

Sim, taí uma coisa difícil durante o Carnaval, já que muita gente passa horas a fio na rua por dias seguidos e, apesar da diversão, o cansaço também vai te acompanhar. É aqui que você precisa ceder e levar em conta que será preciso passar menos tempo na folia, e dormir o mínimo necessário a fim de ter disposição na manhã seguinte para cumprir as tarefas de trabalho. Isso também pode significar mais restrições no consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos na rua. Passar mal pode colocar os seus planos a perder!

 

4. Seja realista e não se sobrecarregue

 

É claro que conciliar Carnaval, trabalho e descanso não será fácil. E está fora de cogitação reduzir a qualidade da sua produção. Portanto, o ideal é manter o foco no que previamente foi estabelecido como prioridade. De nada adianta ter uma lista de afazeres muito longa, já que o tempo disponível será reduzido e a sobrecarga vai causar um indesejável estresse. Vale refletir: se houver realmente muito trabalho inadiável a fazer durante os dias de Carnaval, melhor seria abrir mão da folia na rua. E, no caso de poder fazer o trabalho de maneira remota, considere a possibilidade de viajar, aproveitando para descansar e relaxar.

 

 

5. Aproveite a diversão e o trabalho!

 

Depois de ter tudo planejado, é hora de fazer acontecer. Busque disposição extra para trabalhar e relaxe nos momentos de folga. A diversão nas ruas, além de trazer alegria, pode ser um bom estímulo à criatividade e contribuir para resultados surpreendentes nas suas tarefas profissionais.


5 razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa

5 razões para implementar benefícios flexíveis

Exemplos de companhias que já adotaram os benefícios flexíveis não faltam. Desde grandes redes até empresas menores se beneficiam dessa solução, mas você sabe quais são as razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa?

No Brasil, a Ericsson, por exemplo, implantou um clube para as famílias dos funcionários. O Grupo Boticário, que tem 70% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres, oferece auxílio para babá, educação infantil e sala de apoio à amamentação.

São inúmeros os motivos para investir o quanto antes nos benefícios flexíveis, mas, a seguir, listamos o cinco principais:

 

  1. Alta satisfação dos funcionários

 

Essa ação estratégica dos RHs das empresas é responsável por grande parte da satisfação dos colaboradores. Em uma pesquisa conduzida por nós, da Bematize, com companhias de diversos setores, 85,71% delas afirmaram que atingiram a satisfação dos colaboradores com a flexibilização de benefícios.

Outro dado importante diz respeito à percepção dos benefícios pelo colaborador, resultado atingido por 71,43% das companhias, que também se fizeram perceber como inovadoras.

 

  1. Os custos para a empresa seguem iguais

 

Quando opta por implantar os benefícios flexíveis, uma empresa mantém seus custos fixos. E a boa notícia é que eles diminuem com os passar dos anos – exceto quando se decide aumentar o valor investido em benefícios.

Se bem administrados e geridos, os benefícios flexíveis só trazem ganhos a uma companhia. Eles vão desde uma percepção mais positiva dos profissionais até menor índice de turnover, o que gera economia e garante que talentos sejam retidos pela empresa.

 

  1. Pontuações derivadas de benefícios flexíveis elevam satisfação

 

Algumas empresas já adotaram os programas de pontuação dentro dos benefícios flexíveis do RH 4.0. Assim, cada benefício tem um valor em pontos e, quando acumula-se essa pontuação, o colaborador monta seu pacote.

A satisfação do profissional é elevada porque, alguém que tem um cônjuge que já receba auxílio-alimentação, por exemplo, pode direcionar esse recurso para outro benefício.

Segundo nosso estudo, publicado em 2018, para auxílios-alimentação e refeição, 69,23% das empresas permitem o intercâmbio de pontos entre todos os benefícios.

 

  1. O valor interno da empresa e a motivação dos funcionários só cresce

 

Uma companhia não é reconhecida apenas por seus resultados financeiros e abrangência de mercado. Grande parte do seu valor se deve à relação que possui com seus profissionais.

Os benefícios flexíveis são uma forma de mostrar cuidado e valorizar o funcionário e ajuda a criar um ambiente de motivação, colaboração e bons resultados. Assim, o valor interno do negócio fica muito maior e a retenção de talentos se acentua.

 

  1. A qualidade dos benefícios é um fator muito avaliado pelos candidatos

 

Se você deseja posicionar sua empresa como pioneira, inovadora e tecnológica, a adoção dos benefícios flexíveis é quase obrigatória. Isso porque candidatos avaliam a qualidade dessas vantagens oferecidas aos funcionários antes de se candidatarem a uma vaga de trabalho.

Como influenciam diretamente na satisfação geral de funcionários, especialmente os mais jovens, os benefícios flexíveis devem estar em sua lista de prioridades.

 

Precisa de ajuda para implementar benefícios flexíveis no seu negócio? Fale com a Bematize!

Somos especialistas nessa área e podemos cuidar de toda a estratégia, escolha, implantação e gestão dessas vantagens.


Saúde mental: uma questão de equilibrar demandas

O ritmo da vida urbana e as rotinas sociais e de trabalho são aspectos dos mais relevantes quando se tenta explicar o crescente número de pessoas atingidas por problemas na saúde mental. Muito se fala de doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, atraso mental, demências, transtorno obsessivo-compulsivo e da dependência de substâncias psicoativas, por exemplo. Essas questões –que historicamente foram envolvidas em muito preconceito e em tratamentos com eficácia duvidosa – hoje recebem atenção mais adequada, mas ainda existe muita desinformação.

 

O conceito de saúde mental é bastante amplo, o que já foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O entendimento geral é que se trata do bem-estar integral, o que tem a ver com a saúde física, mas também com as dimensões psíquica, social e espiritual.

 

Ou seja, é preciso estar bem fisicamente e tranquilo para enfrentar as dificuldades do cotidiano, além de conseguir exercitar os seus talentos e contribuir com a sociedade. O problema é que, embora sejam questões essenciais, é tudo o que se costuma negligenciar, e esse equívoco causa sofrimento.

 

A OMS estima que 10% da população mundial sofra algum distúrbio de saúde mental, sendo a depressão o mais frequente. Alguns momentos da vida ou situações específicas podem causar os problemas, a exemplo da adolescência e da chegada da velhice, além de questões como morte de familiares, desemprego e divórcio.

 

Para o tratamento das enfermidades, a exemplo da depressão, bipolaridade e esquizofrenia, a ciência oferece medicamentos e terapias eficientes, mas é preciso identificar a reconhecer os problemas a fim de buscar ajuda. Para que isso seja possível, atenção consigo mesmo é a regra. O bem-estar integral que está diretamente ligado à saúde mental pode ser alcançado com atenção a uma série de questões que cada um deve ser capaz de acompanhar constantemente. São elas o equilíbrio emocional; checkup médico; atividade física; sono; ingestão de água, frutas e verduras; hábito intestinal; vida sexual; cuidados pessoais; hobbies e distância dos vícios químicos.

 

Mas como sentir que tudo anda bem com a saúde mental? Os principais sinais são estar bem consigo mesmo e na relação com os demais, ter autoconfiança e boas expectativas sobre o futuro, além de ser capaz de lidar com as adversidades. Tudo isso pode não funcionar em algum momento da vida, por isso é tão importante estar atento a si mesmo.

 

A mente saudável é o que permite a realização pessoal e indica bom conhecimento do contexto em que se vive, aptidão para conviver em sociedade, independência, determinação e, talvez o mais importante, capacidade de adaptação às mudanças. Pessoas que desenvolvem a inteligência emocional e aprendem a lidar com emoções negativas e positivas costumam ter melhor saúde mental, e inclusive podem conseguir superar traumas passados e lidar com as próprias limitações, alcançando uma vida feliz.

 

Para uma boa saúde mental, evite o isolamento social, seja física e mentalmente ativo, mantenha laços de amizade, cuide da saúde física com checkups anuais, desenvolva a espiritualidade e tenha sempre interesses diversificados.


O seu trabalho pode estar abalando a sua saúde mental

Poucas coisas são tão nocivas à saúde mental quanto um trabalho que não traz realização e satisfação. Isso se deve, sobretudo, ao fato de que grande parte do tempo da vida adulta é passado no local de trabalho. Ansiedade, estresse e depressão são os problemas mais comuns e acabam tendo impacto na produtividade, ou seja, o ambiente é nocivo para a pessoa e, emocionalmente abalada, ela também vai deixar de dar o seu melhor, prejudicando o desempenho da empresa.

 

A Organização Mundial da Saúde já divulgou estudo que confirma essas consequências negativas de um ambiente de trabalho problemático e que estima em 1 trilhão de dólares o custo para a economia global da perda da produtividade em razão dos transtornos mentais. Também a OMS informou que tais transtornos serão a principal causa de incapacitação no mundo em 2030, e a depressão será a primeira causa de morbidade.

 

Embora os problemas emocionais estejam entre as causas mais comuns de faltas no trabalho, o assunto ainda não é abordado com naturalidade. Muita gente usa os termos “ansioso”, “bipolar” e “estressado”, por exemplo, de maneira depreciativa, para se referir a pessoas com as quais não compartilham valores ou pelas quais não nutrem simpatia. Além da manutenção dos tabus e preconceitos, não se considera que a maioria dessas doenças é tratável.

Mais do que a ausência de doenças, ter saúde mental significa gozar de bem-estar integral, com capacidade de desenvolver os talentos e habilidades, lidar com pressões da rotina e produzir a fim de contribuir com a comunidade e com a empresa. Acontece que, em muitos contextos profissionais, as pessoas se deparam com organizações que falham ao manter chefias autoritárias, cobranças crescentes por produtividade sem que haja a necessária comunicação e contrapartidas, além dos casos de assédio moral e bullying. Tudo isso é capaz de gerar doenças emocionais.

 

Sem contar a ameaça do desemprego, além dos problemas estruturais de empresas, a exemplo da ausência de recursos e de suporte para a realização das atividades. A ausência de políticas de saúde e segurança, problemas na comunicação entre gestores e equipes, falta de transparência nos processos decisórios, falta de apoio e de clareza sobre os objetivos da organização, jornadas de trabalho pouco flexíveis são outros aspectos nocivos. No entanto, cada vez mais empresas têm investido em programas de saúde que contemplam o bem-estar integral, além de haver maior atenção às questões de assédio, relações problemáticas e equívocos na gestão de pessoas.

 

Uma gestão atenta à qualidade do ambiente de trabalho pode desenvolver diversas iniciativas para contribuir com a saúde mental dos funcionários e, inclusive, acompanhar de perto momentos de instabilidade vividos pelas pessoas, com a possibilidade de ajudá-las a superar dificuldades, com respeito e confidencialidade. Desde a flexilidade da jornada de trabalho, o redesenho de funções e atividades, e políticas para a melhoria dos relacionamentos, até a orientação para terapias e auxílio profissional, dentro e fora da organização.


RH 4.0 e benefícios flexíveis: por que um está ligado ao outro

O termo “RH 4.0” pode causar estranheza a algumas pessoas, mas tem se tornado cada vez mais comum. Ele caminha lado a lado com a 4ª Revolução Industrial e prevê medidas  como automatização da área e foco estratégico em vez de operacional.

 

Diferentemente do RH tradicional, que cuidava apenas de contratações, pagamentos e recrutamento, o RH 4.0 assume uma posição-chave na empresa. Por isso mesmo, está diretamente ligado aos benefícios flexíveis, tendência nas companhias que prezam por seus talentos e querem o bem-estar dos profissionais.

 

Por que o RH 4.0 está ligado aos benefícios flexíveis?

 

Como o objetivo do RH da Era da Transformação Digital é atrair e reter profissionais qualificados, melhorar o clima organizacional e contribuir para a melhoria dos resultados da empresa, é fundamental entender o que o colaborador deseja.

 

Um dos fatores mais preponderantes no momento de um profissional optar por determinada empresa é a flexibilidade dos benefícios. Com a mudança nas necessidades dos colaboradores, é primordial ter diferenciais para tornar o seu negócio atraente. Benefícios flexíveis e mais qualidade de vida aos funcionários são, portanto, aspectos fundamentais.

 

Quais são as mudanças trazidas pelo RH 4.0

 

A mudança no perfil do colaborador é o principal desafio para o RH atual. Isso porque os profissionais estão mais exigentes em relação ao ambiente de trabalho e valorizam muito mais aspectos como qualidade de vida. Adaptar isso à rotina da companhia é um dos deveres do RH 4.0, mas como atrair talentos e fazer com que eles fiquem na empresa?

 

A resposta é com tecnologia e benefícios flexíveis. Isso porque a automação oferecida pelas soluções tecnológicas permite que os profissionais de RH se concentrem mais em atividades estratégicas, mantendo a produtividade e engajamento dos colaboradores.

 

Automatizar processos e contar com a tecnologia para otimizar tarefas que antes exigiam muito esforço dos profissionais de Recursos Humanos são outras medidas tomadas pelo RH 4.0. Exemplos de soluções são softwares para recrutamento, plataformas para desenvolvimentos de testes para os colaboradores e pesquisa de satisfação.

 

Além da flexibilidade dos benefícios, que podem ser adaptados de acordo com a necessidade e o desejo do colaborador, aspectos como o trabalho remoto (home office) e avaliação por produtividade em vez de presença são fortes tendências do RH moderno e um grande trunfo para reter talentos.

 

Quais são as vantagens dos benefícios flexíveis para o RH 4.0

 

Ao otimizar processos, reduzir erros e trabalhos manuais e contribuir para uma empresa mais competitiva, o RH 4.0 atua como uma área estratégica e fundamental para qualquer companhia. Quando adota os benefícios flexíveis, ele passa a ser mais bem visto pelos colaboradores, que ganham autonomia e se sentem mais valorizados.

 

Lembre-se de que ter o poder de montar uma carteira de benefícios personalizada é um grande fator de satisfação. Esse, inclusive, é um fator predominante nas pesquisas com profissionais que apontam o poder de escolha como um grande diferencial das empresas.

 

Com os benefícios flexíveis é possível melhorar indicadores do RH, tais como turnover e absenteísmo. Melhoria motivacional e organizacional são outras vantagens!


5 cuidados de que você esquece (mas não deveria) durante o verão

Todo mundo concorda que usar frequentemente o filtro solar e evitar expor-se ao sol nos horários de maior risco são as principais dicas para proteger a saúde durante o verão. A precaução é justificada pelos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), de que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos no Brasil. E que, para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 novos casos de câncer da pele não melanoma, sendo que os homens serão a maioria das vítimas (85.170 casos) em relação às mulheres (80.410 casos).

 

O dano do sol é a maior, mas não a única das preocupações de quem quer aproveitar a estação do calor. E pensando bem, esse período do ano pode ser uma boa oportunidade de adotar alguns hábitos, muitas vezes esquecidos, para levar a vida de forma mais saudável. Aqui vão cinco dicas que podem contribuir muito para a conquista de mais saúde e bem-estar:

 

 

  1. O sol é um risco, não só na praia

 

Pode ser uma dia normal de trabalho, e mesmo com tempo nublado, mas não se engane: o sol pode queimar a sua pele, mesmo entre nuvens e com maior quantidade de roupa. Por isso, evitar os horários de maior incidência solar, das 10h às 16h, vale para todos os dias do verão. E não é só isso: protetor solar é obrigatório, com fator de proteção de no mínimo 30 e reaplicado a cada três horas, recomendam os médicos, além de óculos de sol com proteção UV. Sem esses cuidados, alguns problemas incômodos podem aparecer: brotoeja, micoses, manchas, herpes labial e queimaduras solares são alguns deles, para os quais é preciso buscar auxílio médico.

 

 

  1. Cuidado, a desidratação é um processo silencioso

 

Entre uma e outra atividade, lembrar de beber água pode ser um desafio e, mesmo com as temperaturas mais altas, é comum não alcançar os dois litros de água recomendados para a ingestão diária. Para não desidratar, esse controle é importante, e não valem os líquidos açucarados. Evitar estar na rua no período de sol mais quente e preferir roupas leves são outras medidas necessárias. Vale lembrar que as bebidas alcoólicas provocam a perda de água pelo organismo. Estar em ambientes arejados também ajuda a manter a hidratação. E atenção para a limpeza de aparelhos de ar condicionado – nessa época bem mais utilizados e que podem propiciar o aumento de bactérias e vírus no ar e a redução da umidade, o que facilita o surgimento de rinite, bronquite e asma. O perigo da desidratação é maior em idosos e crianças, portanto muito cuidado com eles.

 

 

  1. Usar repelente evita algumas doenças comuns na estação

 

Usar repelente, seja em creme ou em formatos para ambientes, é outro hábito recomendável no verão, porque o período de chuvas faz aumentar o número de mosquitos e as chances de uma epidemia de dengue. A citronela é um repelente natural eficiente, e pode ser plantada no jardim de casa ou utilizada em forma de velas ou óleo essencial.

 

 

  1. No verão, a segurança alimentar é muito importante

 

Um dia na praia é um dos melhores programas no verão, mas esse longo período sob o sol pede cuidados redobrados com o cardápio. A começar pela tentação dos alimentos oferecidos por vendedores ambulantes, que podem ter problemas na qualidade, tanto por ficarem expostos ao sol por muitas horas quanto por erros no manuseio. E as consequências podem ser as cólicas abdominais, dor de cabeça, náuseas, enjoo, vômito, diarréia e desidratação. O ideal é pensar bem no que consumir e buscar levar de casa alimentos higienizados e leves, a exemplo de frutas da estação, sucos e saladas de verduras e legumes ricos em água, vitaminas, minerais e fibras. Assim, além de estar bem alimentado, você se mantém hidratado.

 

 

  1. A saúde dos olhos requer ainda mais atenção

 

Os raios ultravioletas também prejudicam a saúde dos olhos, que são bastante sensíveis, podendo inclusive sofrer queimaduras, e muitas vezes não recebem a atenção necessária durante o verão. Para a proteção, o uso de óculos escuros é recomendável. E não só isso: o sal do mar e a areia da praia também representam riscos de irritação e arranhões na córnea.


Silenciar, um desafio que pode mudar a sua vida

Dentro de cada um de nós estão todas as respostas que procuramos e a conexão com essa sabedoria interior é alcançada pela meditação, é o que prega há milênios a filosofia budista. Nas últimas décadas, cientistas em todo o mundo vêm estudando o tema, isolado do seu aspecto religioso, e confirmam os diversos benefícios das práticas meditativas. Como resultado, esses estudiosos propõem técnicas inspiradas nessa sabedoria milenar, e uma das mais difundidas é a do mindfulness, a atenção plena que, aplicada durante as rotinas de trabalho, pode aumentar a produtividade e diminuir o estresse.

O mindfulness é bem conhecido no Brasil, mas ainda pouco praticado nas empresas. As que estimulam a prática têm esse diferencial inserido em seus programas de bem-estar e benefícios. Em espaços físicos específicos durante o expediente, as pessoas são convidadas a sentar e relaxar por alguns minutos, procurando silenciar e observar os próprios pensamentos. Na prática, essas pausas trazem a atenção do praticante ao momento presente, reduzindo o barulho que a mente produz quando está ligada ao passado ou tentando projetar o futuro. É exatamente por isso que há o ganho do aumento do foco, e consequentemente da produtividade.

Foi o pesquisador Jon Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, que nos anos 1970 criou um programa de redução de estresse baseado na meditação mindfulness. De lá para cá, a quantidade de pesquisas e a literatura sobre o assunto só crescem, com repercussões nos estudos da neurociência e da inteligência emocional.

Não há como questionar os benefícios do mindfulness e técnicas afins, mas como qualquer prática, ela precisa ser adotada com disciplina e perseverança, igual a quando se decide fazer uma atividade esportiva ou uma reeducação alimentar. E ainda que o primeiro contato aconteça em ambiente de trabalho, é preciso levá-la para fora da empresa, para que passe a fazer parte do seu estilo de vida, uma iniciativa que muita gente vem tomando.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém que já vendeu 15 milhões de exemplares de seus livros em todo o mundo e desponta como um dos pensadores mais influentes da atualidade. O israelense de 42 anos declarou em entrevistas recentes que medita duas horas por dia e não tem smartphone. E é com essa forte conexão interior e declaradamente avesso ao contato virtual promovido pelas redes sociais que ele apresentou ao mundo em suas obras uma das mais apuradas visões sobre a humanidade e os impactos tecnológicos. Ele é o autor do best-seller Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM), publicado inicialmente em Israel em 2011 e traduzido para 45 idiomas, e lança agora o terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), onde reúne conteúdos de ensaios de sua autoria.

Silenciar enquanto prática que coloca a pessoa em contato consigo mesma é hoje o melhor significado e a mais inteligente utilização dessa palavra. A qualidade do que se vai comunicar nos momentos de extroversão, seja em reuniões de trabalho ou na vida pessoal, certamente será superior, com maior significado, propósito e impactos mais positivos sobre pessoas e circunstâncias. Vale a pena calar e pensar sobre isso.