Vacina

Vacinas: o que você precisa saber para se beneficiar dessa proteção

É muito comum que as pessoas associem a vacinação à infância. O calendário de imunização contra doenças nessa fase da vida é mesmo mais extenso, mas não termina por aí. Hoje, quando vem crescendo o movimento antivacina, com adeptos mundo afora, ganha força a conscientização sobre a importância de imunizar crianças e também adultos contra as doenças, e proteger o organismo de males dos quais ele não conseguiria se defender sozinho.

É certo portanto que crianças, adultos e idosos devem receber vacinas e que algumas são exclusivas para determinadas faixas etárias, além daquelas que devem ter doses de reforço ao longo dos anos, porque nem todas as vacinas têm validade para a vida inteira.

Hepatite B, HPV, pneumonia e tétano, por exemplo, são doenças que demandam imunização em adultos. No caso do tétano, por exemplo, a imunização tem de ser repetida a cada dez anos. Entre as vacinas que devem ser administradas na idade adulta, existem aquelas que têm a ver com uma demanda regional, a exemplo da que combate a febre amarela.

Veja como funcionam algumas das principais vacinas:

Tétano: Nos primeiros meses de vida, a criança recebe a vacina tríplice contra tétano, difteria e coqueluche. No caso dos adultos, existe uma forma especial chamada Dupla Tipo Adulto contra difteria e tétano. A quarta dose já é considerada reforço e deve ser repetida a cada 10 anos. Para os adultos que nunca foram imunizados, o ideal é tomar as três doses básicas e seguir com as de reforço ao longo do tempo. Se houver atraso ou esquecimento na tomada de alguma dose, não é necessário recomeçar o processo, pode-se continuar de onde parou.

Hepatite B: É uma vacina importante na fase da adolescência, mas as pessoas em qualquer idade devem estar imunizadas. O vírus tem transmissão fácil também por via sexual.

Rubéola: A doença é relativamente benigna, mas pode haver, no caso das mulheres infectadas, problemas graves para o feto, a exemplo de lesões cerebrais, cardíacas e oculares.

Gripe e pneumonia: Os idosos têm maior risco de complicações com a gripe, inclusive podem desenvolver pneumonia, portanto a vacina é especialmente recomendada para eles. Em razão da perda gradual do seu efeito e da mudança constante da composição da vacina, em razão das mutações virais, a imunização precisa acontecer anualmente. É importante saber que a gripe é uma doença que traz riscos de complicações e pode matar, diferente de um resfriado. Por isso a imunização é relevante. No caso da vacina contra pneumonia, é recomendada dose única, que deve ser reforçada cinco anos depois.

Febre amarela: A depender da região para onde a pessoa está viajando, vacinar-se contra a febre amarela é obrigatório. No Brasil, especialmente no Norte e na região Amazônica, a proteção é necessária, já que há maior exposição à picada do mosquito. A vacina só começa a proteger o organismo 10 dias depois da aplicação, que deve ser repetida a cada 10 anos.

Sarampo: Para imunizar-se contra o sarampo, são necessárias duas doses da vacina. A doença infectocontagiosa é grave, provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos causada por um vírus transmitido pelas secreções respiratórias. No Brasil, a doença estava erradicada até o ano passado, quando houve 10.326 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde. A erradicação só voltará a acontecer se 95% da população for vacinada. Todas as pessoas de 1 a 29 anos de idade devem tomar duas doses da vacina. Já os adultos entre 30 e 49 anos de idade devem receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral (SCR), que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. É contraindicada para crianças menores de seis meses de idade e gestantes. Em pessoas com imunossupressão, ou seja, com supressão das reações de imunidade do organismo, a tomada da vacina deve ser definida com o médico.

Fontes: Sociedade Brasileira de Infectologia e Ministério da Saúde.


Esclerose Multipla

Esclerose múltipla: tratamento pode aumentar intervalo entre crises

Mulheres jovens, com idades entre 20 e 30 anos, de cor clara e que vivem em regiões de clima temperado, são as mais vulneráveis a desenvolver a esclerose múltipla, com base em estudos epidemiológicos e genéticos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

A origem da doença pode ser genética ou ambiental, ou seja, estar relacionada a infecções virais e produtos tóxicos, por exemplo.

Ocorre uma inflamação crônica na qual o sistema imunológico da pessoa afetada agride a mielina que recobre os neurônios. Por essa razão, funções do sistema nervoso ficam comprometidas e, na prática, a pessoa passa por dificuldades motoras e sensitivas.

A esclerose múltipla é autoimune e os surtos são imprevisíveis. Como os primeiros sintomas da doença se manifestam de forma leve e passageira, o problema pode passar despercebido no começo.

De visão turva e dificuldade no controle da urina, os sintomas evoluem para visão dupla, formigamento nas pernas, desequilíbrio, perda visual, tremor, fraqueza, entre outros. Os surtos duram algumas semanas e acontecem em razão das crises inflamatórias, que provocam os sintomas.

O diagnóstico precoce é muito importante, já que a evolução da doença pode envolver a deterioração dos nervos, atrofia e perda de massa cerebral.

O tratamento, embora não seja capaz de evitar a evolução da doença, pode reduzir o tempo dos surtos e aumentar o intervalo entre eles.

Os corticosteroides, os imunossupressores e os imunomoduladores são os medicamentos mais utilizados. E para identificar a doença, a ressonância magnética, exames de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que envolve e protege o cérebro, são os mais eficientes no suporte ao diagnóstico.

Vida normal é possível

É justamente o diagnóstico precoce o que pode agilizar o início do tratamento e, assim, aumentar os períodos sem surtos, o que permite manter a qualidade de vida.

É fundamental que se mantenha uma rotina de exercícios físicos nos momentos fora das crises, e também contar com a ajuda da fisioterapia nos casos em que há comprometimento muscular.

Os sintomas da esclerose múltipla vêm e vão, e os pacientes precisam lidar com recidivas que acontecem a qualquer momento.

A depender da pessoa, os surtos voltam a acontecer mais de uma vez por ano ou depois de quatro, cinco anos. Tratada em estágio inicial, a doença costuma não deixar sequelas e pode haver remissão. No entanto, sucessivas recidivas ao longo dos anos podem deixar sequelas, a exemplo de limitações motoras.

Os sintomas iniciais não devem ser desprezados, ainda que passageiros. O ideal é procurar um neurologista para fazer uma investigação detalhada.

Fontes: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) e Ministério da Saúde.

 


alergia

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

As temperaturas baixas e o ar seco que caracterizam o inverno em grande parte do país são o alerta para quem sofre com as alergias, já que o ambiente é mais propício para a piora dos quados de asma, rinite alérgica e conjuntivite, por exemplo.

Mas o que piora a situação são alguns descuidos cometidos no ambiente de trabalho – alguns deles também valem para residências e interior dos veículos. São eles:

1. Deixar portas e janelas fechadas para manter o ambiente mais aquecido. Sem arejar, o interior das salas e escritórios tornam-se locais onde mais facilmente se proliferam vírus e bactérias.
2. Descuidar da higiene de tapetes e carpetes. Essas peças costumam acumular sujeiras e umidade, além de poeira, ácaro e bolores. É por isso que devem ser regularmente higienizadas. Procure saber quais são as rotinas de limpeza de tapetes e carpetes em sua empresa e, caso note algum descuido, vale fazer a gentileza de avisar aos responsáveis.

3. Negligência com a limpeza do ar-condicionado. Além de deixar o ar mais seco, esses aparelhos, sem a manutenção correta, podem facilitar a transmissão de vírus, fungos e bactérias. É preciso controlar a umidade do ambiente, e os umidificadores podem ajudar nos momentos mais críticos.

4. Manter contato com os agentes causadores das alergias, como poeira, ácaros e fumaça. Por isso a qualidade dos ambientes é tão importante, no trabalho e em casa. Além de estar sempre arejados, atenção para a limpeza de estofados, janelas e persianas, além das mesas, computadores e telefones.

5. Descuidar da hidratação. O ar frio e seco pede reforço na hidratação também durante o expediente de trabalho. A quantidade certa de água e a dieta saudável contribuem para fortalecer o sistema imunológico. O mesmo vale para a rotina da vida pessoal: é preciso manter a atividade física regular e a exposição ao sol nos horários indicados, a fim de estimular a produção de vitamina D.

Alergias oculares e na pele também são mais comuns no inverno e a prevenção se dá com os mesmos cuidados que evitam as alergias respiratórias. Portanto, mantenha distância da poeira, ácaro e mofo.


Abra os olhos para os cuidados com a visão

Com a presença cada vez maior dos tablets, smartphones e outros equipamentos eletrônicos na rotina das pessoas, nunca antes a visão foi tão exigida. Horas seguidas diante das telas podem prejudicar, e muito, a saúde dos olhos.

Reduzir o máximo possível a exposição a esses aparelhos é o mais recomendado, mas não só isso. Uma série de cuidados e hábitos podem ajudar a evitar doenças e melhorar a qualidade da visão.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia divulga que cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio na visão, na maioria dos casos, cegueira e deficiência visual, que poderiam ter sido evitados.
Além da moderação no uso dos eletrônicos, cuidados com a higiene e a alimentação estão na lista das melhores práticas. Veja quais são elas:

 1. Dedique tempo para lavar e evite coçar os olhos
O olhos e toda a região do entorno precisam ser higienizadas diariamente e com delicadeza. Remover as impurezas evita inflamações, previne alergias e conjuntivite. Dê atenção a esse momento, seja durante o banho ou ao lavar o rosto na pia. Coçar os olhos também pode trazer problemas. Isso porque as mãos sujas e a pressão sobre os olhos podem causar inflamação e lesões. Como se trata de um ato instintivo, é importante ter cuidado e procurar um oftalmologista caso a coceira persista. Já o hábito de piscar os olhos é positivo, uma vez que funciona lubrificando as córneas, evitando portanto o ressecamento e as irritações.
 
2. Limpar a maquiagem é a lei
 Deixar de retirar a maquiagem é um erro que pode provocar inflamação e alergias nos olhos. Remover produtos de beleza precisa ser um hábito regular, e dos mais importantes. Muito cuidado também com as condições das maquiagens, que devem ter qualidade e procedência comprovadas, de preferência sem conservantes e antialérgicas. O ideal é que o uso seja pessoal, ou seja, é melhor não usar produtos de outras pessoas. Higienizar esponjas, pinceis e escovas é o que evita contaminação por bactérias.

3. Lente de contato é coisa séria
As lentes de contato são um ótimo recurso, mas sem os cuidados de higiene podem causar problemas sérios aos olhos. Para a limpeza e o uso das lentes, deve-se seguir todas as recomendações do oftalmologista e as sugestões do fabricante, sobretudo obedecer o prazo de validade dos produtos e ser rigoroso na lavagem das mãos.

4. Cuidado com o açúcar
Uma dieta saudável repercute diretamente na saúde dos olhos, e é capaz de evitar catarata, cegueira noturna, síndrome do olho seco e degeneração macular, por exemplo. Portanto, só depende de cada um preferir alimentos ricos em nutrientes como ômega 3 e vitaminas A e C, manganês, luteína, cobre e zinco, entre outros. Na prática, tenha regularmente em seu cardápio frutas cítricas, pescados, milho, gema de ovo, espinafre e outros vegetais verde-escuros, frutas secas, cereais integrais, nozes etc.

Controlar a ingestão de açúcar é essencial porque o excesso de glicose no sangue também pode causar problemas à visão. O risco é maior para os portadores do diabetes, do tipo 1 ou 2, que podem desenvolver retinopatia diabética, doença que se manifesta pela visão embaçada e que pode gerar hemorragia interna e cegueira reversível.

5. Atividade física também faz bem para os olhos
Praticar exercícios regularmente favorece a saúde como um todo e também é benéfico aos olhos. Um motivo a mais para se exercitar com o esporte ou a atividade física de que mais goste.

6. Cigarro é um inimigo dos olhos
Alguns estudos mostram que o ato de fumar está associado a problemas como degeneração macular e catarata.

7. Consulta médica é indispensável
O ideal é visitar o oftalmologista uma vez ao ano ou quando perceber algum problema. Exames preventivos podem evitar a maioria das doenças oculares. Importante também não usar colírios ou outra medicação sem indicação médica e sempre proteger os olhos da luz solar usando óculos escuros.


Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Saúde do intestino tem mais a ver com o bem-estar do que você imagina

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surgiram 36.360 novos casos de câncer no intestino no ano passado no Brasil. Também conhecida como câncer colorretal, a doença que avança em homens e mulheres em proporções semelhantes preocupa autoridades da saúde e seu combate é tema da campanha Março Azul, que reforça a importância da prevenção.

Isso porque o câncer colorretal pode ser evitado com a mudança de hábitos e também é tratável, se detectado precocemente. Existe um perfil mais propenso ao desenvolvimento da doença, e tem a ver com a idade e os hábitos alimentares. Pessoas acima dos 50 anos, com excesso de peso e com alimentação pobre em produtos naturais como frutas, legumes, vegetais, cereais e outras fibras, e que ingerem embutidos além de carne vermelha em excesso estão sob maior risco.

Evitar que a má alimentação acabe gerando doença é algo possível com a adoção de comportamentos saudáveis, que também passam por uma rotina de atividades físicas e controle do peso, atitudes que, comprovadamente, são benéficas e estão ligadas à redução dos riscos da doença. O mesmo vale para o tabagismo e o alcoolismo, que aumentam a propensão ao câncer.

Outros fatores são o histórico pessoal de pólipos ou câncer colorretal, além de doença inflamatória intestinal, a exemplo da colite ulcerativa e da doença de Crohn. A história da doença na família também aumenta as chances, sobretudo se ocorreu em um ou mais parentes de primeiro grau. Nesses casos, é importante obter orientação médica sobre a possibilidade de realizar uma investigação genética, a fim de saber se existe alguma síndrome hereditária na família, como síndrome de Lynch ou a polipose adenomatosa familiar.

Em todo caso, o ideal é prevenir a doença realizando exames regulares para a detecção precoce da doença, o que é recomendado a partir dos 45 anos de idade. O desenvolvimento do câncer colorretal é lento desde que as primeiras células anormais começam a formar pólipos e até que o câncer se estabeleça. Por esta razão, os exames preventivos podem evitar que a doença surja.

 

Neurônios no intestino

A saúde do intestino tem relevância ainda maior quando sabemos quais são as suas funções em nosso organismo. Para começar, as células que formam o intestino são iguais às que constituem o cérebro, os neurônios. É no intestino que se produz 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar do organismo. O intestino tem autonomia em seu funcionamento, ou seja, independe dos comandos cerebrais para produzir outras dezenas de transmissores que promovem a comunicação entre as estruturas do corpo, além de liberar substâncias digestivas e produzir os movimentos para expulsão do bolo fecal.

Outro aspecto essencial é a presença da microbiota, ou flora intestinal. São cerca de 100 trilhões de bactérias que auxiliam na digestão dos alimentos, além de proteger o corpo das infecções. Dá pra perceber o quanto o intestino é importante para a saúde, não é mesmo? Portanto, foco na prevenção.


Caia na folia, mas proteja a saúde

Nem só de fantasia, maquiagem e confetes se faz o Carnaval. Para que a festa seja tudo o que se espera dela, é preciso dar atenção a alguns aspectos que têm a ver com a saúde e o bem-estar. A alimentação correta, o descanso e a prevenção de doenças são cuidados que, além de preservar o corpo dos desgastes durante a folia, vão contribuir com a saúde e a disposição pelos próximos meses.

 

Cuide da alimentação e ganhe energia extra

 

Sabe aquela orientação dos nutricionistas de que alimentos gordurosos não são boas escolhas para quem faz atividade física e que, por tornarem a digestão mais difícil, podem causar mal-estar? Pois é, vale a mesma regra para quem vai passar horas na folia. Antes de sair para a maratona nas ruas, faça uma refeição saudável e rica em carboidratos para ter energia.

Não esqueça de comer a cada três horas e, mesmo que seja um desafio se alimentar bem fora de casa, escolha o que vai te manter nutrido de forma leve, como sanduíches, sucos, frutas e barras de cereais.

Além da comida, e não menos importante, é a hidratação. Sobretudo porque a festa acontece no verão, é essencial garantir a ingestão diária de dois a três litros de líquidos, e não vale colocar cerveja e refrigerantes nessa conta. Além da água, prefira suco de frutas e água de coco, por exemplo. Essa alimentação saudável deve ser mantida, inclusive, depois do Carnaval, para ajudar a desintoxicar o organismo.

 

Descansar é preciso

 

Passar as madrugadas acordado é o mais comum no Carnaval. Certo, mas não esqueça de que o corpo precisa de sono, de forma ideal, de seis a oito horas por dia. Procure dormir até mais tarde e tirar cochilos durante o dia sempre que possível. Caso exija muito do corpo e não tenha o devido descanso, os dias seguintes serão de exaustão, o que pode deixar o organismo mais vulnerável às doenças.

 

Proteja-se das doenças

 

Sejam as sexualmente transmissíveis (DSTs), ou aquelas que se adquirem por falta de higiene em alimentos, são muitas as doenças que podem surgir caso não sejam tomados os cuidados necessários.

No caso das DSTs, o uso de preservativos em todas as relações sexuais é o que pode garantir a proteção. Aids, sífilis, herpes e gonorreia são algumas delas, e vale lembrar que não existem grupos de risco específicos, já que pessoas de quaisquer perfis estão vulneráveis. As hepatites B e C também estão na lista das DSTs e o contato com o sangue e a secreção de pessoas contaminadas é a principal forma de contágio e transmissão de hepatite B, doença para a qual existe vacina, que pode ser obtida em postos de saúde.

Algumas doenças virais podem ser transmitidas através do beijo. É o caso da mononucleose infecciosa, que pode causar febre, vômitos, dor muscular, dor de garganta e aumento do baço e do fígado, além do herpes labial, que se manifesta nas bolhinhas avermelhadas na mucosa da boca. Tais vírus podem ser reativados no organismo caso haja queda da imunidade, em razão do estresse, por exemplo. Nesses casos, será necessário refazer o tratamento com medicação.

Vale ressaltar que conhecer todos os riscos não deve causar pânico ou impedir a diversão. A informação é essencial e vai permitir aproveitar a festa com segurança.

 

Evite álcool em excesso

 

Além de fazer mal à saúde, as bebidas alcoólicas causam desidratação e, em excesso, podem levar a situações bem desagradáveis e perigosas, devido à embriaguez. Assim, conheça e respeite os seus limites, mantenha-se hidratado e procure não descuidar da alimentação enquanto bebe, para evitar o mal-estar e outros problemas.

 

Proteja-se do sol

 

A recomendação de evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas não é novidade, mas durante o Carnaval milhões de pessoas dispensam esse cuidado essencial. Se não quiser perder a programação durante o dia, é preciso proteger a pele. Vale até pensar em fantasia com chapéu para preservar o rosto e a cabeça, além de usar filtro solar com reposição a cada duas horas. Óculos escuros também ajudam ao proteger os olhos.


5 dicas para combinar trabalho e Carnaval

Garantir os dias de folga é o maior desejo de quem gosta de participar do Carnaval, mas e quando não é possível ficar totalmente livre das tarefas, e trabalhar nos dias da folia é inevitável? Seja porque a empresa onde você trabalha vai precisar se manter funcionando ou você é profissional freelancer, ou mesmo dono do seu negócio e não vai poder deixar algumas tarefas para depois do feriado, não significa que não vai poder aproveitar a festa. Veja as dicas e tenha tempo para trabalhar e se divertir:

 

 

1. Planeje e se organize

 

As escalas de trabalho nessas datas festivas costumam ser definidas com antecedência, e essa é uma grande vantagem a aproveitar. Se você já sabe o que vai precisar fazer e quantas horas estará dedicado ao trabalho, dá para montar uma agenda com todos os compromissos e ainda reservar o tempo disponível para descansar, além de encaixar a programação carnavalesca que pretende aproveitar. Perfeito, não? Mas para que tudo dê certo, é necessário cumprir o que for definido. Como sabemos que, ainda assim, os imprevistos podem surgir, é bom tomar um tempo para tentar antecipar algumas dessas situações e pensar em soluções, caso eles ocorram.

 

 

2. Adiante tudo o que for possível

 

Curtir o Carnaval, ou mesmo usar esse tempo para viajar, quando há compromissos de trabalho envolvidos requer algum sacrifício. Um deles pode ser reservar um tempo antes da festa para adiantar o que for possível. Vai ser um esforço extra, mas pense na vantagem de estar mais desocupado durante o feriado. E ainda é possível aproveitar esse contexto e entregar tarefas com antecedência, uma forma de ganhar pontos com a equipe de trabalho ou com os seus clientes.

 

 

3. Descanse o suficiente para trabalhar bem

 

Sim, taí uma coisa difícil durante o Carnaval, já que muita gente passa horas a fio na rua por dias seguidos e, apesar da diversão, o cansaço também vai te acompanhar. É aqui que você precisa ceder e levar em conta que será preciso passar menos tempo na folia, e dormir o mínimo necessário a fim de ter disposição na manhã seguinte para cumprir as tarefas de trabalho. Isso também pode significar mais restrições no consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos na rua. Passar mal pode colocar os seus planos a perder!

 

4. Seja realista e não se sobrecarregue

 

É claro que conciliar Carnaval, trabalho e descanso não será fácil. E está fora de cogitação reduzir a qualidade da sua produção. Portanto, o ideal é manter o foco no que previamente foi estabelecido como prioridade. De nada adianta ter uma lista de afazeres muito longa, já que o tempo disponível será reduzido e a sobrecarga vai causar um indesejável estresse. Vale refletir: se houver realmente muito trabalho inadiável a fazer durante os dias de Carnaval, melhor seria abrir mão da folia na rua. E, no caso de poder fazer o trabalho de maneira remota, considere a possibilidade de viajar, aproveitando para descansar e relaxar.

 

 

5. Aproveite a diversão e o trabalho!

 

Depois de ter tudo planejado, é hora de fazer acontecer. Busque disposição extra para trabalhar e relaxe nos momentos de folga. A diversão nas ruas, além de trazer alegria, pode ser um bom estímulo à criatividade e contribuir para resultados surpreendentes nas suas tarefas profissionais.


5 razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa

5 razões para implementar benefícios flexíveis

Exemplos de companhias que já adotaram os benefícios flexíveis não faltam. Desde grandes redes até empresas menores se beneficiam dessa solução, mas você sabe quais são as razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa?

No Brasil, a Ericsson, por exemplo, implantou um clube para as famílias dos funcionários. O Grupo Boticário, que tem 70% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres, oferece auxílio para babá, educação infantil e sala de apoio à amamentação.

São inúmeros os motivos para investir o quanto antes nos benefícios flexíveis, mas, a seguir, listamos o cinco principais:

 

  1. Alta satisfação dos funcionários

 

Essa ação estratégica dos RHs das empresas é responsável por grande parte da satisfação dos colaboradores. Em uma pesquisa conduzida por nós, da Bematize, com companhias de diversos setores, 85,71% delas afirmaram que atingiram a satisfação dos colaboradores com a flexibilização de benefícios.

Outro dado importante diz respeito à percepção dos benefícios pelo colaborador, resultado atingido por 71,43% das companhias, que também se fizeram perceber como inovadoras.

 

  1. Os custos para a empresa seguem iguais

 

Quando opta por implantar os benefícios flexíveis, uma empresa mantém seus custos fixos. E a boa notícia é que eles diminuem com os passar dos anos – exceto quando se decide aumentar o valor investido em benefícios.

Se bem administrados e geridos, os benefícios flexíveis só trazem ganhos a uma companhia. Eles vão desde uma percepção mais positiva dos profissionais até menor índice de turnover, o que gera economia e garante que talentos sejam retidos pela empresa.

 

  1. Pontuações derivadas de benefícios flexíveis elevam satisfação

 

Algumas empresas já adotaram os programas de pontuação dentro dos benefícios flexíveis do RH 4.0. Assim, cada benefício tem um valor em pontos e, quando acumula-se essa pontuação, o colaborador monta seu pacote.

A satisfação do profissional é elevada porque, alguém que tem um cônjuge que já receba auxílio-alimentação, por exemplo, pode direcionar esse recurso para outro benefício.

Segundo nosso estudo, publicado em 2018, para auxílios-alimentação e refeição, 69,23% das empresas permitem o intercâmbio de pontos entre todos os benefícios.

 

  1. O valor interno da empresa e a motivação dos funcionários só cresce

 

Uma companhia não é reconhecida apenas por seus resultados financeiros e abrangência de mercado. Grande parte do seu valor se deve à relação que possui com seus profissionais.

Os benefícios flexíveis são uma forma de mostrar cuidado e valorizar o funcionário e ajuda a criar um ambiente de motivação, colaboração e bons resultados. Assim, o valor interno do negócio fica muito maior e a retenção de talentos se acentua.

 

  1. A qualidade dos benefícios é um fator muito avaliado pelos candidatos

 

Se você deseja posicionar sua empresa como pioneira, inovadora e tecnológica, a adoção dos benefícios flexíveis é quase obrigatória. Isso porque candidatos avaliam a qualidade dessas vantagens oferecidas aos funcionários antes de se candidatarem a uma vaga de trabalho.

Como influenciam diretamente na satisfação geral de funcionários, especialmente os mais jovens, os benefícios flexíveis devem estar em sua lista de prioridades.

 

Precisa de ajuda para implementar benefícios flexíveis no seu negócio? Fale com a Bematize!

Somos especialistas nessa área e podemos cuidar de toda a estratégia, escolha, implantação e gestão dessas vantagens.


Saúde mental: uma questão de equilibrar demandas

O ritmo da vida urbana e as rotinas sociais e de trabalho são aspectos dos mais relevantes quando se tenta explicar o crescente número de pessoas atingidas por problemas na saúde mental. Muito se fala de doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, atraso mental, demências, transtorno obsessivo-compulsivo e da dependência de substâncias psicoativas, por exemplo. Essas questões –que historicamente foram envolvidas em muito preconceito e em tratamentos com eficácia duvidosa – hoje recebem atenção mais adequada, mas ainda existe muita desinformação.

 

O conceito de saúde mental é bastante amplo, o que já foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O entendimento geral é que se trata do bem-estar integral, o que tem a ver com a saúde física, mas também com as dimensões psíquica, social e espiritual.

 

Ou seja, é preciso estar bem fisicamente e tranquilo para enfrentar as dificuldades do cotidiano, além de conseguir exercitar os seus talentos e contribuir com a sociedade. O problema é que, embora sejam questões essenciais, é tudo o que se costuma negligenciar, e esse equívoco causa sofrimento.

 

A OMS estima que 10% da população mundial sofra algum distúrbio de saúde mental, sendo a depressão o mais frequente. Alguns momentos da vida ou situações específicas podem causar os problemas, a exemplo da adolescência e da chegada da velhice, além de questões como morte de familiares, desemprego e divórcio.

 

Para o tratamento das enfermidades, a exemplo da depressão, bipolaridade e esquizofrenia, a ciência oferece medicamentos e terapias eficientes, mas é preciso identificar a reconhecer os problemas a fim de buscar ajuda. Para que isso seja possível, atenção consigo mesmo é a regra. O bem-estar integral que está diretamente ligado à saúde mental pode ser alcançado com atenção a uma série de questões que cada um deve ser capaz de acompanhar constantemente. São elas o equilíbrio emocional; checkup médico; atividade física; sono; ingestão de água, frutas e verduras; hábito intestinal; vida sexual; cuidados pessoais; hobbies e distância dos vícios químicos.

 

Mas como sentir que tudo anda bem com a saúde mental? Os principais sinais são estar bem consigo mesmo e na relação com os demais, ter autoconfiança e boas expectativas sobre o futuro, além de ser capaz de lidar com as adversidades. Tudo isso pode não funcionar em algum momento da vida, por isso é tão importante estar atento a si mesmo.

 

A mente saudável é o que permite a realização pessoal e indica bom conhecimento do contexto em que se vive, aptidão para conviver em sociedade, independência, determinação e, talvez o mais importante, capacidade de adaptação às mudanças. Pessoas que desenvolvem a inteligência emocional e aprendem a lidar com emoções negativas e positivas costumam ter melhor saúde mental, e inclusive podem conseguir superar traumas passados e lidar com as próprias limitações, alcançando uma vida feliz.

 

Para uma boa saúde mental, evite o isolamento social, seja física e mentalmente ativo, mantenha laços de amizade, cuide da saúde física com checkups anuais, desenvolva a espiritualidade e tenha sempre interesses diversificados.