No Carnaval, só se exceda em alegria

Vem chegando o Carnaval e quem gosta da festa fica empolgado para escolher as fantasias e definir a agenda da folia. Mas será que as providências para a proteger a saúde também são prioridades nessa preparação?

Um dos principais cuidados, o uso de preservativos (masculinos ou femininos) para prevenir a aids e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ainda não é um hábito da maioria da população, apesar das campanhas de conscientização.

Embora 94% das pessoas em idade sexualmente ativa reconheçam a importância da camisinha como forma de prevenção, 45% delas não usaram preservativo nas relações sexuais casuais no período analisado pela Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), publicada em 2016 pelo Ministério da Saúde.

No contexto do Carnaval, o excesso no consumo de bebida alcoólica pode contribuir com a negligência no uso da camisinha durante as relações sexuais, inclusive durante o sexo oral, o que pode provocar a contaminação não só pelo vírus da AIDS, como herpes, sífilis, hepatites B e C, gonorreia, tricomoníase, candidíase, entre outros problemas.

Abusar do álcool também torna as pessoas mais vulneráveis à ações violentas, por exemplo. Portanto, o uso moderado de bebidas é o principal cuidado recomendado por especialistas aos foliões.

Existem outros comportamentos que oferecem risco de contágio de doenças infecciosas, especialmente no Carnaval. Um deles é o contato com vasos sanitários de locais públicos. No meio da festa, muitas vezes é impossível evitar usar esses locais, mas não dá para esquecer de não entrar em contato com os assentos dos sanitários e de lavar as mãos antes e depois da ida ao banheiro.

Também é arriscado o compartilhamento de roupas e objetos, a exemplo de copos e talheres, algo comum quando grupos de amigos convivem em uma mesma casa, por exemplo. O perigo no caso de copos e talheres é o contato com saliva, o mesmo que ocorre durante o beijo, já que pode acontecer a transmissão de herpes labial, gengivite, HPV, candidíase, mononucleose etc.

Pule fora das gripes

O Carnaval traz ainda mais um alerta: é preciso se prevenir contra as gripes e infecções respiratórias, comuns durante e logo depois da festa. Esse ano há uma preocupação a mais: o surgimento do novo coronavírus na China.

Ainda não existe vacina contra o coronavírus e, embora nenhum caso da doença tenha sido identificado no Brasil até o momento, é preciso manter os cuidados de higiene ao espirrar, tossir ou assoar o nariz, além de lavar as mãos após usar o banheiro e antes das refeições.

Se perceber os primeiros sintomas de resfriado, o melhor a fazer é manter-se tranquilo e procurar atendimento médico.

Testes e tratamento

O sexo seguro, com uso de preservativos, é a principal estratégia de prevenção do HIV, mas existem outras, uma delas é a realização de testes regulares para identificar a doença.

Além disso, como depois do contato sexual o HIV pode levar até 72 horas para atravessar a superfície dos genitais, vencer as defesas do organismo e infectar a pessoa, é possível fazer a profilaxia pós-exposição, com uso de remédios que podem bloquear a infecção. Os medicamentos são os mesmos indicados para tratar os portadores do vírus da aids e, para a profilaxia, devem ser tomados durante 28 dias e até 72 horas depois da relação sexual desprotegida.

Em todas as regiões do país existem Serviços Ambulatoriais de Atenção Especializada em HIV e Aids (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os endereços estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Preservar a saúde durante o carnaval requer ainda outros cuidados, já que a festa acontece durante o verão, com altas temperaturas, o comum consumo de alimentos na rua, longas horas de exposição ao sol ou chuva. Pegue essas dicas, cuide-se e divirta-se!

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde


Saúde mental: como anda a sua?

Fatores externos – o trânsito, a relação com colegas de trabalho, a economia do país, problemas de infraestrutura urbana – interferem cotidianamente na vida de todo mundo, e muitas vezes a solução não depende só de nós. Também somos atingidos pela própria subjetividade – os pensamentos, sentimentos, emoções –, e aí que surgem algumas dificuldades, já que muita gente não dá a importância devida. A boa notícia é que manter a mente sã é algo que depende de cada um, e o melhor, traz repercussões muito positivas em outras áreas da vida.

Entre os problemas que podem comprometer a saúde mental, estão os que atingem as pessoas mais especificamente e em certas etapas da vida, a exemplo da demência senil, da dislexia e do autismo. Outros distúrbios são provocados pelas imposições do cotidiano, especialmente o estresse e a ansiedade.

É possível evitar o adoecimento mental, prevenir sofrimentos e relações tóxicas, além de curar traumas. Embora cada pessoa possa buscar a sua forma de fortalecer a mente, existem duas principais soluções nesse caminho: o autoconhecimento e o suporte profissional e multidisciplinar.

Ser emocionalmente saudável requer dedicação e consciência, e é tão importante que deveria fazer parte das definições de ano-novo, como propõe a campanha #janeirobranco. Na hora de refletir sobre os desejos e objetivos, por que não pensar sobre a saúde mental, e o quanto ela está ligada ao bem-estar e ao sucesso?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo; e a doença tinge pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais. A falta de informação, a vergonha e o preconceito histórico sobre o assunto tornam mais difícil lidar com a questão.

Por outro lado, com coragem e um pouco de atenção aos sinais emitidos pelo corpo quando algo não vai bem com a mente, é possível se dar conta do problema e, assim, buscar solução. Alguns dos sinais podem ser a agressividade, irritação, isolamento, problemas com a memória e a concentração, pessimismo, baixa autoestima, além de sintomas físicos como dor de cabeça, dores musculares, pressão alta, cansaço e distúrbios digestivos.

Aqui vai a receita para uma mente sã com os sete ingredientes abaixo. Você pode personalizar a sua, incluindo outros e ajustando as doses, para que o equilíbrio se traduza em harmonia:

1. Alimentação saudável: faz bem para a mente, tanto quanto para o corpo. Para fazer as melhores escolhas alimentares e perseverar, é preciso estar consciente, ler bastante a respeito e, se preciso, procurar ajuda especializada.

2. Bons amigos: conviver com pessoas com as quais se tem afinidade, consideração e respeito é uma das mais ricas experiências de uma vida. Cuide-se contra as relações tóxicas e abusivas. Quanto maior o autoconhecimento, melhores amizades teremos e menores os riscos de se envolver em relacionamentos destrutivos.

3. Espiritualidade: são diversos os caminhos da evolução espiritual, e cada pessoa tem a sua forma de compreender e se conectar com o sagrado. Este é um aspecto bastante relevante da vida, que pode se realizar de muitas formas, a exemplo da meditação, leituras e práticas religiosas.

4. Atividades físicas: não vale ser um praticante eventual. As doses de atividade física precisam ser constantes e equilibradas, ou seja, os que abusam dos exercícios por motivação estética também podem ser prejudicados, inclusive na saúde mental.

5. Autoconhecimento: conhecer-se é essencial para viver bem. O caminho do autoconhecimento é bastante particular, mas a psicoterapia e algumas práticas como a meditação e leituras trazem muitos benefícios. Quem se conhece está mais bem preparado para enfrentar os desafios da vida e prevenir situações que podem gerar problemas como a síndrome de burnout, o esgotamento profissional.

6. Meio ambiente: é importante reservar um tempo na rotina para estar em contato com a natureza, seja em parques, praias, florestas. São momentos excelentes para meditar, refletir, reequilibrar-se e dar vazão às boas decisões e à criatividade.

7. Arte: a expressão artística, ainda que de forma amadora, tem um grande poder transformador na vida das pessoas. Dança, canto, artes plásticas, entre outras práticas, são fontes de autoconhecimento, realização e alegria.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria e Organização Mundial da Saúde


Burnout: quando o trabalho abala a saúde mental

Entre os diversos distúrbios psíquicos, a síndrome de burnout tem relação direta com o ambiente de trabalho. A pessoa atingida fica em estado de tensão e estresse, um esgotamento profissional que pode acontecer quando a atividade desempenhada exige a relação interpessoal mais intensa e direta. Você percebeu algo familiar na afirmação anterior? É isso, as profissões que envolvem contato direto com públicos diversos são as mais atingidas, o que inclui o profissional de RH, além de professores e policiais, por exemplo.

Essa realidade mostra o quão desafiadoras são essas atividades. Na rotina de uma pessoa com a síndrome de burnout, resultado de condições de trabalho desgastantes, podem ocorrer ausências, dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade e baixa autoestima. Outros problemas podem surgir, entre eles pressão alta, insônia, dor de cabeça e cansaço.

A Campanha Janeiro Branco foi criada para convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental, sua manutenção e a prevenção das doenças. O início do ano é um período propício para refletir sobre a própria vida, as crenças, emoções e pensamentos, algo que termina por influenciar o comportamento e, dessa maneira, o rumo dos acontecimentos. Existe um claro benefício em pensar sobre o sentido e o propósito da própria vida, sobre o autoconhecimento e como estão os relacionamentos interpessoais.

Para diagnosticar o burnout, o especialista, seja psicoterapeuta ou psiquiatra, levanta o histórico profissional do paciente e pode prescrever tratamento com psicoterapia e antidepressivos. Mudanças no estilo de vida serão necessárias, e envolvem uma rotina com mais tempo para si, com momentos de relaxamento e atividade física regular.

Já para prevenir o surgimento da síndrome de burnout, um estilo de vida que traga mais equilíbrio entre o trabalho e o descanso também é essencial. Desconsiderar o problema pode agravar a situação, portanto vale a pena avaliar as próprias condições de trabalho, se estão prejudicando a saúde física e mental, interferindo na qualidade de vida.

Se existe prejuízo, o ideal é repensar e promover transformações, inclusive propondo uma nova dinâmica de trabalho. A ansiedade e a depressão que podem atingir a pessoa nessas circunstâncias devem ser tratadas com ajuda profissional, evitando escapar do problema com artifícios como o consumo excessivo de álcool, por exemplo.

No ritmo acelerado da vida, as pessoas podem não perceber logo que estão desenvolvendo o distúrbio, e por essa razão é importante poder contar com o apoio dos colegas e familiares. Se alguém demonstra estresse excessivo, mudanças no comportamento e agressividade no trabalho, pode estar precisando de ajuda. Abordar o assunto requer tranquilidade e acolhimento, o que pode ser feito com ajuda profissional especializada.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria


Câncer de pele: atenção aos sinais

Câncer de pele nunca é uma boa notícia, mas existe um dado positivo: quando descoberto no início, tem 90% de chances de cura. Esse é então o melhor argumento para convencer as pessoas a se prevenir e a buscar o diagnóstico precoce.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia entendem que é possível reduzir a incidência de câncer de pele e a mortalidade por meio de campanhas de conscientização como a do #dezembrolaranja. Nesse contexto, uma das informações mais relevantes é que o principal fator de risco é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares, por isso é relevante saber como tomar sol corretamente.

O principal a fazer é usar diariamente o protetor solar, com fator de proteção 15 ou 30 e reaplicações em intervalos de duas a três horas; evitar a exposição direta aos raios solares nos horários de maior incidência, entre as 10h e 16h; manter boa hidratação; usar óculos de sol com proteção UV, chapéus ou bonés.

O câncer de pele costuma se manifestar em uma pinta, mancha ou como uma ferida que não cicatriza. Observar alteração na pele por meio do autoexame é uma iniciativa importante, mas o ideal é também consultar o médico regularmente ou sempre que houver uma suspeita.

Os tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, com grandes chances de cura se diagnosticados e tratados precocemente. O terceiro tipo é o melanoma, o mais agressivo e potencialmente letal.

Informações relevantes

Um aspecto importante e que precisa ser mais considerado é que os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que, com o passar dos anos, quanto mais frequente e intensa tiver sido a exposição ao sol, mais chances de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Estudos científicos recentes vêm revelando que os raios UVA estão ligados ao surgimento do melanoma, além do envelhecimento precoce da pele. Os raios UVA incidem durante todo o dia e penetram na pele mais profundamente.

Conhecer o seu tipo de pele ajuda muito na definição dos cuidados ideais e, portanto, na prevenção do câncer. Pode-se descobrir o tipo de pele na consulta ao dermatologista, que também pode ajudar a definir um limite tolerável de exposição ao sol. Quanto menor a produção do pigmento melanina, uma proteção natural do organismo contra os raios ultravioletas, mais vulnerável será a pele aos danos causados pelo sol.

O diagnóstico precoce do câncer de pele é feito com a avaliação das lesões iniciais, pelo dermatologista no consultório ou por meio de exames como a dermatoscopia, que mostra aspectos da mancha ou da pinta suspeita não visíveis a olho nu.

Em regra, para reconhecer um melanoma maligno, é preciso que a mancha ou pinta tenha pelo menos três dessas características: seja assimétrica, tenha bordas irregulares, coloração variável e diâmetro maior do que 6mm.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Livre-se do estresse e evite a psoríase

Uma vida equilibrada, com controle do estresse, é uma forma concreta de evitar muitas doenças. Esse benefício é real no caso da psoríase, doença crônica que atinge a pele, causando lesões avermelhadas e que descamam, uma situação bastante incômoda para os pacientes, com prejuízos inclusive na vida social.

Os cotovelos, os joelhos e o couro cabeludo são as áreas onde as placas surgem mais facilmente. Embora não tenha cura, a psoríase não é contagiosa. Na maioria das vezes aparece antes dos 30 e após os 50 anos de idade, sendo que também pode surgir em crianças.

Como é cíclica, ou seja, os sintomas surgem e desaparecem várias vezes, o desafio no tratamento é, além de tratar as lesões, cuidar para que demorem o máximo possível em reaparecer. Esse acompanhamento constante vai demandar idas regulares ao dermatologista, que vai identificar o tipo de psoríase, já que existem vários deles, e prescrever o tratamento mais adequado.

Ainda não se conhece ao certo todas as causas da doença, mas ela é relacionada a problemas no sistema imunológico, questões genéticas e interações com o meio ambiente. O mais difícil para os pacientes é que, embora não seja contagiosa, ou seja, não é necessário o afastamento social, ele pode acontecer muitas vezes em razão do constrangimento pela aparência das lesões. Essa reserva, somada ao quadro emocional delicado causado pelo estresse, forma um contexto difícil de lidar e, dessa forma, a ajuda de outros profissionais, a exemplo de psicólogos, pode trazer benefícios ao tratamento.

Depende muito de você evitar que a psoríase reapareça

Para além da genética e do estresse, outros fatores influenciam na piora do quadro: o consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, excesso de peso, o frio e o uso de alguns tipos de medicamentos, como corticoides, anti-inflamatórios e o lítio.

O que se pode fazer?

• Mantenha a pele bem hidratada;
• Tome sol, mas com filtro solar;
• Cuide da sua saúde emocional e encontre soluções para evitar o estresse, seja acompanhamento psicológico, meditação, atividades físicas ou outras atividades relaxantes;
• Procure manter as suas atividades sociais mesmo se estiver com as lesões na pele. Deixe claro do que se trata e que não há risco de contágio. Nunca abra mão do respeito, da dignidade e da boa convivência. Seu estado emocional vai se equilibrar e a saúde agradece;
• Visite regularmente o dermatologista.

Sol e alimentação saudável

O sol, quem diria, é um aliado para amenizar os sintomas da psoríase. Basta que a exposição aconteça nos horários recomendados e com proteção adequada.

A alimentação também pode fazer bem e ajudar a combater a inflamação. Comidas ricas em ômega 3, a exemplo de peixes, azeite e nozes, e outras com propriedades anti-inflamatórias devem fazer parte do cardápio.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Reumatismo: você precisa saber do que se trata

Para começar, o reumatismo não é uma única doença, mas mais de 200 delas, e que atingem cartilagens e articulações, músculos e tendões. Isso mesmo. E não acontece somente idosos, mas em crianças e adultos jovens também.

Problemas na locomoção, dores e deformidades nas articulações e cartilagens são alertas para procurar um reumatologista, que pode identificar o tipo de reumatismo e indicar o tratamento que trará mais benefícios.

A artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico, a febre reumática e a esclerodermia são algumas das doenças reumáticas mais comuns.

No caso da febre reumática, as crianças são as mais afetadas; o lúpus eritematoso sistêmico ocorre na maioria das vezes em meninas durante a adolescência, momento das transformações hormonais. Nos idosos, predominam a artrite reumatoide e a artrose.

Enquanto a artrose provoca alterações nas cartilagens e deformações nas articulações ao longo dos anos, a artrite reumatoide é uma inflamação que pode causar pequenas deformidades nas mãos.

No caso da febre reumática, ela atinge o coração das crianças. Trata-se de uma infecção causada pela bactéria estreptococo, que se instala na garganta e é combatida pelo sistema imunológico, o mesmo que também, nessa ocasião, acaba agredindo tecidos cardíacos.

Em todos os casos, conviver com o reumatismo não é fácil, e o suporte familiar é muito importante, como em outras doenças, a exemplo do Mal de Alzheimer.

Como a dor provocada pelo reumatismo é parecida com o que se sente quando se machuca uma articulação por excesso de exercícios, por exemplo, é preciso saber diferenciar as duas. Ou seja, se existe dor, mas não houve trauma, procure analisar se não se trata de uma enfermidade reumática.

Qual o papel do frio?

O tempo frio pode ser especialmente desconfortável para quem sofre com artrite reumatoide e artrose. Isso acontece porque a temperatura mais baixa faz com que a musculatura fique mais rígida, o que dificulta alongar-se e provoca mais dor. O frio também dificulta a circulação sanguínea, outro quadro que pode afetar os portadores dessas doenças reumáticas.

Para aliviar as dores, o ideal praticar atividades físicas que promovam o alongamento dos músculos, mesmo que isso pareça causar mais dor. A ajuda de um profissional especializado vai permitir que o paciente se exercite sem causar impactos nas regiões afetadas pelo reumatismo. Outro recurso para fortalecer a musculatura no fio é a hidroterapia em água quente, que usa movimentos de fisioterapia dentro da piscina, além da hidroginástica.

O tratamento das enfermidades reumáticas por meio de medicações deve ser criterioso e acompanhado pelo especialista. Automedicação e desrespeito às prescrições do médico podem causar sérias repercussões à saúde do paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia


Você conhece o seu estresse?

Tudo bem viver um momento de estresse, já que ele é uma resposta natural do organismo para que se possa sobreviver a uma situação desafiadora. O estresse só se tornou um problema porque, hoje, sucessivos estímulos estressantes tornaram o problema crônico, o que traz diversas repercussões negativas para o organismo.

Trânsito congestionado, contas a pagar, dívidas, desemprego, pressão no ambiente de trabalho e o temor da violência são algumas situações que costumam colocar as pessoas em permanente tensão, uma condição que, fisiologicamente, envolve a liberação no sangue de substâncias como a adrenalina, além da elevação dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, uma preparação do corpo para que a pessoa possa a fugir ou enfrentar um desafio.

Esse constante estado de estresse vai, claramente, trazer consequências negativas para a saúde, com prejuízos para os sistemas cardiovascular e imunológico. O corpo dá alguns sinais, a exemplo da sensação de cansaço constante, dores musculares, alterações na pele, falta de disposição, alterações  no humor e insônia.

Para combater o estresse, a principal solução é aprender a administrar os problemas do cotidiano. Esse aprendizado não é uma tarefa fácil, e muitas vezes requer ajuda profissional, de um terapeuta ou psiquiatra. O mais importante é não minimizar a situação e buscar os benefícios tratamento o quanto antes.

A reação aos desafios cotidianos é algo muito particular – depende da genética, do temperamento e da personalidade de cada um–, já que uma situação que preocupa muito uma pessoa pode parecer tranquila para outra. Assim, o autoconhecimento é essencial para saber qual a melhor estratégia a fim de resolver os próprios problemas.

Na prática, você não vai se livrar do estresse, mas pode aprender a lidar com ele. Ver o lado positivo de cada contexto é uma forma de contornar situações estressantes, encontrar uma saída para o problema e evitar que neurotransmissores como a adrenalina prejudiquem o organismo.

E como prevenir o estresse?
1. Exercícios físicos ajudam a neutralizar a ação dos neurotransmissores liberados no estresse, já que estimulam a produção de endorfina, o hormônio que proporciona bem-estar. Para isso, é necessário estar em atividade física por mais de 20 minutos.
2. Identificar a causa do estresse para poder afastá-la ou criar estratégias para resolvê-la.
3. Ter rotina regular de sono e descanso.
4. Praticar hobbies como artesanato, esportes, música, entre outros.
5. Buscar ajuda especializada caso note os primeiros sintomas e nunca automedicar-se.

Fonte: Organização Mundial da Saúde


Suporte familiar é essencial para lidar com o Alzheimer

Doença degenerativa que causa a perda progressiva de células neurais, o Mal de Alzheimer é um tipo de demência que prejudica a memória, o pensamento e o comportamento.

Os sintomas vão surgindo devagar e, ainda sem cura, é possível retardar o avanço da doença com medicamentos. À medida que vai progredindo, o Mal de Alzheimer tem três estágios, e em todos eles o apoio dos cuidadores é decisivo.

Desde o momento da aceitação da doença e da definição sobre os tratamentos, até a criação de rotinas para preservar a segurança e o bem-estar do paciente, o importante é que todos os envolvidos contribuam para buscar alternativas.

Na fase mais avançada, o paciente pode precisar de ajuda para fazer as atividades mais simples, como se alimentar e tomar banho. E em todas os momentos a comunicação com o doente e a manifestação do afeto serão imprescindíveis.

A família deve estar atenta à evolução da doença, ou seja, acompanhar o comprometimento da memória, as mudanças de comportamento e as dificuldades nas atividades cotidianas. A perda da memória é um dos aspectos mais relevantes do Alzheimer e esquecer fatos ou informações, recentes ou antigos, pode angustiar, agitar ou confundir a pessoa.

Medicação e práticas físicas como pilates e fisioterapia têm benefícios comprovados na melhoria da qualidade de vida do paciente. Além do contato social, que pode ajudar a preservar as funções cerebrais das áreas ainda não atingidas pela doença, ou seja, preservar a reserva cognitiva e tornar o declínio mais lento.

Uma medida acertada é criar a rotina baseada nos gostos, habilidades e preferências da pessoa, para que seja naturalmente agradável e favoreça a manutenção do bom humor, ainda que com o avanço da doença o paciente perca a conexão com suas próprias características.

O diálogo e a união entre os familiares para os cuidados com o paciente de Alzheimer são as principais formas de tornar essa fase da vida o mais confortável possível, assim como acontece com os portadores da esclerose múltipla. Em todos os casos, o amor e o afeto permanecem.

O que pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer?
1. Praticar atividades físicas regulares.
2. Não fumar.
3. Controlar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue.

Como manter a rotina do paciente mais confortável e segura?
1. Enquanto for possível, manter as atividades normais e a independência.
2. Criar uma rotina e acompanhar a pessoa na realização das suas tarefas. Manter o paciente envolvido com as atividades, dentro e fora de casa, incluindo cuidados pessoais, alimentação, passeios, fisioterapia, viagens.
3. Usar recursos de segurança, como a identificação do nome e endereço do paciente em pulseira ou outro adereço. Isso porque um dos sintomas da doença é a perda da memória recente.
4. Manter a alimentação saudável, descartar bebidas alcoólicas e fumo.
5. Estimular o convívio social e familiar do paciente.
6. Manter hábitos como a leitura de livros e jornais, cuidados com a casa, artesanato, entretenimento com filmes ou programas de televisão etc.

Fontes: Organização Mundial da Saúde e Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).


Vacina

Vacinas: o que você precisa saber para se beneficiar dessa proteção

É muito comum que as pessoas associem a vacinação à infância. O calendário de imunização contra doenças nessa fase da vida é mesmo mais extenso, mas não termina por aí. Hoje, quando vem crescendo o movimento antivacina, com adeptos mundo afora, ganha força a conscientização sobre a importância de imunizar crianças e também adultos contra as doenças, e proteger o organismo de males dos quais ele não conseguiria se defender sozinho.

É certo portanto que crianças, adultos e idosos devem receber vacinas e que algumas são exclusivas para determinadas faixas etárias, além daquelas que devem ter doses de reforço ao longo dos anos, porque nem todas as vacinas têm validade para a vida inteira.

Hepatite B, HPV, pneumonia e tétano, por exemplo, são doenças que demandam imunização em adultos. No caso do tétano, por exemplo, a imunização tem de ser repetida a cada dez anos. Entre as vacinas que devem ser administradas na idade adulta, existem aquelas que têm a ver com uma demanda regional, a exemplo da que combate a febre amarela.

Veja como funcionam algumas das principais vacinas:

Tétano: Nos primeiros meses de vida, a criança recebe a vacina tríplice contra tétano, difteria e coqueluche. No caso dos adultos, existe uma forma especial chamada Dupla Tipo Adulto contra difteria e tétano. A quarta dose já é considerada reforço e deve ser repetida a cada 10 anos. Para os adultos que nunca foram imunizados, o ideal é tomar as três doses básicas e seguir com as de reforço ao longo do tempo. Se houver atraso ou esquecimento na tomada de alguma dose, não é necessário recomeçar o processo, pode-se continuar de onde parou.

Hepatite B: É uma vacina importante na fase da adolescência, mas as pessoas em qualquer idade devem estar imunizadas. O vírus tem transmissão fácil também por via sexual.

Rubéola: A doença é relativamente benigna, mas pode haver, no caso das mulheres infectadas, problemas graves para o feto, a exemplo de lesões cerebrais, cardíacas e oculares.

Gripe e pneumonia: Os idosos têm maior risco de complicações com a gripe, inclusive podem desenvolver pneumonia, portanto a vacina é especialmente recomendada para eles. Em razão da perda gradual do seu efeito e da mudança constante da composição da vacina, em razão das mutações virais, a imunização precisa acontecer anualmente. É importante saber que a gripe é uma doença que traz riscos de complicações e pode matar, diferente de um resfriado. Por isso a imunização é relevante. No caso da vacina contra pneumonia, é recomendada dose única, que deve ser reforçada cinco anos depois.

Febre amarela: A depender da região para onde a pessoa está viajando, vacinar-se contra a febre amarela é obrigatório. No Brasil, especialmente no Norte e na região Amazônica, a proteção é necessária, já que há maior exposição à picada do mosquito. A vacina só começa a proteger o organismo 10 dias depois da aplicação, que deve ser repetida a cada 10 anos.

Sarampo: Para imunizar-se contra o sarampo, são necessárias duas doses da vacina. A doença infectocontagiosa é grave, provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos causada por um vírus transmitido pelas secreções respiratórias. No Brasil, a doença estava erradicada até o ano passado, quando houve 10.326 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde. A erradicação só voltará a acontecer se 95% da população for vacinada. Todas as pessoas de 1 a 29 anos de idade devem tomar duas doses da vacina. Já os adultos entre 30 e 49 anos de idade devem receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral (SCR), que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. É contraindicada para crianças menores de seis meses de idade e gestantes. Em pessoas com imunossupressão, ou seja, com supressão das reações de imunidade do organismo, a tomada da vacina deve ser definida com o médico.

Fontes: Sociedade Brasileira de Infectologia e Ministério da Saúde.


Esclerose Multipla

Esclerose múltipla: tratamento pode aumentar intervalo entre crises

Mulheres jovens, com idades entre 20 e 30 anos, de cor clara e que vivem em regiões de clima temperado, são as mais vulneráveis a desenvolver a esclerose múltipla, com base em estudos epidemiológicos e genéticos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

A origem da doença pode ser genética ou ambiental, ou seja, estar relacionada a infecções virais e produtos tóxicos, por exemplo.

Ocorre uma inflamação crônica na qual o sistema imunológico da pessoa afetada agride a mielina que recobre os neurônios. Por essa razão, funções do sistema nervoso ficam comprometidas e, na prática, a pessoa passa por dificuldades motoras e sensitivas.

A esclerose múltipla é autoimune e os surtos são imprevisíveis. Como os primeiros sintomas da doença se manifestam de forma leve e passageira, o problema pode passar despercebido no começo.

De visão turva e dificuldade no controle da urina, os sintomas evoluem para visão dupla, formigamento nas pernas, desequilíbrio, perda visual, tremor, fraqueza, entre outros. Os surtos duram algumas semanas e acontecem em razão das crises inflamatórias, que provocam os sintomas.

O diagnóstico precoce é muito importante, já que a evolução da doença pode envolver a deterioração dos nervos, atrofia e perda de massa cerebral.

O tratamento, embora não seja capaz de evitar a evolução da doença, pode reduzir o tempo dos surtos e aumentar o intervalo entre eles.

Os corticosteroides, os imunossupressores e os imunomoduladores são os medicamentos mais utilizados. E para identificar a doença, a ressonância magnética, exames de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que envolve e protege o cérebro, são os mais eficientes no suporte ao diagnóstico.

Vida normal é possível

É justamente o diagnóstico precoce o que pode agilizar o início do tratamento e, assim, aumentar os períodos sem surtos, o que permite manter a qualidade de vida.

É fundamental que se mantenha uma rotina de exercícios físicos nos momentos fora das crises, e também contar com a ajuda da fisioterapia nos casos em que há comprometimento muscular.

Os sintomas da esclerose múltipla vêm e vão, e os pacientes precisam lidar com recidivas que acontecem a qualquer momento.

A depender da pessoa, os surtos voltam a acontecer mais de uma vez por ano ou depois de quatro, cinco anos. Tratada em estágio inicial, a doença costuma não deixar sequelas e pode haver remissão. No entanto, sucessivas recidivas ao longo dos anos podem deixar sequelas, a exemplo de limitações motoras.

Os sintomas iniciais não devem ser desprezados, ainda que passageiros. O ideal é procurar um neurologista para fazer uma investigação detalhada.

Fontes: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) e Ministério da Saúde.