Livre-se do estresse e evite a psoríase

Uma vida equilibrada, com controle do estresse, é uma forma concreta de evitar muitas doenças. Esse benefício é real no caso da psoríase, doença crônica que atinge a pele, causando lesões avermelhadas e que descamam, uma situação bastante incômoda para os pacientes, com prejuízos inclusive na vida social.

Os cotovelos, os joelhos e o couro cabeludo são as áreas onde as placas surgem mais facilmente. Embora não tenha cura, a psoríase não é contagiosa. Na maioria das vezes aparece antes dos 30 e após os 50 anos de idade, sendo que também pode surgir em crianças.

Como é cíclica, ou seja, os sintomas surgem e desaparecem várias vezes, o desafio no tratamento é, além de tratar as lesões, cuidar para que demorem o máximo possível em reaparecer. Esse acompanhamento constante vai demandar idas regulares ao dermatologista, que vai identificar o tipo de psoríase, já que existem vários deles, e prescrever o tratamento mais adequado.

Ainda não se conhece ao certo todas as causas da doença, mas ela é relacionada a problemas no sistema imunológico, questões genéticas e interações com o meio ambiente. O mais difícil para os pacientes é que, embora não seja contagiosa, ou seja, não é necessário o afastamento social, ele pode acontecer muitas vezes em razão do constrangimento pela aparência das lesões. Essa reserva, somada ao quadro emocional delicado causado pelo estresse, forma um contexto difícil de lidar e, dessa forma, a ajuda de outros profissionais, a exemplo de psicólogos, pode trazer benefícios ao tratamento.

Depende muito de você evitar que a psoríase reapareça

Para além da genética e do estresse, outros fatores influenciam na piora do quadro: o consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, excesso de peso, o frio e o uso de alguns tipos de medicamentos, como corticoides, anti-inflamatórios e o lítio.

O que se pode fazer?

• Mantenha a pele bem hidratada;
• Tome sol, mas com filtro solar;
• Cuide da sua saúde emocional e encontre soluções para evitar o estresse, seja acompanhamento psicológico, meditação, atividades físicas ou outras atividades relaxantes;
• Procure manter as suas atividades sociais mesmo se estiver com as lesões na pele. Deixe claro do que se trata e que não há risco de contágio. Nunca abra mão do respeito, da dignidade e da boa convivência. Seu estado emocional vai se equilibrar e a saúde agradece;
• Visite regularmente o dermatologista.

Sol e alimentação saudável

O sol, quem diria, é um aliado para amenizar os sintomas da psoríase. Basta que a exposição aconteça nos horários recomendados e com proteção adequada.

A alimentação também pode fazer bem e ajudar a combater a inflamação. Comidas ricas em ômega 3, a exemplo de peixes, azeite e nozes, e outras com propriedades anti-inflamatórias devem fazer parte do cardápio.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Reumatismo: você precisa saber do que se trata

Para começar, o reumatismo não é uma única doença, mas mais de 200 delas, e que atingem cartilagens e articulações, músculos e tendões. Isso mesmo. E não acontece somente idosos, mas em crianças e adultos jovens também.

Problemas na locomoção, dores e deformidades nas articulações e cartilagens são alertas para procurar um reumatologista, que pode identificar o tipo de reumatismo e indicar o tratamento que trará mais benefícios.

A artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico, a febre reumática e a esclerodermia são algumas das doenças reumáticas mais comuns.

No caso da febre reumática, as crianças são as mais afetadas; o lúpus eritematoso sistêmico ocorre na maioria das vezes em meninas durante a adolescência, momento das transformações hormonais. Nos idosos, predominam a artrite reumatoide e a artrose.

Enquanto a artrose provoca alterações nas cartilagens e deformações nas articulações ao longo dos anos, a artrite reumatoide é uma inflamação que pode causar pequenas deformidades nas mãos.

No caso da febre reumática, ela atinge o coração das crianças. Trata-se de uma infecção causada pela bactéria estreptococo, que se instala na garganta e é combatida pelo sistema imunológico, o mesmo que também, nessa ocasião, acaba agredindo tecidos cardíacos.

Em todos os casos, conviver com o reumatismo não é fácil, e o suporte familiar é muito importante, como em outras doenças, a exemplo do Mal de Alzheimer.

Como a dor provocada pelo reumatismo é parecida com o que se sente quando se machuca uma articulação por excesso de exercícios, por exemplo, é preciso saber diferenciar as duas. Ou seja, se existe dor, mas não houve trauma, procure analisar se não se trata de uma enfermidade reumática.

Qual o papel do frio?

O tempo frio pode ser especialmente desconfortável para quem sofre com artrite reumatoide e artrose. Isso acontece porque a temperatura mais baixa faz com que a musculatura fique mais rígida, o que dificulta alongar-se e provoca mais dor. O frio também dificulta a circulação sanguínea, outro quadro que pode afetar os portadores dessas doenças reumáticas.

Para aliviar as dores, o ideal praticar atividades físicas que promovam o alongamento dos músculos, mesmo que isso pareça causar mais dor. A ajuda de um profissional especializado vai permitir que o paciente se exercite sem causar impactos nas regiões afetadas pelo reumatismo. Outro recurso para fortalecer a musculatura no fio é a hidroterapia em água quente, que usa movimentos de fisioterapia dentro da piscina, além da hidroginástica.

O tratamento das enfermidades reumáticas por meio de medicações deve ser criterioso e acompanhado pelo especialista. Automedicação e desrespeito às prescrições do médico podem causar sérias repercussões à saúde do paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia


Você conhece o seu estresse?

Tudo bem viver um momento de estresse, já que ele é uma resposta natural do organismo para que se possa sobreviver a uma situação desafiadora. O estresse só se tornou um problema porque, hoje, sucessivos estímulos estressantes tornaram o problema crônico, o que traz diversas repercussões negativas para o organismo.

Trânsito congestionado, contas a pagar, dívidas, desemprego, pressão no ambiente de trabalho e o temor da violência são algumas situações que costumam colocar as pessoas em permanente tensão, uma condição que, fisiologicamente, envolve a liberação no sangue de substâncias como a adrenalina, além da elevação dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, uma preparação do corpo para que a pessoa possa a fugir ou enfrentar um desafio.

Esse constante estado de estresse vai, claramente, trazer consequências negativas para a saúde, com prejuízos para os sistemas cardiovascular e imunológico. O corpo dá alguns sinais, a exemplo da sensação de cansaço constante, dores musculares, alterações na pele, falta de disposição, alterações  no humor e insônia.

Para combater o estresse, a principal solução é aprender a administrar os problemas do cotidiano. Esse aprendizado não é uma tarefa fácil, e muitas vezes requer ajuda profissional, de um terapeuta ou psiquiatra. O mais importante é não minimizar a situação e buscar os benefícios tratamento o quanto antes.

A reação aos desafios cotidianos é algo muito particular – depende da genética, do temperamento e da personalidade de cada um–, já que uma situação que preocupa muito uma pessoa pode parecer tranquila para outra. Assim, o autoconhecimento é essencial para saber qual a melhor estratégia a fim de resolver os próprios problemas.

Na prática, você não vai se livrar do estresse, mas pode aprender a lidar com ele. Ver o lado positivo de cada contexto é uma forma de contornar situações estressantes, encontrar uma saída para o problema e evitar que neurotransmissores como a adrenalina prejudiquem o organismo.

E como prevenir o estresse?
1. Exercícios físicos ajudam a neutralizar a ação dos neurotransmissores liberados no estresse, já que estimulam a produção de endorfina, o hormônio que proporciona bem-estar. Para isso, é necessário estar em atividade física por mais de 20 minutos.
2. Identificar a causa do estresse para poder afastá-la ou criar estratégias para resolvê-la.
3. Ter rotina regular de sono e descanso.
4. Praticar hobbies como artesanato, esportes, música, entre outros.
5. Buscar ajuda especializada caso note os primeiros sintomas e nunca automedicar-se.

Fonte: Organização Mundial da Saúde


Suporte familiar é essencial para lidar com o Alzheimer

Doença degenerativa que causa a perda progressiva de células neurais, o Mal de Alzheimer é um tipo de demência que prejudica a memória, o pensamento e o comportamento.

Os sintomas vão surgindo devagar e, ainda sem cura, é possível retardar o avanço da doença com medicamentos. À medida que vai progredindo, o Mal de Alzheimer tem três estágios, e em todos eles o apoio dos cuidadores é decisivo.

Desde o momento da aceitação da doença e da definição sobre os tratamentos, até a criação de rotinas para preservar a segurança e o bem-estar do paciente, o importante é que todos os envolvidos contribuam para buscar alternativas.

Na fase mais avançada, o paciente pode precisar de ajuda para fazer as atividades mais simples, como se alimentar e tomar banho. E em todas os momentos a comunicação com o doente e a manifestação do afeto serão imprescindíveis.

A família deve estar atenta à evolução da doença, ou seja, acompanhar o comprometimento da memória, as mudanças de comportamento e as dificuldades nas atividades cotidianas. A perda da memória é um dos aspectos mais relevantes do Alzheimer e esquecer fatos ou informações, recentes ou antigos, pode angustiar, agitar ou confundir a pessoa.

Medicação e práticas físicas como pilates e fisioterapia têm benefícios comprovados na melhoria da qualidade de vida do paciente. Além do contato social, que pode ajudar a preservar as funções cerebrais das áreas ainda não atingidas pela doença, ou seja, preservar a reserva cognitiva e tornar o declínio mais lento.

Uma medida acertada é criar a rotina baseada nos gostos, habilidades e preferências da pessoa, para que seja naturalmente agradável e favoreça a manutenção do bom humor, ainda que com o avanço da doença o paciente perca a conexão com suas próprias características.

O diálogo e a união entre os familiares para os cuidados com o paciente de Alzheimer são as principais formas de tornar essa fase da vida o mais confortável possível, assim como acontece com os portadores da esclerose múltipla. Em todos os casos, o amor e o afeto permanecem.

O que pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer?
1. Praticar atividades físicas regulares.
2. Não fumar.
3. Controlar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue.

Como manter a rotina do paciente mais confortável e segura?
1. Enquanto for possível, manter as atividades normais e a independência.
2. Criar uma rotina e acompanhar a pessoa na realização das suas tarefas. Manter o paciente envolvido com as atividades, dentro e fora de casa, incluindo cuidados pessoais, alimentação, passeios, fisioterapia, viagens.
3. Usar recursos de segurança, como a identificação do nome e endereço do paciente em pulseira ou outro adereço. Isso porque um dos sintomas da doença é a perda da memória recente.
4. Manter a alimentação saudável, descartar bebidas alcoólicas e fumo.
5. Estimular o convívio social e familiar do paciente.
6. Manter hábitos como a leitura de livros e jornais, cuidados com a casa, artesanato, entretenimento com filmes ou programas de televisão etc.

Fontes: Organização Mundial da Saúde e Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).


Vacina

Vacinas: o que você precisa saber para se beneficiar dessa proteção

É muito comum que as pessoas associem a vacinação à infância. O calendário de imunização contra doenças nessa fase da vida é mesmo mais extenso, mas não termina por aí. Hoje, quando vem crescendo o movimento antivacina, com adeptos mundo afora, ganha força a conscientização sobre a importância de imunizar crianças e também adultos contra as doenças, e proteger o organismo de males dos quais ele não conseguiria se defender sozinho.

É certo portanto que crianças, adultos e idosos devem receber vacinas e que algumas são exclusivas para determinadas faixas etárias, além daquelas que devem ter doses de reforço ao longo dos anos, porque nem todas as vacinas têm validade para a vida inteira.

Hepatite B, HPV, pneumonia e tétano, por exemplo, são doenças que demandam imunização em adultos. No caso do tétano, por exemplo, a imunização tem de ser repetida a cada dez anos. Entre as vacinas que devem ser administradas na idade adulta, existem aquelas que têm a ver com uma demanda regional, a exemplo da que combate a febre amarela.

Veja como funcionam algumas das principais vacinas:

Tétano: Nos primeiros meses de vida, a criança recebe a vacina tríplice contra tétano, difteria e coqueluche. No caso dos adultos, existe uma forma especial chamada Dupla Tipo Adulto contra difteria e tétano. A quarta dose já é considerada reforço e deve ser repetida a cada 10 anos. Para os adultos que nunca foram imunizados, o ideal é tomar as três doses básicas e seguir com as de reforço ao longo do tempo. Se houver atraso ou esquecimento na tomada de alguma dose, não é necessário recomeçar o processo, pode-se continuar de onde parou.

Hepatite B: É uma vacina importante na fase da adolescência, mas as pessoas em qualquer idade devem estar imunizadas. O vírus tem transmissão fácil também por via sexual.

Rubéola: A doença é relativamente benigna, mas pode haver, no caso das mulheres infectadas, problemas graves para o feto, a exemplo de lesões cerebrais, cardíacas e oculares.

Gripe e pneumonia: Os idosos têm maior risco de complicações com a gripe, inclusive podem desenvolver pneumonia, portanto a vacina é especialmente recomendada para eles. Em razão da perda gradual do seu efeito e da mudança constante da composição da vacina, em razão das mutações virais, a imunização precisa acontecer anualmente. É importante saber que a gripe é uma doença que traz riscos de complicações e pode matar, diferente de um resfriado. Por isso a imunização é relevante. No caso da vacina contra pneumonia, é recomendada dose única, que deve ser reforçada cinco anos depois.

Febre amarela: A depender da região para onde a pessoa está viajando, vacinar-se contra a febre amarela é obrigatório. No Brasil, especialmente no Norte e na região Amazônica, a proteção é necessária, já que há maior exposição à picada do mosquito. A vacina só começa a proteger o organismo 10 dias depois da aplicação, que deve ser repetida a cada 10 anos.

Sarampo: Para imunizar-se contra o sarampo, são necessárias duas doses da vacina. A doença infectocontagiosa é grave, provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos causada por um vírus transmitido pelas secreções respiratórias. No Brasil, a doença estava erradicada até o ano passado, quando houve 10.326 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde. A erradicação só voltará a acontecer se 95% da população for vacinada. Todas as pessoas de 1 a 29 anos de idade devem tomar duas doses da vacina. Já os adultos entre 30 e 49 anos de idade devem receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral (SCR), que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. É contraindicada para crianças menores de seis meses de idade e gestantes. Em pessoas com imunossupressão, ou seja, com supressão das reações de imunidade do organismo, a tomada da vacina deve ser definida com o médico.

Fontes: Sociedade Brasileira de Infectologia e Ministério da Saúde.


Esclerose Multipla

Esclerose múltipla: tratamento pode aumentar intervalo entre crises

Mulheres jovens, com idades entre 20 e 30 anos, de cor clara e que vivem em regiões de clima temperado, são as mais vulneráveis a desenvolver a esclerose múltipla, com base em estudos epidemiológicos e genéticos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

A origem da doença pode ser genética ou ambiental, ou seja, estar relacionada a infecções virais e produtos tóxicos, por exemplo.

Ocorre uma inflamação crônica na qual o sistema imunológico da pessoa afetada agride a mielina que recobre os neurônios. Por essa razão, funções do sistema nervoso ficam comprometidas e, na prática, a pessoa passa por dificuldades motoras e sensitivas.

A esclerose múltipla é autoimune e os surtos são imprevisíveis. Como os primeiros sintomas da doença se manifestam de forma leve e passageira, o problema pode passar despercebido no começo.

De visão turva e dificuldade no controle da urina, os sintomas evoluem para visão dupla, formigamento nas pernas, desequilíbrio, perda visual, tremor, fraqueza, entre outros. Os surtos duram algumas semanas e acontecem em razão das crises inflamatórias, que provocam os sintomas.

O diagnóstico precoce é muito importante, já que a evolução da doença pode envolver a deterioração dos nervos, atrofia e perda de massa cerebral.

O tratamento, embora não seja capaz de evitar a evolução da doença, pode reduzir o tempo dos surtos e aumentar o intervalo entre eles.

Os corticosteroides, os imunossupressores e os imunomoduladores são os medicamentos mais utilizados. E para identificar a doença, a ressonância magnética, exames de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que envolve e protege o cérebro, são os mais eficientes no suporte ao diagnóstico.

Vida normal é possível

É justamente o diagnóstico precoce o que pode agilizar o início do tratamento e, assim, aumentar os períodos sem surtos, o que permite manter a qualidade de vida.

É fundamental que se mantenha uma rotina de exercícios físicos nos momentos fora das crises, e também contar com a ajuda da fisioterapia nos casos em que há comprometimento muscular.

Os sintomas da esclerose múltipla vêm e vão, e os pacientes precisam lidar com recidivas que acontecem a qualquer momento.

A depender da pessoa, os surtos voltam a acontecer mais de uma vez por ano ou depois de quatro, cinco anos. Tratada em estágio inicial, a doença costuma não deixar sequelas e pode haver remissão. No entanto, sucessivas recidivas ao longo dos anos podem deixar sequelas, a exemplo de limitações motoras.

Os sintomas iniciais não devem ser desprezados, ainda que passageiros. O ideal é procurar um neurologista para fazer uma investigação detalhada.

Fontes: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) e Ministério da Saúde.

 


alergia

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

5 equívocos no ambiente de trabalho que podem agravar as alergias no inverno

As temperaturas baixas e o ar seco que caracterizam o inverno em grande parte do país são o alerta para quem sofre com as alergias, já que o ambiente é mais propício para a piora dos quados de asma, rinite alérgica e conjuntivite, por exemplo.

Mas o que piora a situação são alguns descuidos cometidos no ambiente de trabalho – alguns deles também valem para residências e interior dos veículos. São eles:

1. Deixar portas e janelas fechadas para manter o ambiente mais aquecido. Sem arejar, o interior das salas e escritórios tornam-se locais onde mais facilmente se proliferam vírus e bactérias.
2. Descuidar da higiene de tapetes e carpetes. Essas peças costumam acumular sujeiras e umidade, além de poeira, ácaro e bolores. É por isso que devem ser regularmente higienizadas. Procure saber quais são as rotinas de limpeza de tapetes e carpetes em sua empresa e, caso note algum descuido, vale fazer a gentileza de avisar aos responsáveis.

3. Negligência com a limpeza do ar-condicionado. Além de deixar o ar mais seco, esses aparelhos, sem a manutenção correta, podem facilitar a transmissão de vírus, fungos e bactérias. É preciso controlar a umidade do ambiente, e os umidificadores podem ajudar nos momentos mais críticos.

4. Manter contato com os agentes causadores das alergias, como poeira, ácaros e fumaça. Por isso a qualidade dos ambientes é tão importante, no trabalho e em casa. Além de estar sempre arejados, atenção para a limpeza de estofados, janelas e persianas, além das mesas, computadores e telefones.

5. Descuidar da hidratação. O ar frio e seco pede reforço na hidratação também durante o expediente de trabalho. A quantidade certa de água e a dieta saudável contribuem para fortalecer o sistema imunológico. O mesmo vale para a rotina da vida pessoal: é preciso manter a atividade física regular e a exposição ao sol nos horários indicados, a fim de estimular a produção de vitamina D.

Alergias oculares e na pele também são mais comuns no inverno e a prevenção se dá com os mesmos cuidados que evitam as alergias respiratórias. Portanto, mantenha distância da poeira, ácaro e mofo.


Abra os olhos para os cuidados com a visão

Com a presença cada vez maior dos tablets, smartphones e outros equipamentos eletrônicos na rotina das pessoas, nunca antes a visão foi tão exigida. Horas seguidas diante das telas podem prejudicar, e muito, a saúde dos olhos.

Reduzir o máximo possível a exposição a esses aparelhos é o mais recomendado, mas não só isso. Uma série de cuidados e hábitos podem ajudar a evitar doenças e melhorar a qualidade da visão.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia divulga que cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio na visão, na maioria dos casos, cegueira e deficiência visual, que poderiam ter sido evitados.
Além da moderação no uso dos eletrônicos, cuidados com a higiene e a alimentação estão na lista das melhores práticas. Veja quais são elas:

 1. Dedique tempo para lavar e evite coçar os olhos
O olhos e toda a região do entorno precisam ser higienizadas diariamente e com delicadeza. Remover as impurezas evita inflamações, previne alergias e conjuntivite. Dê atenção a esse momento, seja durante o banho ou ao lavar o rosto na pia. Coçar os olhos também pode trazer problemas. Isso porque as mãos sujas e a pressão sobre os olhos podem causar inflamação e lesões. Como se trata de um ato instintivo, é importante ter cuidado e procurar um oftalmologista caso a coceira persista. Já o hábito de piscar os olhos é positivo, uma vez que funciona lubrificando as córneas, evitando portanto o ressecamento e as irritações.
 
2. Limpar a maquiagem é a lei
 Deixar de retirar a maquiagem é um erro que pode provocar inflamação e alergias nos olhos. Remover produtos de beleza precisa ser um hábito regular, e dos mais importantes. Muito cuidado também com as condições das maquiagens, que devem ter qualidade e procedência comprovadas, de preferência sem conservantes e antialérgicas. O ideal é que o uso seja pessoal, ou seja, é melhor não usar produtos de outras pessoas. Higienizar esponjas, pinceis e escovas é o que evita contaminação por bactérias.

3. Lente de contato é coisa séria
As lentes de contato são um ótimo recurso, mas sem os cuidados de higiene podem causar problemas sérios aos olhos. Para a limpeza e o uso das lentes, deve-se seguir todas as recomendações do oftalmologista e as sugestões do fabricante, sobretudo obedecer o prazo de validade dos produtos e ser rigoroso na lavagem das mãos.

4. Cuidado com o açúcar
Uma dieta saudável repercute diretamente na saúde dos olhos, e é capaz de evitar catarata, cegueira noturna, síndrome do olho seco e degeneração macular, por exemplo. Portanto, só depende de cada um preferir alimentos ricos em nutrientes como ômega 3 e vitaminas A e C, manganês, luteína, cobre e zinco, entre outros. Na prática, tenha regularmente em seu cardápio frutas cítricas, pescados, milho, gema de ovo, espinafre e outros vegetais verde-escuros, frutas secas, cereais integrais, nozes etc.

Controlar a ingestão de açúcar é essencial porque o excesso de glicose no sangue também pode causar problemas à visão. O risco é maior para os portadores do diabetes, do tipo 1 ou 2, que podem desenvolver retinopatia diabética, doença que se manifesta pela visão embaçada e que pode gerar hemorragia interna e cegueira reversível.

5. Atividade física também faz bem para os olhos
Praticar exercícios regularmente favorece a saúde como um todo e também é benéfico aos olhos. Um motivo a mais para se exercitar com o esporte ou a atividade física de que mais goste.

6. Cigarro é um inimigo dos olhos
Alguns estudos mostram que o ato de fumar está associado a problemas como degeneração macular e catarata.

7. Consulta médica é indispensável
O ideal é visitar o oftalmologista uma vez ao ano ou quando perceber algum problema. Exames preventivos podem evitar a maioria das doenças oculares. Importante também não usar colírios ou outra medicação sem indicação médica e sempre proteger os olhos da luz solar usando óculos escuros.


Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


Saúde do intestino tem mais a ver com o bem-estar do que você imagina

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surgiram 36.360 novos casos de câncer no intestino no ano passado no Brasil. Também conhecida como câncer colorretal, a doença que avança em homens e mulheres em proporções semelhantes preocupa autoridades da saúde e seu combate é tema da campanha Março Azul, que reforça a importância da prevenção.

Isso porque o câncer colorretal pode ser evitado com a mudança de hábitos e também é tratável, se detectado precocemente. Existe um perfil mais propenso ao desenvolvimento da doença, e tem a ver com a idade e os hábitos alimentares. Pessoas acima dos 50 anos, com excesso de peso e com alimentação pobre em produtos naturais como frutas, legumes, vegetais, cereais e outras fibras, e que ingerem embutidos além de carne vermelha em excesso estão sob maior risco.

Evitar que a má alimentação acabe gerando doença é algo possível com a adoção de comportamentos saudáveis, que também passam por uma rotina de atividades físicas e controle do peso, atitudes que, comprovadamente, são benéficas e estão ligadas à redução dos riscos da doença. O mesmo vale para o tabagismo e o alcoolismo, que aumentam a propensão ao câncer.

Outros fatores são o histórico pessoal de pólipos ou câncer colorretal, além de doença inflamatória intestinal, a exemplo da colite ulcerativa e da doença de Crohn. A história da doença na família também aumenta as chances, sobretudo se ocorreu em um ou mais parentes de primeiro grau. Nesses casos, é importante obter orientação médica sobre a possibilidade de realizar uma investigação genética, a fim de saber se existe alguma síndrome hereditária na família, como síndrome de Lynch ou a polipose adenomatosa familiar.

Em todo caso, o ideal é prevenir a doença realizando exames regulares para a detecção precoce da doença, o que é recomendado a partir dos 45 anos de idade. O desenvolvimento do câncer colorretal é lento desde que as primeiras células anormais começam a formar pólipos e até que o câncer se estabeleça. Por esta razão, os exames preventivos podem evitar que a doença surja.

 

Neurônios no intestino

A saúde do intestino tem relevância ainda maior quando sabemos quais são as suas funções em nosso organismo. Para começar, as células que formam o intestino são iguais às que constituem o cérebro, os neurônios. É no intestino que se produz 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar do organismo. O intestino tem autonomia em seu funcionamento, ou seja, independe dos comandos cerebrais para produzir outras dezenas de transmissores que promovem a comunicação entre as estruturas do corpo, além de liberar substâncias digestivas e produzir os movimentos para expulsão do bolo fecal.

Outro aspecto essencial é a presença da microbiota, ou flora intestinal. São cerca de 100 trilhões de bactérias que auxiliam na digestão dos alimentos, além de proteger o corpo das infecções. Dá pra perceber o quanto o intestino é importante para a saúde, não é mesmo? Portanto, foco na prevenção.