5 razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa

5 razões para implementar benefícios flexíveis

Exemplos de companhias que já adotaram os benefícios flexíveis não faltam. Desde grandes redes até empresas menores se beneficiam dessa solução, mas você sabe quais são as razões para implementar benefícios flexíveis em uma empresa?

No Brasil, a Ericsson, por exemplo, implantou um clube para as famílias dos funcionários. O Grupo Boticário, que tem 70% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres, oferece auxílio para babá, educação infantil e sala de apoio à amamentação.

São inúmeros os motivos para investir o quanto antes nos benefícios flexíveis, mas, a seguir, listamos o cinco principais:

 

  1. Alta satisfação dos funcionários

 

Essa ação estratégica dos RHs das empresas é responsável por grande parte da satisfação dos colaboradores. Em uma pesquisa conduzida por nós, da Bematize, com companhias de diversos setores, 85,71% delas afirmaram que atingiram a satisfação dos colaboradores com a flexibilização de benefícios.

Outro dado importante diz respeito à percepção dos benefícios pelo colaborador, resultado atingido por 71,43% das companhias, que também se fizeram perceber como inovadoras.

 

  1. Os custos para a empresa seguem iguais

 

Quando opta por implantar os benefícios flexíveis, uma empresa mantém seus custos fixos. E a boa notícia é que eles diminuem com os passar dos anos – exceto quando se decide aumentar o valor investido em benefícios.

Se bem administrados e geridos, os benefícios flexíveis só trazem ganhos a uma companhia. Eles vão desde uma percepção mais positiva dos profissionais até menor índice de turnover, o que gera economia e garante que talentos sejam retidos pela empresa.

 

  1. Pontuações derivadas de benefícios flexíveis elevam satisfação

 

Algumas empresas já adotaram os programas de pontuação dentro dos benefícios flexíveis do RH 4.0. Assim, cada benefício tem um valor em pontos e, quando acumula-se essa pontuação, o colaborador monta seu pacote.

A satisfação do profissional é elevada porque, alguém que tem um cônjuge que já receba auxílio-alimentação, por exemplo, pode direcionar esse recurso para outro benefício.

Segundo nosso estudo, publicado em 2018, para auxílios-alimentação e refeição, 69,23% das empresas permitem o intercâmbio de pontos entre todos os benefícios.

 

  1. O valor interno da empresa e a motivação dos funcionários só cresce

 

Uma companhia não é reconhecida apenas por seus resultados financeiros e abrangência de mercado. Grande parte do seu valor se deve à relação que possui com seus profissionais.

Os benefícios flexíveis são uma forma de mostrar cuidado e valorizar o funcionário e ajuda a criar um ambiente de motivação, colaboração e bons resultados. Assim, o valor interno do negócio fica muito maior e a retenção de talentos se acentua.

 

  1. A qualidade dos benefícios é um fator muito avaliado pelos candidatos

 

Se você deseja posicionar sua empresa como pioneira, inovadora e tecnológica, a adoção dos benefícios flexíveis é quase obrigatória. Isso porque candidatos avaliam a qualidade dessas vantagens oferecidas aos funcionários antes de se candidatarem a uma vaga de trabalho.

Como influenciam diretamente na satisfação geral de funcionários, especialmente os mais jovens, os benefícios flexíveis devem estar em sua lista de prioridades.

 

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Saúde mental: uma questão de equilibrar demandas

O ritmo da vida urbana e as rotinas sociais e de trabalho são aspectos dos mais relevantes quando se tenta explicar o crescente número de pessoas atingidas por problemas na saúde mental. Muito se fala de doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, atraso mental, demências, transtorno obsessivo-compulsivo e da dependência de substâncias psicoativas, por exemplo. Essas questões –que historicamente foram envolvidas em muito preconceito e em tratamentos com eficácia duvidosa – hoje recebem atenção mais adequada, mas ainda existe muita desinformação.

 

O conceito de saúde mental é bastante amplo, o que já foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O entendimento geral é que se trata do bem-estar integral, o que tem a ver com a saúde física, mas também com as dimensões psíquica, social e espiritual.

 

Ou seja, é preciso estar bem fisicamente e tranquilo para enfrentar as dificuldades do cotidiano, além de conseguir exercitar os seus talentos e contribuir com a sociedade. O problema é que, embora sejam questões essenciais, é tudo o que se costuma negligenciar, e esse equívoco causa sofrimento.

 

A OMS estima que 10% da população mundial sofra algum distúrbio de saúde mental, sendo a depressão o mais frequente. Alguns momentos da vida ou situações específicas podem causar os problemas, a exemplo da adolescência e da chegada da velhice, além de questões como morte de familiares, desemprego e divórcio.

 

Para o tratamento das enfermidades, a exemplo da depressão, bipolaridade e esquizofrenia, a ciência oferece medicamentos e terapias eficientes, mas é preciso identificar a reconhecer os problemas a fim de buscar ajuda. Para que isso seja possível, atenção consigo mesmo é a regra. O bem-estar integral que está diretamente ligado à saúde mental pode ser alcançado com atenção a uma série de questões que cada um deve ser capaz de acompanhar constantemente. São elas o equilíbrio emocional; checkup médico; atividade física; sono; ingestão de água, frutas e verduras; hábito intestinal; vida sexual; cuidados pessoais; hobbies e distância dos vícios químicos.

 

Mas como sentir que tudo anda bem com a saúde mental? Os principais sinais são estar bem consigo mesmo e na relação com os demais, ter autoconfiança e boas expectativas sobre o futuro, além de ser capaz de lidar com as adversidades. Tudo isso pode não funcionar em algum momento da vida, por isso é tão importante estar atento a si mesmo.

 

A mente saudável é o que permite a realização pessoal e indica bom conhecimento do contexto em que se vive, aptidão para conviver em sociedade, independência, determinação e, talvez o mais importante, capacidade de adaptação às mudanças. Pessoas que desenvolvem a inteligência emocional e aprendem a lidar com emoções negativas e positivas costumam ter melhor saúde mental, e inclusive podem conseguir superar traumas passados e lidar com as próprias limitações, alcançando uma vida feliz.

 

Para uma boa saúde mental, evite o isolamento social, seja física e mentalmente ativo, mantenha laços de amizade, cuide da saúde física com checkups anuais, desenvolva a espiritualidade e tenha sempre interesses diversificados.


O seu trabalho pode estar abalando a sua saúde mental

Poucas coisas são tão nocivas à saúde mental quanto um trabalho que não traz realização e satisfação. Isso se deve, sobretudo, ao fato de que grande parte do tempo da vida adulta é passado no local de trabalho. Ansiedade, estresse e depressão são os problemas mais comuns e acabam tendo impacto na produtividade, ou seja, o ambiente é nocivo para a pessoa e, emocionalmente abalada, ela também vai deixar de dar o seu melhor, prejudicando o desempenho da empresa.

 

A Organização Mundial da Saúde já divulgou estudo que confirma essas consequências negativas de um ambiente de trabalho problemático e que estima em 1 trilhão de dólares o custo para a economia global da perda da produtividade em razão dos transtornos mentais. Também a OMS informou que tais transtornos serão a principal causa de incapacitação no mundo em 2030, e a depressão será a primeira causa de morbidade.

 

Embora os problemas emocionais estejam entre as causas mais comuns de faltas no trabalho, o assunto ainda não é abordado com naturalidade. Muita gente usa os termos “ansioso”, “bipolar” e “estressado”, por exemplo, de maneira depreciativa, para se referir a pessoas com as quais não compartilham valores ou pelas quais não nutrem simpatia. Além da manutenção dos tabus e preconceitos, não se considera que a maioria dessas doenças é tratável.

Mais do que a ausência de doenças, ter saúde mental significa gozar de bem-estar integral, com capacidade de desenvolver os talentos e habilidades, lidar com pressões da rotina e produzir a fim de contribuir com a comunidade e com a empresa. Acontece que, em muitos contextos profissionais, as pessoas se deparam com organizações que falham ao manter chefias autoritárias, cobranças crescentes por produtividade sem que haja a necessária comunicação e contrapartidas, além dos casos de assédio moral e bullying. Tudo isso é capaz de gerar doenças emocionais.

 

Sem contar a ameaça do desemprego, além dos problemas estruturais de empresas, a exemplo da ausência de recursos e de suporte para a realização das atividades. A ausência de políticas de saúde e segurança, problemas na comunicação entre gestores e equipes, falta de transparência nos processos decisórios, falta de apoio e de clareza sobre os objetivos da organização, jornadas de trabalho pouco flexíveis são outros aspectos nocivos. No entanto, cada vez mais empresas têm investido em programas de saúde que contemplam o bem-estar integral, além de haver maior atenção às questões de assédio, relações problemáticas e equívocos na gestão de pessoas.

 

Uma gestão atenta à qualidade do ambiente de trabalho pode desenvolver diversas iniciativas para contribuir com a saúde mental dos funcionários e, inclusive, acompanhar de perto momentos de instabilidade vividos pelas pessoas, com a possibilidade de ajudá-las a superar dificuldades, com respeito e confidencialidade. Desde a flexilidade da jornada de trabalho, o redesenho de funções e atividades, e políticas para a melhoria dos relacionamentos, até a orientação para terapias e auxílio profissional, dentro e fora da organização.


RH 4.0 e benefícios flexíveis: por que um está ligado ao outro

O termo “RH 4.0” pode causar estranheza a algumas pessoas, mas tem se tornado cada vez mais comum. Ele caminha lado a lado com a 4ª Revolução Industrial e prevê medidas  como automatização da área e foco estratégico em vez de operacional.

 

Diferentemente do RH tradicional, que cuidava apenas de contratações, pagamentos e recrutamento, o RH 4.0 assume uma posição-chave na empresa. Por isso mesmo, está diretamente ligado aos benefícios flexíveis, tendência nas companhias que prezam por seus talentos e querem o bem-estar dos profissionais.

 

Por que o RH 4.0 está ligado aos benefícios flexíveis?

 

Como o objetivo do RH da Era da Transformação Digital é atrair e reter profissionais qualificados, melhorar o clima organizacional e contribuir para a melhoria dos resultados da empresa, é fundamental entender o que o colaborador deseja.

 

Um dos fatores mais preponderantes no momento de um profissional optar por determinada empresa é a flexibilidade dos benefícios. Com a mudança nas necessidades dos colaboradores, é primordial ter diferenciais para tornar o seu negócio atraente. Benefícios flexíveis e mais qualidade de vida aos funcionários são, portanto, aspectos fundamentais.

 

Quais são as mudanças trazidas pelo RH 4.0

 

A mudança no perfil do colaborador é o principal desafio para o RH atual. Isso porque os profissionais estão mais exigentes em relação ao ambiente de trabalho e valorizam muito mais aspectos como qualidade de vida. Adaptar isso à rotina da companhia é um dos deveres do RH 4.0, mas como atrair talentos e fazer com que eles fiquem na empresa?

 

A resposta é com tecnologia e benefícios flexíveis. Isso porque a automação oferecida pelas soluções tecnológicas permite que os profissionais de RH se concentrem mais em atividades estratégicas, mantendo a produtividade e engajamento dos colaboradores.

 

Automatizar processos e contar com a tecnologia para otimizar tarefas que antes exigiam muito esforço dos profissionais de Recursos Humanos são outras medidas tomadas pelo RH 4.0. Exemplos de soluções são softwares para recrutamento, plataformas para desenvolvimentos de testes para os colaboradores e pesquisa de satisfação.

 

Além da flexibilidade dos benefícios, que podem ser adaptados de acordo com a necessidade e o desejo do colaborador, aspectos como o trabalho remoto (home office) e avaliação por produtividade em vez de presença são fortes tendências do RH moderno e um grande trunfo para reter talentos.

 

Quais são as vantagens dos benefícios flexíveis para o RH 4.0

 

Ao otimizar processos, reduzir erros e trabalhos manuais e contribuir para uma empresa mais competitiva, o RH 4.0 atua como uma área estratégica e fundamental para qualquer companhia. Quando adota os benefícios flexíveis, ele passa a ser mais bem visto pelos colaboradores, que ganham autonomia e se sentem mais valorizados.

 

Lembre-se de que ter o poder de montar uma carteira de benefícios personalizada é um grande fator de satisfação. Esse, inclusive, é um fator predominante nas pesquisas com profissionais que apontam o poder de escolha como um grande diferencial das empresas.

 

Com os benefícios flexíveis é possível melhorar indicadores do RH, tais como turnover e absenteísmo. Melhoria motivacional e organizacional são outras vantagens!


5 cuidados de que você esquece (mas não deveria) durante o verão

Todo mundo concorda que usar frequentemente o filtro solar e evitar expor-se ao sol nos horários de maior risco são as principais dicas para proteger a saúde durante o verão. A precaução é justificada pelos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), de que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos no Brasil. E que, para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 novos casos de câncer da pele não melanoma, sendo que os homens serão a maioria das vítimas (85.170 casos) em relação às mulheres (80.410 casos).

 

O dano do sol é a maior, mas não a única das preocupações de quem quer aproveitar a estação do calor. E pensando bem, esse período do ano pode ser uma boa oportunidade de adotar alguns hábitos, muitas vezes esquecidos, para levar a vida de forma mais saudável. Aqui vão cinco dicas que podem contribuir muito para a conquista de mais saúde e bem-estar:

 

 

  1. O sol é um risco, não só na praia

 

Pode ser uma dia normal de trabalho, e mesmo com tempo nublado, mas não se engane: o sol pode queimar a sua pele, mesmo entre nuvens e com maior quantidade de roupa. Por isso, evitar os horários de maior incidência solar, das 10h às 16h, vale para todos os dias do verão. E não é só isso: protetor solar é obrigatório, com fator de proteção de no mínimo 30 e reaplicado a cada três horas, recomendam os médicos, além de óculos de sol com proteção UV. Sem esses cuidados, alguns problemas incômodos podem aparecer: brotoeja, micoses, manchas, herpes labial e queimaduras solares são alguns deles, para os quais é preciso buscar auxílio médico.

 

 

  1. Cuidado, a desidratação é um processo silencioso

 

Entre uma e outra atividade, lembrar de beber água pode ser um desafio e, mesmo com as temperaturas mais altas, é comum não alcançar os dois litros de água recomendados para a ingestão diária. Para não desidratar, esse controle é importante, e não valem os líquidos açucarados. Evitar estar na rua no período de sol mais quente e preferir roupas leves são outras medidas necessárias. Vale lembrar que as bebidas alcoólicas provocam a perda de água pelo organismo. Estar em ambientes arejados também ajuda a manter a hidratação. E atenção para a limpeza de aparelhos de ar condicionado – nessa época bem mais utilizados e que podem propiciar o aumento de bactérias e vírus no ar e a redução da umidade, o que facilita o surgimento de rinite, bronquite e asma. O perigo da desidratação é maior em idosos e crianças, portanto muito cuidado com eles.

 

 

  1. Usar repelente evita algumas doenças comuns na estação

 

Usar repelente, seja em creme ou em formatos para ambientes, é outro hábito recomendável no verão, porque o período de chuvas faz aumentar o número de mosquitos e as chances de uma epidemia de dengue. A citronela é um repelente natural eficiente, e pode ser plantada no jardim de casa ou utilizada em forma de velas ou óleo essencial.

 

 

  1. No verão, a segurança alimentar é muito importante

 

Um dia na praia é um dos melhores programas no verão, mas esse longo período sob o sol pede cuidados redobrados com o cardápio. A começar pela tentação dos alimentos oferecidos por vendedores ambulantes, que podem ter problemas na qualidade, tanto por ficarem expostos ao sol por muitas horas quanto por erros no manuseio. E as consequências podem ser as cólicas abdominais, dor de cabeça, náuseas, enjoo, vômito, diarréia e desidratação. O ideal é pensar bem no que consumir e buscar levar de casa alimentos higienizados e leves, a exemplo de frutas da estação, sucos e saladas de verduras e legumes ricos em água, vitaminas, minerais e fibras. Assim, além de estar bem alimentado, você se mantém hidratado.

 

 

  1. A saúde dos olhos requer ainda mais atenção

 

Os raios ultravioletas também prejudicam a saúde dos olhos, que são bastante sensíveis, podendo inclusive sofrer queimaduras, e muitas vezes não recebem a atenção necessária durante o verão. Para a proteção, o uso de óculos escuros é recomendável. E não só isso: o sal do mar e a areia da praia também representam riscos de irritação e arranhões na córnea.


Silenciar, um desafio que pode mudar a sua vida

Dentro de cada um de nós estão todas as respostas que procuramos e a conexão com essa sabedoria interior é alcançada pela meditação, é o que prega há milênios a filosofia budista. Nas últimas décadas, cientistas em todo o mundo vêm estudando o tema, isolado do seu aspecto religioso, e confirmam os diversos benefícios das práticas meditativas. Como resultado, esses estudiosos propõem técnicas inspiradas nessa sabedoria milenar, e uma das mais difundidas é a do mindfulness, a atenção plena que, aplicada durante as rotinas de trabalho, pode aumentar a produtividade e diminuir o estresse.

O mindfulness é bem conhecido no Brasil, mas ainda pouco praticado nas empresas. As que estimulam a prática têm esse diferencial inserido em seus programas de bem-estar e benefícios. Em espaços físicos específicos durante o expediente, as pessoas são convidadas a sentar e relaxar por alguns minutos, procurando silenciar e observar os próprios pensamentos. Na prática, essas pausas trazem a atenção do praticante ao momento presente, reduzindo o barulho que a mente produz quando está ligada ao passado ou tentando projetar o futuro. É exatamente por isso que há o ganho do aumento do foco, e consequentemente da produtividade.

Foi o pesquisador Jon Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, que nos anos 1970 criou um programa de redução de estresse baseado na meditação mindfulness. De lá para cá, a quantidade de pesquisas e a literatura sobre o assunto só crescem, com repercussões nos estudos da neurociência e da inteligência emocional.

Não há como questionar os benefícios do mindfulness e técnicas afins, mas como qualquer prática, ela precisa ser adotada com disciplina e perseverança, igual a quando se decide fazer uma atividade esportiva ou uma reeducação alimentar. E ainda que o primeiro contato aconteça em ambiente de trabalho, é preciso levá-la para fora da empresa, para que passe a fazer parte do seu estilo de vida, uma iniciativa que muita gente vem tomando.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém que já vendeu 15 milhões de exemplares de seus livros em todo o mundo e desponta como um dos pensadores mais influentes da atualidade. O israelense de 42 anos declarou em entrevistas recentes que medita duas horas por dia e não tem smartphone. E é com essa forte conexão interior e declaradamente avesso ao contato virtual promovido pelas redes sociais que ele apresentou ao mundo em suas obras uma das mais apuradas visões sobre a humanidade e os impactos tecnológicos. Ele é o autor do best-seller Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM), publicado inicialmente em Israel em 2011 e traduzido para 45 idiomas, e lança agora o terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), onde reúne conteúdos de ensaios de sua autoria.

Silenciar enquanto prática que coloca a pessoa em contato consigo mesma é hoje o melhor significado e a mais inteligente utilização dessa palavra. A qualidade do que se vai comunicar nos momentos de extroversão, seja em reuniões de trabalho ou na vida pessoal, certamente será superior, com maior significado, propósito e impactos mais positivos sobre pessoas e circunstâncias. Vale a pena calar e pensar sobre isso.


Atividade física: projeto para viver mais e melhor

O percentual de obesos no país é uma evidência de que, além dos problemas com a alimentação, a atividade física ainda não caiu no gosto da maioria. O Ministério da saúde divulgou que uma em cada cinco pessoas no País está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. Mas é fato que milhares de pessoas já adotaram o hábito de se exercitar, basta ver o cotidiano das academias e parques, por exemplo.

Os benefícios da atividade física são muitos e é sempre relevante voltar a esse tema. Para começar, exercitar-se combate o estresse, e só por isso já valeria, e muito, a pena. E com menos estresse, a consequência é que se evitam as doenças relacionadas a ele. As repercussões do exercício físico no aumento da disposição para o trabalho são conhecidas e valorizadas pelas empresas, e é tendência cada vez maior que muitas delas incluam a academia em seus pacotes de benefícios flexíveis. Ânimo para o trabalho, e também para a vida pessoal, que fica ainda mais estimulante com a melhora da aparência física proporcionada pelos exercícios. O sono também ganha mais qualidade e os riscos de desenvolver depressão são menores.

Movimentar o corpo, seja em atividades aeróbicas, de musculação, natação, esportes em equipe, entre outras, evita as doenças cardiovasculares, previne diversos tipos de cânceres e o diabetes; também melhora a densidade óssea, o que vai extender os benefícios até a terceira idade. Quem se exercita melhora o sistema imune e ajuda a regularizar as taxas de colesterol.

Imagine então todos esses benefícios reunidos. A qualidade de vida pode realmente dar um salto. Mais tranquilidade, bom humor e autoestima vão ajudar a viver melhor e ainda mais. Nesse ritmo, chega-se à terceira idade com muito mais saúde. A perspectiva de viver mais requer planejamento para preparar a estrutura desse período, e um plano de previdência é parte importante. Muitas empresas têm oferecido planos de previdência em seus pacotes de benefícios flexíveis, uma oportunidade e tanto para preparar um futuro mais seguro e tranquilo.


Aumentam os cuidados das empresas com saúde e bem-estar no ambiente de trabalho

A ergonomia no trabalho e a alimentação saudável são preocupações cada vez mais comuns entre as empresas. Recente levantamento revelou que 55% das companhias consultadas oferecem mesa de trabalho ergonômica, sendo que o percentual foi de 43% na mesma pesquisa realizada no ano anterior.

A oferta de alimentos saudáveis para refeições e lanches no local de trabalho também é mais frequente: 48% das empresas têm políticas sobre opções de alimentos saudáveis em sua cafeteria, nas máquinas de venda automática e nos serviços de restaurante; e 28% oferecem descontos ou diferenciais de preços dos alimentos saudáveis no refeitório.

Os resultados são da pesquisa com 141 organizações grandes e médias nos Estados Unidos, realizada entre novembro e dezembro de 2016. Trata-se da 8ª pesquisa anual sobre saúde corporativa e bem-estar em empresas norte-americanas conduzida pela Fidelity Investments, um provedor de benefícios, e pela organização sem fins lucrativos National Business Group on Health, uma associação de empregadores.

Experiências de voluntariado

O percentual de empregadores que oferecem oportunidades para que os funcionários sejam voluntários em projetos comunitários aumentou de 67% para 79% na mesma pesquisa. Em consultas frequentes, profissionais da geração Millennials revelaram que entendem a participação no serviço comunitário como parte importante de sua vida.

A pesquisa também apontou que incentivos não financeiros são importantes estímulos, sobretudo os que repercutem no reconhecimento público, a exemplo das homenagens por desempenho, além da oportunidade de liderar equipes em determinados projetos.


Empresas concedem maiores incentivos para estimular participação de funcionários em programas de promoção da saúde

Cresce o número de empresas que estão ampliando os programas de bem-estar dos funcionários, incluindo a segurança financeira e oportunidades de voluntariado comunitário.

Oitenta e quatro por cento dos empregadores entrevistados na 8ª pesquisa anual sobre saúde corporativa e bem-estar declararam que oferecem aos seus trabalhadores programas de segurança financeira, a exemplo do acesso a ferramentas de gestão da dívida ou aconselhamento de empréstimo a estudante. No ano anterior, este percentual era de 76%. A pesquisa é realizada em empresas norte-americanas pela Fidelity Investments, um provedor de benefícios, e pela organização sem fins lucrativos National Business Group on Health, uma associação de empregadores.

O levantamento aconteceu entre novembro e dezembro de 2016 e inclui respostas de 141 organizações grandes e médias em todo o país. Os entrevistados foram questionados sobre seus programas de benefícios para 2017.

A pesquisa também mostrou que 95% dos empregadores ouvidos estão oferecendo programas de bem-estar físico em 2017, e 87% fornecem benefícios de saúde emocional, tais como o aconselhamento de saúde mental.

Além disso, 74% dos entrevistados incluem incentivos aos funcionários dentro de suas iniciativas de bem-estar. O valor médio de incentivo aos funcionários foi de US$ 742 este ano, acima de US$ 651 em 2016 e US$ 521 em 2013.

Os empregadores também estão aumentando os incentivos para que os cônjuges e parceiros participem de ofertas de bem-estar, com o incentivo anual médio em US$ 694, 47% acima da média de 2016, de US$ 471.

Entre os programas de segurança financeira mais populares estão:

-Seminários (oferecidos por 82% dos empregadores)
-Acesso a ferramentas para apoiar decisões financeiras como hipotecas, testamentos e proteção de renda (74%)
-Ferramentas e recursos para apoiar a poupança de emergência, gestão da dívida e orçamento (71%)
-Aconselhamento sobre empréstimo a estudante ou assistência de reembolso (25%)

E os programas de bem-estar físico:

-Cessação do tabagismo (91%)
-Atividades físicas (86%)
-Gerenciamento de peso (79%)


Obesidade atinge mais da metade dos trabalhadores brasileiros

Em um estudo com 54 mil funcionários de 52 organizações do país, descobriu-se que 52% estão acima do peso (com risco de obesidade); entre eles, 72% raramente praticam atividade física ou fazem apenas uma a duas horas de exercício por semana.

Na pesquisa, foram avaliados os impactos da obesidade no custo de assistência médica. As pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 (consideradas obesas) gastam, em média, 3 a 4 vezes mais com saúde. O gasto extra é considerado no momento em que os empregadores renegociam contratos com os planos de saúde.

A solução mais eficiente para reverter estes resultados e contribuir com a qualidade de vida e a saúde do trabalhador ainda é o investimento, por parte das empresas, em programas de prevenção e detecção de doenças, além do estímulo a práticas saudáveis por meio de programas de benefícios.