Brasil é convidado a ratificar o 50 For Freedom

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) pretende livrar do trabalho forçado 21 milhões de pessoas no mundo e, para tanto, tem o objetivo de fazer com que 50 países ratifiquem o protocolo denominado 50 For Freedom até 2018. No início de maio, o pedido para que o Brasil ratifique o protocolo foi entregue ao Senado Federal.

Treze países já endossaram o conteúdo do protocolo, documento criado em 2014 e que complementa a Convenção 29 da OIT, de 1930, para o combate às novas formas de escravidão moderna por meio da prevenção, proteção e reabilitação das vítimas.

Uma vez que ratifiquem o protocolo os países devem garantir que todos os trabalhadores de todos os setores sejam protegidos pela legislação. Além de reforçar a fiscalização, será preciso adotar medidas complementares para educar e informar sobre crimes como o tráfico de seres humanos. As vítimas também terão garantido o acesso a ações jurídicas e à indenização.

As postagens publicadas por brasileiros nas redes sociais em apoio à ratificação têm as hashtags #50FF, #50ForFreedom e #AssinaBrasil.


Benefícios fazem executivos relativizarem valor do salário

Há um percentual significativo de executivos brasileiros dispostos a flexibilizar os valores dos salários se for oferecido um pacote de benefícios consistente. Um levantamento realizado pela Michael Page, empresa especializada em recrutamento de profissionais, em fevereiro, com 226 executivos, apontou que 30% deles aceitam um salário menor com o acréscimo de um pacote de benefícios que inclua pagamento de aluguel, plano de saúde, seguro de vida, seguro odontológico e subsídios para bem-estar.

Embora o salário seja o item que mais atrai executivos a postos de trabalho, opções de benefícios também são valorizadas: o carro é a mais atraente para 24% dos entrevistados, o 14º salário foi citado por 22,57%; a participação em ações da própria empresa, por 14,60%; e o pagamento de escola para os filhos (10.18%).

Cerca de 40% dos executivos entrevistados acreditam que receberão, este ano, valores de bônus parecidos ou iguais aos de 2016. E para 22,57%, a margem de bônus pode ser até 10% superior ao que foi pago no ano passado.

Com relação às expectativas sobre aumento salarial em 2017, quase 62% afirmaram que o aumento dos rendimentos deve ser de no máximo 10%. Reajustes entre 11% e 20% são esperados por 27,8% dos executivos consultados. Menos de 1% dos entrevistados esperam aumento acima dos 40%.


Remuneração de executivos brasileiros equivale a 50,3% do salário de americanos

Executivos de níveis gerenciais em atuação no Brasil recebem o equivalente a 50,3% dos salários pagos a esses mesmos profissionais nos Estados Unidos. Já no Chile, os executivos recebem 97,5% dos salários pagos aos norte-americanos. O levantamento considerou informações de 20 milhões de profissionais em 110 países

Os melhores salários, em comparação à remuneração dos americanos, são os dos profissionais da Suíça (137,4%), do Catar (111,5%) e da Austrália (105,9%).

Estes são os resultados da pesquisa realizada na base de dados de salários da consultoria Korn Ferry, em sua divisão Hay Group, com informações de 20 milhões de profissionais de mais de 25 mil organizações em 110 países. Foi analisada a média de salários-base para gerentes seniores de TI e Vendas. Têm salários inferiores aos dos brasileiros os executivos da África do Sul (47,8%), Rússia (43,9%) e Índia (24,2%).