Profissional de RH: o equilibrista (Parte 1)

Na rotina de trabalho dos gestores e profissionais de RH um aspecto não é incomum: as expectativas dos outros profissionais da companhia sobre os objetivos das suas funções. O que, exatamente, o RH faz além de administrar benefícios e contratar pessoas? É o que todos querem saber. Trocando em miúdos, o profissional de RH tem funções políticas dentro da empresa, e por isso os funcionários se perguntam de que lado ele está.

A missão de atuar equilibrando tais interesses é desafiadora. As situações não são fáceis, mas existem técnicas e atitudes que podem ajudar o profissional de RH a fazer o “meio de campo” entre chefes e subordinados das diversas áreas da empresa.

O segredo, dizem os especialistas, é saber como alinhar os interesses de empregadores, chefes e empregados. Isto vale para simples questões funcionais, como a disposição de móveis ou o design dos escritórios, até questões macro, como a gestão dos benefícios.

Na prática, o RH precisa cuidar dos interesses de todos, profissionais e empresa, conciliando as demandas para que haja harmonia ao tempo em que os resultados financeiros sejam alcançados. Desde a seleção de um candidato, por exemplo, o RH precisar tornar a empresa e seus benefícios atraentes para o futuro funcionário, que também deve entender o valor da oportunidade de ocupar o cargo oferecido. Em outras palavras, é preciso fazer acontecer de fato uma relação ganha-ganha.

Conheça algumas estratégias para conciliar os diversos interesses dentro da empresa na segunda parte do texto.


Para gerenciar benefícios em tempos de crise a solução é planejar

Momentos de turbulência econômica podem mexer com os custos de benefícios e exigir transformações no programa.
Os desafios impostos a empresas por pressões econômicas e mudanças regulatórias ou na legislação, entre outros ajustes, podem ter impacto direto nos programas de benefícios aos funcionários, exigindo novas ofertas ou alterando os custos dos benefícios oferecidos.

O planejamento com o objetivo de prever e se preparar para estas alterações é a solução para o gerenciamento do programa de benefícios. Com a antecipação dos cenários mais difíceis há tempo para negociação de possíveis ajustes com as empresas fornecedoras e para a busca de soluções criativas a fim de manter a consistência e a qualidade do programa.

É preciso considerar que, especialmente em momentos de instabilidade econômica no país, os funcionários também estarão naturalmente mais preocupados com os seus destinos, o que torna essencial que a empresa mantenha todos informados sobre a gestão e possíveis novidades a respeito dos benefícios.

Para as empresas passarem pelo período de turbulência com maior tranquilidade e sem prejuízos na relação com os empregados, alguns aspectos são primordiais:

  • Ter uma filosofia de benefícios forte e consolidada;
  • Desenvolver uma política abrangente sobre os benefícios dos empregados, com um conjunto de princípios orientadores que possam ser base de decisões sobre o assunto;
  • Contar com uma ferramenta de gestão dos planos de benefícios, o que permite acompanhar exatamente o que a organização está oferecendo, para quem e a que custo;
  • Para evitar gastar recursos planejando tudo o que pode ocorrer, os executivos de RH podem preparar um plano alternativo para reagir a eventuais efeitos da instabilidade econômica nos programas de benefícios.
  • Comunicar-se com os funcionários. Uma comunicação transparente sobre possíveis mudanças e ajustes é essencial ao bom funcionamento da empresa.