Lembre-se da saúde do intestino enquanto trabalha

As doenças inflamatórias intestinais, que atingem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo, ainda têm causa desconhecida, embora a medicina saiba que podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos.

A campanha Maio Roxo alerta para o problema, que ocorre principalmente em jovens na casa dos 30 anos. É importante saber que, embora não haja cura, o diagnóstico e o tratamento adequado garantem a qualidade de vida e afastam complicações.

No entanto, equívocos no estilo de vida podem piorar a situação, e uma das possíveis consequências é o câncer colorretal, alerta a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

A vida agitada e as rotinas de trabalho costumam tomar a atenção de muita gente, e esquecer de observar as demandas do organismo costuma ser uma consequência. Nesses casos, a saúde do intestino acaba deixando de ser prioridade.

Responsável por funções essenciais como a absorção de nutrientes, a produção de hormônios como a serotonina, e a imunidade, o intestino precisa funcionar plenamente. Assim, situações como prisão de ventre e acúmulo de gases não devem ser subestimadas.

Muitas vezes, esses problemas são resultados de escolhas equivocadas na alimentação, da falta de exercícios físicos e também de hábitos como travar o trânsito intestinal, ou seja, segurar a ida ao banheiro porque não quer interromper uma atividade. Sem contar as horas que se passam em frente ao computador, o que também atrapalha o bom funcionamento do órgão.

Saiba que alterações de humor e perda de concentração, que tanto podem atrapalhar a vida profissional, são algumas das consequências da negligência com a saúde do intestino.

O que você não deve fazer

Ter alimentação pobre em fibras e rica em fast-food.

Comer fibras, mas esquecer de beber a quantidade suficiente de água para que elas tenham o efeito desejado. (Devem ser pelo menos 2 litros por dia).

Exagerar no consumo de barras de cereais para driblar a fome.

Cometer excessos no consumo de certos alimentos para ganho de massa muscular, por exemplo, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Doenças mais comuns

Entre as mais comuns, a doença de Crohn tem sintomas como diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre, com crises agudas recorrentes, leves a graves, intercaladas por períodos de ausência de sintomas. O diagnóstico é feito sobretudo por meio da colonoscopia com biópsia.

A retocolite ulcerativa inespecífica é uma inflamação da mucosa do intestino grosso, que se caracteriza por diarreia crônica com sangue e anemia, sendo também diagnosticada pela colonoscopia com biópsias. É preciso muita atenção porque é possível a ocorrência de hemorragias e perfuração intestinal, o que demanda cirurgia de urgência.

 


As empresas e a vocação em engajar as pessoas contra a gripe

Funcionários saudáveis e produtivos são valiosos para qualquer empresa e o ideal é que ela esteja o mais próxima possível dos seus empregados quando se trata dos cuidados com a saúde. É nesse contexto que as campanhas de vacinação podem ter bons resultados, em especial a imunização anual contra o vírus influenza e os seus subtipos, que matam 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A importância da conscientização, nas empresas, sobre a vacina contra a gripe é ainda mais relevante porque, como a campanha do Ministério da Saúde tem maior foco nos públicos de risco, entre eles crianças e idosos, a população jovem e economicamente ativa é menos estimulada a participar, e tem menor engajamento.

A iniciativa das companhias em criar a cultura da prevenção de doenças é ainda mais relevante porque ajuda a prevenir males que interferem diretamente na capacidade produtiva dos profissionais ou que estão relacionados com o ambiente de trabalho ou ainda que estejam afetando as comunidades do entorno da empresa, como é o caso da gripe. Sobretudo pela facilidade de disseminação do vírus influenza em ambientes fechados, e as sérias repercussões da doença, como a pneumonia e o infarto, ter profissionais imunizados é essencial e evita os impactos do tempo de internação de doentes, do absenteísmo e da sobrecarga dos que tiveram de assumir funções dos colegas ausentes.

Algumas empresas saem na frente com calendários de campanhas de saúde bem elaborados e que contemplam doenças como hepatites, rubéola, sarampo e dengue, por exemplo. As ações podem ser desenvolvidas para o público de funcionários em geral ou especificamente por perfil de trabalhador ou de função desempenhada. Os benefícios das ações de saúde nas empresas se estendem às famílias dos empregados, um diferencial, inclusive na satisfação dos colaboradores.

A atenção à saúde do trabalhador é um dos aspectos mas positivos para o bom relacionamento entre os empregadores e os seus funcionários. Cada vez mais empresas estão considerando esse diferencial, o que ficou demonstrado na pesquisa sobre benefícios flexíveis divulgada no ano passado pela Bematize. Companhias de setores como tecnologia, indústria farmacêutica e de cosméticos, seguros e serviços, consultadas durante a pesquisa, revelaram que nada menos do que 71,43% das empresas flexibilizam o benefício da assistência médica, com vantagens na satisfação dos funcionários e na imagem da organização. Enfim, com menor risco de doenças e redução dos custos destinados à saúde do trabalhador, está aí uma forma de gestão com bons resultados para todo mundo.


A prevenção da gripe é a sua próxima meta de saúde

Quando as mutações constantes do vírus influenza e seus subtipos circulam pelo país mais facilmente é um alerta para os riscos da doença que mata 650 mil pessoas no mundo todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A boa notícia é que existe uma forte aliada da saúde, a vacina, forma mais eficiente de prevenção da gripe.

Crianças entre seis meses e cinco anos, professores, trabalhadores da área da saúde, idosos, indígenas, pessoas privadas de liberdade, gestantes e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias são os alvos da campanha do Ministério da Saúde para receber a vacina gratuitamente nos postos da rede pública.

No entanto, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações é que todas as pessoas a partir dos seis meses de vida devem ser imunizadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os nomes das vacinas aprovadas para prevenir a gripe em 2019, produzidas com base nas mutações constantes do vírus influenza e dos subtipos.

As vacinas são Fluarix Tetra, da GlaxoSmithKline Brasil Ltda; Influvac, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Influvac Tetra, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda; Vacina Influenza trivalente (fragmentada e inativada), do Instituto Butantan; Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada), do Medstar Importação e Exportação Eireli; e Vaxigrip, da Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

A gripe pode ter sérias repercussões, a exemplo da pneumonia e do infarto, e a vacinação anual é decisiva para a proteção. No entanto, a população alcançada com as campanhas tem sido menor do que o esperado pelo Ministério da Saúde. Esse dado preocupa quando se sabe que, no ano passado, o número de crianças que morreram em razão da gripe triplicou no Brasil. Foram 44, ante 14 óbitos em 2017. Ao todo, o vírus influenza fez 535 vítimas no país em 2018, com 3.122 casos registrados.

A quantidade de pessoas imunizadas menor do que o planejado se deve, de acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, à falta de percepção da população sobre o risco das doenças. Há também algo mais grave, o medo das vacinas, que cresceu no mundo todo com o movimento antivacina e tem impacto na queda do número de vacinados. Os argumentos contra as vacinas surgiram depois da publicação de um estudo, em 1998, que indicava uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo.

O estudo foi questionado posteriormente por falta de embasamento, mas a essa altura já tinha influenciado a opinião de muita gente. A maior preocupação dos médicos sobre o movimento antivacina é que doenças erradicadas possam retornar ao Brasil, a exemplo do sarampo, poliomielite e rubéola. Em 2017, foi registrado o menor número, em 16 anos, de vacinados contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (PNI) assinaram, no ano passado, um manifesto no qual alertam sobre a possibilidade de retorno da pólio e da reemergência do sarampo no Brasil.


Saúde do intestino tem mais a ver com o bem-estar do que você imagina

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surgiram 36.360 novos casos de câncer no intestino no ano passado no Brasil. Também conhecida como câncer colorretal, a doença que avança em homens e mulheres em proporções semelhantes preocupa autoridades da saúde e seu combate é tema da campanha Março Azul, que reforça a importância da prevenção.

Isso porque o câncer colorretal pode ser evitado com a mudança de hábitos e também é tratável, se detectado precocemente. Existe um perfil mais propenso ao desenvolvimento da doença, e tem a ver com a idade e os hábitos alimentares. Pessoas acima dos 50 anos, com excesso de peso e com alimentação pobre em produtos naturais como frutas, legumes, vegetais, cereais e outras fibras, e que ingerem embutidos além de carne vermelha em excesso estão sob maior risco.

Evitar que a má alimentação acabe gerando doença é algo possível com a adoção de comportamentos saudáveis, que também passam por uma rotina de atividades físicas e controle do peso, atitudes que, comprovadamente, são benéficas e estão ligadas à redução dos riscos da doença. O mesmo vale para o tabagismo e o alcoolismo, que aumentam a propensão ao câncer.

Outros fatores são o histórico pessoal de pólipos ou câncer colorretal, além de doença inflamatória intestinal, a exemplo da colite ulcerativa e da doença de Crohn. A história da doença na família também aumenta as chances, sobretudo se ocorreu em um ou mais parentes de primeiro grau. Nesses casos, é importante obter orientação médica sobre a possibilidade de realizar uma investigação genética, a fim de saber se existe alguma síndrome hereditária na família, como síndrome de Lynch ou a polipose adenomatosa familiar.

Em todo caso, o ideal é prevenir a doença realizando exames regulares para a detecção precoce da doença, o que é recomendado a partir dos 45 anos de idade. O desenvolvimento do câncer colorretal é lento desde que as primeiras células anormais começam a formar pólipos e até que o câncer se estabeleça. Por esta razão, os exames preventivos podem evitar que a doença surja.

 

Neurônios no intestino

A saúde do intestino tem relevância ainda maior quando sabemos quais são as suas funções em nosso organismo. Para começar, as células que formam o intestino são iguais às que constituem o cérebro, os neurônios. É no intestino que se produz 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar do organismo. O intestino tem autonomia em seu funcionamento, ou seja, independe dos comandos cerebrais para produzir outras dezenas de transmissores que promovem a comunicação entre as estruturas do corpo, além de liberar substâncias digestivas e produzir os movimentos para expulsão do bolo fecal.

Outro aspecto essencial é a presença da microbiota, ou flora intestinal. São cerca de 100 trilhões de bactérias que auxiliam na digestão dos alimentos, além de proteger o corpo das infecções. Dá pra perceber o quanto o intestino é importante para a saúde, não é mesmo? Portanto, foco na prevenção.


Caia na folia, mas proteja a saúde

Nem só de fantasia, maquiagem e confetes se faz o Carnaval. Para que a festa seja tudo o que se espera dela, é preciso dar atenção a alguns aspectos que têm a ver com a saúde e o bem-estar. A alimentação correta, o descanso e a prevenção de doenças são cuidados que, além de preservar o corpo dos desgastes durante a folia, vão contribuir com a saúde e a disposição pelos próximos meses.

 

Cuide da alimentação e ganhe energia extra

 

Sabe aquela orientação dos nutricionistas de que alimentos gordurosos não são boas escolhas para quem faz atividade física e que, por tornarem a digestão mais difícil, podem causar mal-estar? Pois é, vale a mesma regra para quem vai passar horas na folia. Antes de sair para a maratona nas ruas, faça uma refeição saudável e rica em carboidratos para ter energia.

Não esqueça de comer a cada três horas e, mesmo que seja um desafio se alimentar bem fora de casa, escolha o que vai te manter nutrido de forma leve, como sanduíches, sucos, frutas e barras de cereais.

Além da comida, e não menos importante, é a hidratação. Sobretudo porque a festa acontece no verão, é essencial garantir a ingestão diária de dois a três litros de líquidos, e não vale colocar cerveja e refrigerantes nessa conta. Além da água, prefira suco de frutas e água de coco, por exemplo. Essa alimentação saudável deve ser mantida, inclusive, depois do Carnaval, para ajudar a desintoxicar o organismo.

 

Descansar é preciso

 

Passar as madrugadas acordado é o mais comum no Carnaval. Certo, mas não esqueça de que o corpo precisa de sono, de forma ideal, de seis a oito horas por dia. Procure dormir até mais tarde e tirar cochilos durante o dia sempre que possível. Caso exija muito do corpo e não tenha o devido descanso, os dias seguintes serão de exaustão, o que pode deixar o organismo mais vulnerável às doenças.

 

Proteja-se das doenças

 

Sejam as sexualmente transmissíveis (DSTs), ou aquelas que se adquirem por falta de higiene em alimentos, são muitas as doenças que podem surgir caso não sejam tomados os cuidados necessários.

No caso das DSTs, o uso de preservativos em todas as relações sexuais é o que pode garantir a proteção. Aids, sífilis, herpes e gonorreia são algumas delas, e vale lembrar que não existem grupos de risco específicos, já que pessoas de quaisquer perfis estão vulneráveis. As hepatites B e C também estão na lista das DSTs e o contato com o sangue e a secreção de pessoas contaminadas é a principal forma de contágio e transmissão de hepatite B, doença para a qual existe vacina, que pode ser obtida em postos de saúde.

Algumas doenças virais podem ser transmitidas através do beijo. É o caso da mononucleose infecciosa, que pode causar febre, vômitos, dor muscular, dor de garganta e aumento do baço e do fígado, além do herpes labial, que se manifesta nas bolhinhas avermelhadas na mucosa da boca. Tais vírus podem ser reativados no organismo caso haja queda da imunidade, em razão do estresse, por exemplo. Nesses casos, será necessário refazer o tratamento com medicação.

Vale ressaltar que conhecer todos os riscos não deve causar pânico ou impedir a diversão. A informação é essencial e vai permitir aproveitar a festa com segurança.

 

Evite álcool em excesso

 

Além de fazer mal à saúde, as bebidas alcoólicas causam desidratação e, em excesso, podem levar a situações bem desagradáveis e perigosas, devido à embriaguez. Assim, conheça e respeite os seus limites, mantenha-se hidratado e procure não descuidar da alimentação enquanto bebe, para evitar o mal-estar e outros problemas.

 

Proteja-se do sol

 

A recomendação de evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas não é novidade, mas durante o Carnaval milhões de pessoas dispensam esse cuidado essencial. Se não quiser perder a programação durante o dia, é preciso proteger a pele. Vale até pensar em fantasia com chapéu para preservar o rosto e a cabeça, além de usar filtro solar com reposição a cada duas horas. Óculos escuros também ajudam ao proteger os olhos.


5 dicas para combinar trabalho e Carnaval

Garantir os dias de folga é o maior desejo de quem gosta de participar do Carnaval, mas e quando não é possível ficar totalmente livre das tarefas, e trabalhar nos dias da folia é inevitável? Seja porque a empresa onde você trabalha vai precisar se manter funcionando ou você é profissional freelancer, ou mesmo dono do seu negócio e não vai poder deixar algumas tarefas para depois do feriado, não significa que não vai poder aproveitar a festa. Veja as dicas e tenha tempo para trabalhar e se divertir:

 

 

1. Planeje e se organize

 

As escalas de trabalho nessas datas festivas costumam ser definidas com antecedência, e essa é uma grande vantagem a aproveitar. Se você já sabe o que vai precisar fazer e quantas horas estará dedicado ao trabalho, dá para montar uma agenda com todos os compromissos e ainda reservar o tempo disponível para descansar, além de encaixar a programação carnavalesca que pretende aproveitar. Perfeito, não? Mas para que tudo dê certo, é necessário cumprir o que for definido. Como sabemos que, ainda assim, os imprevistos podem surgir, é bom tomar um tempo para tentar antecipar algumas dessas situações e pensar em soluções, caso eles ocorram.

 

 

2. Adiante tudo o que for possível

 

Curtir o Carnaval, ou mesmo usar esse tempo para viajar, quando há compromissos de trabalho envolvidos requer algum sacrifício. Um deles pode ser reservar um tempo antes da festa para adiantar o que for possível. Vai ser um esforço extra, mas pense na vantagem de estar mais desocupado durante o feriado. E ainda é possível aproveitar esse contexto e entregar tarefas com antecedência, uma forma de ganhar pontos com a equipe de trabalho ou com os seus clientes.

 

 

3. Descanse o suficiente para trabalhar bem

 

Sim, taí uma coisa difícil durante o Carnaval, já que muita gente passa horas a fio na rua por dias seguidos e, apesar da diversão, o cansaço também vai te acompanhar. É aqui que você precisa ceder e levar em conta que será preciso passar menos tempo na folia, e dormir o mínimo necessário a fim de ter disposição na manhã seguinte para cumprir as tarefas de trabalho. Isso também pode significar mais restrições no consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos na rua. Passar mal pode colocar os seus planos a perder!

 

4. Seja realista e não se sobrecarregue

 

É claro que conciliar Carnaval, trabalho e descanso não será fácil. E está fora de cogitação reduzir a qualidade da sua produção. Portanto, o ideal é manter o foco no que previamente foi estabelecido como prioridade. De nada adianta ter uma lista de afazeres muito longa, já que o tempo disponível será reduzido e a sobrecarga vai causar um indesejável estresse. Vale refletir: se houver realmente muito trabalho inadiável a fazer durante os dias de Carnaval, melhor seria abrir mão da folia na rua. E, no caso de poder fazer o trabalho de maneira remota, considere a possibilidade de viajar, aproveitando para descansar e relaxar.

 

 

5. Aproveite a diversão e o trabalho!

 

Depois de ter tudo planejado, é hora de fazer acontecer. Busque disposição extra para trabalhar e relaxe nos momentos de folga. A diversão nas ruas, além de trazer alegria, pode ser um bom estímulo à criatividade e contribuir para resultados surpreendentes nas suas tarefas profissionais.


Outubro Rosa: que informações fazem a diferença?

A campanha do Outubro Rosa é uma das mais bem-sucedidas no que se refere ao envolvimento das pessoas na divulgação sobre a prevenção do câncer de mama, seja nas redes sociais por meio da #outubrorosa e mesmo nas ruas, com uso de botons e outros materiais da campanha. Mas levar a conscientização adiante ainda é um desafio quando são estimados, para o Brasil, 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

 

 Existe portanto um risco de ocorrerem 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer de mama é o primeiro mais frequente nas mulheres das regiões Sul (73,07/100 mil), Sudeste (69,50/100 mil), Centro-Oeste (51,96/100 mil) e Nordeste (40,36/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19,21/100 mil) também segundo o INCA, isso sem considerar os tumores de pele não melanoma.

 

 Que informações podem ser, portanto, mais importantes passar adiante para alertar as mulheres sobre o problema? A primeira é a receita com os ingredientes da prevenção, que se trata de uma lista de comportamentos para um estilo de vida que vai proteger a pessoa de diversas doenças. E vale muito ressaltar que esses hábitos podem evitar nada menos do que 30% dos casos de câncer de mama. A lista inclui a prática regular de atividade física, a alimentação saudável, a manutenção do peso adequado e a moderação no consumo de bebida alcoólica. A esses quatro pilares da saúde, se soma mais um no caso da preservação das mamas: a amamentação, prática que evita a doença.

 

 Outra informação poderosa se refere a saber identificar os sintomas da doença. É claro que a prevenção não pode dispensar a revisão médica anual, com a realização dos exames de rotina. Mas não se pode dispensar a observação cotidiana das mamas, na ocasião que for mais adequada para cada mulher, seja na hora do banho ou na troca de roupa em frente ao espelho. E a prática é muito simples e sem segredos. Basta verificar se existem possíveis caroços geralmente endurecidos e indolores, nos seios, embaixo dos braços ou mesmo no pescoço; alterações no bico do peito ou saída de líquido da região; e modificação na pele, que pode estar avermelhada ou com aspecto de casca de laranja.

 

 E nada de se apavorar caso encontre algo suspeito, já que pode não se tratar da doença. Se algo parece estar anormal, procurar um médico para a avaliação diagnóstica é o certo a fazer. Vale lembrar que, detectado em fase inicial, esse tipo de tumor tem mais chances de cura, daí a relevância do autoexame.

 

 E a última orientação é algo que mulheres que buscam atendimento médico para prevenção anualmente já sabem: a mamografia diagnóstica e demais exames complementares, solicitadas pelo especialista, permitem investigar lesões suspeitas. Já as mulheres com idade entre 50 e 69 anos devem realizar, uma vez a cada dois anos, por recomendação do Ministério da Saúde, a mamografia de rastreamento, ou seja, quando não há sinais nem sintomas da doença.


Fumar, um mal em qualquer dose

Existem coisas que podem ser consumidas com moderação, a exemplo do vinho que, dizem os especialistas, faz bem na dose certa. Para outras, como no caso do fumo, não há como negociar limites, qualquer quantidade é prejudicial à saúde. Ou seja, claro que quanto mais se consome, piores são as consequências, mas quem usa o cigarro ocasionalmente, em baladas, por exemplo, também está sujeito às doenças causadas pelo tabagismo.

As projeções dão conta de que, infelizmente, novas vítimas de doenças causadas pelo fumo vão surgir este ano. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, no Brasil, serão 11.200 novos casos de câncer de boca em homens e 3.500 entre mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,86 casos novos a cada 100 mil homens no país, o quinto mais comum entre os tipos da doença; e de 3,28 para cada 100 mil mulheres, sendo o 12º mais frequente entre todos os cânceres que atingem o público feminino. No caso do câncer de pulmão, outra forma da doença também causada pelo tabaco, o INCA aponta que serão novos 18.740 casos em homens no país e 12.530 em mulheres, no mesmo período.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, foi criado para lembrar das dezenas de males que estão associadas ao cigarro, e somem-se aí mais de 50 doenças; além do câncer, as que atacam os sistemas circulatório, respiratório e o coração. Imagine que, a cada tragada, mais de 4.500 substâncias tóxicas são inaladas, sendo que três delas são especialmente nocivas: a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono.

As doenças provocadas pelo cigarro são das mais graves e com potencial para produzir sérias sequelas e levar à morte. Entre elas enfisema pulmonar, trombose, aneurismas arteriais, infecções respiratórias, úlcera do aparelho digestivo, osteoporose, problemas de fertilidade e catarata. Alguns problemas inclusive têm as chances de ocorrência bastante elevadas em razão do fumo. Fumantes, têm, por exemplo, cinco vezes maior probabilidade de ter bronquite crônica, 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de pulmão e cinco vezes mais possibilidades de ter infarto.

Abolir o uso do cigarro é portanto o primeiro passo para evitar ou tratar essas doenças, e a boa notícia é que há diversos métodos contra a dependência. Quando o projeto é melhorar a qualidade de vida, deixar de fumar é meta fundamental.


Silenciar, um desafio que pode mudar a sua vida

Dentro de cada um de nós estão todas as respostas que procuramos e a conexão com essa sabedoria interior é alcançada pela meditação, é o que prega há milênios a filosofia budista. Nas últimas décadas, cientistas em todo o mundo vêm estudando o tema, isolado do seu aspecto religioso, e confirmam os diversos benefícios das práticas meditativas. Como resultado, esses estudiosos propõem técnicas inspiradas nessa sabedoria milenar, e uma das mais difundidas é a do mindfulness, a atenção plena que, aplicada durante as rotinas de trabalho, pode aumentar a produtividade e diminuir o estresse.

O mindfulness é bem conhecido no Brasil, mas ainda pouco praticado nas empresas. As que estimulam a prática têm esse diferencial inserido em seus programas de bem-estar e benefícios. Em espaços físicos específicos durante o expediente, as pessoas são convidadas a sentar e relaxar por alguns minutos, procurando silenciar e observar os próprios pensamentos. Na prática, essas pausas trazem a atenção do praticante ao momento presente, reduzindo o barulho que a mente produz quando está ligada ao passado ou tentando projetar o futuro. É exatamente por isso que há o ganho do aumento do foco, e consequentemente da produtividade.

Foi o pesquisador Jon Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, que nos anos 1970 criou um programa de redução de estresse baseado na meditação mindfulness. De lá para cá, a quantidade de pesquisas e a literatura sobre o assunto só crescem, com repercussões nos estudos da neurociência e da inteligência emocional.

Não há como questionar os benefícios do mindfulness e técnicas afins, mas como qualquer prática, ela precisa ser adotada com disciplina e perseverança, igual a quando se decide fazer uma atividade esportiva ou uma reeducação alimentar. E ainda que o primeiro contato aconteça em ambiente de trabalho, é preciso levá-la para fora da empresa, para que passe a fazer parte do seu estilo de vida, uma iniciativa que muita gente vem tomando.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém que já vendeu 15 milhões de exemplares de seus livros em todo o mundo e desponta como um dos pensadores mais influentes da atualidade. O israelense de 42 anos declarou em entrevistas recentes que medita duas horas por dia e não tem smartphone. E é com essa forte conexão interior e declaradamente avesso ao contato virtual promovido pelas redes sociais que ele apresentou ao mundo em suas obras uma das mais apuradas visões sobre a humanidade e os impactos tecnológicos. Ele é o autor do best-seller Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM), publicado inicialmente em Israel em 2011 e traduzido para 45 idiomas, e lança agora o terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), onde reúne conteúdos de ensaios de sua autoria.

Silenciar enquanto prática que coloca a pessoa em contato consigo mesma é hoje o melhor significado e a mais inteligente utilização dessa palavra. A qualidade do que se vai comunicar nos momentos de extroversão, seja em reuniões de trabalho ou na vida pessoal, certamente será superior, com maior significado, propósito e impactos mais positivos sobre pessoas e circunstâncias. Vale a pena calar e pensar sobre isso.


Os sete erros na alimentação que sabotam o seu bem-estar

Algumas das escolhas alimentares dos brasileiros estão entre as mais prejudiciais à saúde, como já revelou uma pesquisa realizada pelo IBGE. É que além de ter uma dieta pobre em nutrientes, muita gente se excede nas calorias, sobretudo porque aposta nos produtos industrializados. O brasileiro também anda consumindo muito sódio e sofre com carência de vitamina D.

É bom saber que a solução está nas escolhas conscientes, o que depende de força de vontade e compromisso pessoal. Claro, não é tão fácil o quanto parece, mas é possível. E os resultados são recompensadores. Mas, para começar a transformação, é preciso saber quais são os erros que tanto sabotam a saúde e o bem-estar. Depois, basta identificar onde está errando e montar o seu plano para correção. As melhores estratégias para perseverar dependem do perfil de cada um, mas compartilhar o plano com pessoas próximas costuma funcionar, porque é uma maneira de comprometer-se publicamente com uma vida mais saudável.

Os sete erros alimentares que apresentamos a seguir estão tanto nas más escolhas de alimentos quanto em hábitos equivocados. Veja quais são eles e como evitá-los.

 

1. Consumir sal e açúcar em excesso

São tantos os prejuízos causados por esses dois ingredientes que os colocam em primeiro lugar na lista de erros. Aumento da pressão arterial, retenção de líquido, obesidade, envelhecimento precoce e diabetes são alguns desses problemas. Tem até quem coloca porções extras de sal nas refeições a fim de “realçar o sabor dos alimentos”. Se você costuma fazer isso, está na hora de mudar. Cortar os excessos e buscar equilíbrio é a solução, sem precisar chegar ao ponto de ter de cortar radicalmente o sal e o açúcar da dieta para recuperar a saúde.

 

2. Comer poucas fibras

O bom funcionamento do intestino é essencial para a boa saúde. Nesse contexto, a prisão de ventre é um dos quadros mais preocupantes, sobretudo pelo risco de doenças como o câncer do cólon. O consumo regular de fibras é o melhor a fazer para prevenir problemas. Na prática, é colocar diariamente frutas, verduras, alimentos integrais e sementes na dieta. Acontece que muita gente passa longe desses alimentos e capricha na ingestão de produtos industrializados, carregados de sódio, gorduras e carboidratos. Se você faz parte desse grupo, o ideal é rever toda a dieta e contar com a ajuda de um profissional, nutrólogo ou nutricionista, para saber como comer melhor, que alimentos são mais adequados para a sua rotina e perfil, além das quantidades corretas.

 

3. Pular refeições

Problema muitas vezes atribuído à falta de tempo e à rotina de trabalho, deixar de fazer as refeições na hora certa é um dos erros com sérias repercussões, entre elas o ganho de peso. Comer nos horários certos, fazendo os intervalos de três a quatro horas, contribui para o melhor funcionamento do aparelho digestivo e para o equilíbrio na ingestão dos nutrientes e no acúmulo de calorias.

 

4. Beber pouca água

Falha grave, sobretudo quando o tempo está seco, o que é muito comum no inverno em algumas regiões do país. Há quem diga que não sente muita sede e que por isso esquece de beber água. Não dá para aceitar essa desculpa diante dos benefícios do corpo hidratado. E ainda há a variedade de opções para a ingestão de líquidos: sucos naturais, chás, água de coco e vitaminas são alguns exemplos.

 

5. Comer carne vermelha em excesso

Para muita gente que já eliminou essa opção do cardápio, a ingestão de carne vermelha não é mais um problema. Mas o maior prejuízo é mesmo o consumo em excesso, que contribui para o aumento das taxas de colesterol e ácido úrico. Alguns tipos de carne são mais prejudiciais que outros, e os maiores vilões são o bacon e os embutidos, como salsichas e linguiças. Para quem não quer abrir mão do churrasco, por exemplo, o consumo moderado é a solução inteligente. Portanto, reduza as quantidades e faça substituições, seja por frango e peixes ou por vegetais, legumes, oleaginosas e cereais, que sejam ricos em proteína e ferro.

 

6. Não buscar informação nutricional

Pesquisar sobre saúde e alimentação é uma das maneiras mais inteligentes e positivas de utilizar a internet. Claro, com cuidado para buscar sempre fontes confiáveis e não dispensar ajuda profissional na definição da dieta personalizada. Outra fonte de dados essencial são os rótulos dos produtos. É neles que devemos observar a composição de cada alimento, prestando atenção, sobretudo no caso dos industrializados, nas quantidades de gorduras, açúcares e sal.

 

7. Comer rápido e em horas inadequadas

Com a nossa atenção cada vez mais disputada entre tarefas, telas e aplicativos, o tempo para a refeição, além de mais curto, não recebe dedicação exclusiva, como deveria ser. Assim, mesmo sem perceber, mastiga-se rápido, o que prejudica a digestão e a produção dos hormônios ligados à sensação de saciedade. Muitas vezes a agitação também faz com que se coma menos do que o necessário, o que acaba sendo compensado com lanches fora de hora. Tranquilidade e atenção são aliados da saúde na hora das refeições, use-as sem moderação. E evite se alimentar pouco tempo antes de dormir, já que o sono pode ser prejudicado pela digestão.