Seguradoras e planos de saúde respondem à pandemia do coronavírus

O esforço pelo controle da transmissão do novo coronavírus e para o suporte às pessoas na prevenção e no tratamento da doença fez com que seguradoras e planos de saúde reforçassem a comunicação com os seus clientes. Alguns deles tomaram iniciativas para ampliar os canais de atendimento médico aos pacientes.

Um exemplo é a Previsul que, com 1,1 milhão de segurados no país, foi a primeira a informar que vai pagar por eventuais sinistros decorrentes da COVID-19, uma medida inédita, já que, de acordo com as normas regulatórias da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o risco de pandemia é um item excluído de cobertura nos contratos de seguros.

Portanto, a Previsul indenizará segurados que tiverem perdas ocasionadas pelo coronavírus, “incluindo morte por qualquer causa, internações e rendas por incapacidade que contenham cobertura de doença, respeitando as condições dos seguros, os prazos de carência e franquia”, afirmou o presidente da seguradora, Renato Pedroso, em comunicado.
A Unimed também vem emitindo informes com as recomendações do Ministério da Saúde, divulga cartilhas com dicas de saúde para os segurados, e mantém um comitê interno que monitora o cenário, com reuniões diárias para definir as medidas necessárias em cada fase.

 

 

Telemedicina

O Ministério da Saúde regulamentou e entidades médicas reconheceram a prática da telemedicina em meio à crise do coronavírus. O tema também é analisado no Congresso Nacional, no projeto de lei 696/20, aprovado na Câmara dos Deputados. O recurso permite que os pacientes recebam orientação médica sem precisar interromper o isolamento social, o que protege a saúde deles e a dos médicos. Assim, seguradoras e planos já começaram a oferecer o benefício.

Para evitar a ida de pessoas ao pronto-socorro em caso de suspeita da doença, a Unimed disponibilizou serviço de orientação médica 24 horas por meio do aplicativo da Seguros Unimed.

Quem tiver dúvidas acessa o aplicativo e recebe instruções de uma equipe de saúde especializada. Caso seja necessário, o paciente tem acesso à teleconsulta com um médico, em vídeo.

Com a recomendação do Ministério da Saúde de que sejam adiados exames, consultas, cirurgias e outros procedimentos eletivos, para evitar riscos e a superlotação nas unidades de saúde, a Unimed tem orientado os segurados a aguardar a realização desses procedimentos e definiu que as guias autorizadas a partir de 1º de março terão validade de 90 dias.

Sobre os exames para diagnóstico da COVID-19, a Unimed comunicou que segue a orientação do Ministério da Saúde, que prevê o teste apenas para pacientes hospitalizados, com potencial de agravamento da doença – sem recomendação, portanto, para pacientes sem sintomas ou atendidos em ambulatório.

Orientações sobre prevenção

A Amil enviou aos RHs, comunicados sobre principais dúvidas e um questionário que indica, aos colaboradores e dependentes, qual o caminho devem seguir em função dos seus sintomas. Outros canais de informação, o aplicativo, o site e o telefone fornecem orientações e triagem com direcionamento. Os beneficiários com sintomas da doença devem, antes de ir ao pronto-socorro, fazer contato com a Amil pela central de atendimento ou telemedicina.

 

Médico em casa

A Sulamérica lançou, dentro do seu aplicativo, um ícone específico para auxiliar os beneficiários com as iniciativas de combate ao coronavírus. Por vídeo e via aplicativo, os clientes da seguradora podem receber orientação médica sem limite de utilização.

Quem preferir, pode fazer contato pela central telefônica exclusiva de orientações sobre o coronavírus. Outro benefício oferecido pela Sulamérica é o médico em casa, recurso disponível em 50 cidades do país.

 

Apoio psicológico na guerra de nervos contra o vírus

Embora seja, até agora, a maneira mais eficiente de conter a proliferação do novo coronavírus, o isolamento social pode trazer sérias repercusões para a saúde mental.

Já que o contexto pode agravar problemas como ansiedade, depressão e síndrome do pânico, a necessidade de suporte psicológico tem ficado mais evidente.

A solução apresentada por seguradoras e planos de saúde para levar psicoterapia às pessoas também é digital.

No APP SulAmérica Saúde, por exemplo, os beneficiários podem acessar o serviço Psicólogo na Tela e ter sessões de psicoterapia por videoconferência, sem sair de casa. Para utilizar o recurso, é preciso ter mais de 18 anos e apresentar pedido médico. Todo o processo de agendamento das sessões pode ser feito no aplicativo, com a equipe de psicólogos on-line 24 horas por dia.

A Amil oferece benefício semelhante, por meio de um canal telefônico, o Amil Ligue Saúde. O usuário liga no 0800 073 2121, de segunda à sexta-feira, das 7h até as 22h, e será atendido por uma equipe de enfermeiros para uma triagem, e posterior encaminhamento ao psicólogo.

 

Canais de contato

Confira os canais disponibilizados por seguradoras e planos de saúde para atendimento aos beneficiários durante a pandemia:

Previsul – No site previsul.com.br, estão o canal do segurado e o acesso ao aplicativo da seguradora, com a opção de contato direto por meio de chat online.

Amil – Criou canal exclusivo para atender segurados, pelo https://liguesaudeonline.amil.com.br/Login

Unimed – Além do site https://www.segurosunimed.com.br/ , o beneficiário pode acessar o aplicativo da Seguros Unimed ou ligar para o telefone 0800-892-4888.

Omint – Disponibiliza uma página específica para tratar sobre o novo coronavírus no site
https://www.omint.com.br/coronavirus/. Na página, o usuário encontra uma série de vídeos com recomendações de médicos para o enfrentamento da doença.

Sulamérica – No aplicativo da Sulamérica, foi criada uma área exclusiva para atendimento sobre a COVID-19. Está disponível também a central de atendimento coronavírus, pelo telefone 0800 591 0845.

Bradesco Seguros – Criou um site dentro do portal para tratar exclusivamente do coronavírus, com informações sobre a doença, formas de prevenção, detalhes sobre como realizar o isolamento social; e também oferece orientação médica 24 horas pelo telefone 0800 941 6361. O site é
https://www.bradescoseguros.com.br/clientes/produtos/plano-saude/informacoes-coronavirus

Careplus – No site careplus.com.br, uma área exclusiva reúne informações sobre a doença e a prevenção.


Coronavírus x Gripe: informação pode salvar vidas

Desde que foi descoberto, no final do ano passado na China, o novo coronavírus tem sido um desafio para populações de diversos países. Embora a vacina contra a COVID-19 ainda esteja em estudo, as informações sobre sintomas, prevenção e diagnóstico dessa doença que causa infecções respiratórias podem ajudar a vencer a guerra contra o vírus.

Além de entender como o coronavírus se comporta, vale a pena relembrar como funcionam a gripe e o resfriado. Essas duas têm sintomas parecidos: espirro, coriza, dor de cabeça, nariz entupido e garganta irritada são os mais comuns. Mas a diferença entre elas existe e deve ser observada com atenção. Ao contrário do resfriado, a gripe debilita o paciente, faz com que ele se afaste das atividades diárias, justamente porque os sintomas são bem mais intensos. Ou seja, se esse for o quadro do paciente, um erro grave seria imaginar que é só um resfriado, ou mesmo uma rinite alérgica.

A situação fica mais comum entre o outono e o inverno, portanto é preciso começar a prestar atenção a possíveis sintomas para ter certeza de qual é mesmo o problema, ainda que seja necessária a ajuda de um médico no diagnóstico.

Atentos aos sintomas

Em primeiro lugar, é preciso conhecer os sintomas. A COVID-19 pode provocar tosse, febre alta constante e falta de ar. Pode, também, causar infecção do trato respiratório inferior, a exemplo da pneumonia.

No resfriado, a pessoa pode ter uma leve dor de garganta (faringite), febre em torno dos 37º C e indisposição. Dessa forma, o quadro permanece durante três ou quatro dias e, em seguida, o paciente começa a melhorar. Tudo isso acontece sem provocar mudanças na rotina profissional e na vida pessoal.

Quando se está com gripe, a febre é alta, chegando a passar dos 38,5º C e persistente por vários dias. Aliás, a febre já é a primeira responsável por deixar a pessoa de cama, somada às dores no corpo, mal-estar intenso e dor de cabeça. Ou seja, o quadro é bem mais sério e o vírus pode se manifestar em todo o aparelho respiratório, chegando aos pulmões. Justamente essa intensidade, caso não receba tratamento adequado, pode trazer complicações graves e, eventualmente, a morte.

Defesas naturais

Uma vez que ainda não adquiriram imunidade contra os vírus do resfriado e da gripe, as crianças são mais vulneráveis a eles. Com o tempo, a imunidade é reforçada, mas, como vão surgindo novos tipos de vírus, esses problemas podem retornar durante toda a vida.

Assim que as melhores defesas contra esses problemas são os bons hábitos. Lavar as mãos corretamente; cobrir a boca e o nariz com um lenço ao tossir ou espirrar, para bloquear a disseminação do vírus; e evitar aperto de mãos se a pessoa está gripada ou resfriada são alguns deles. E também não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e garrafas; evitar locais fechados e aglomerações; manter os ambientes ventilados; evitar contato com pessoas doentes; praticar exercícios físicos e manter-se hidratado e bem alimentado.

No caso do coronavírus, as recomendações sobre a lavagem correta das mãos, uso de álcool gel, não compartilhamento de objetos de uso pessoal, manutenção dos ambientes ventilados e cuidados específicos ao espirrar e tossir, para evitar a transmissão do vírus, somam-se às restrições de contato social. O isolamento é considerado a melhor forma de se prevenir contra a transmissão da doença e, assim, soluções como trabalho em home office e atividades físicas em casa, por exemplo, têm sido aliados para enfrentar essa fase.

O risco das aglomerações

É a proximidade entre as pessoas em locais fechados e não a temperatura do ambiente que facilita as transmissões virais. Ou seja, o vento frio faz as pessoas ficarem juntas em lugares abrigados, e é esse comportamento que permite a transmissão dos vírus. Isso porque, inevitavelmente, quem estiver doente vai tossir, espirrar e falar próximo a outras pessoas, e o vírus pode alcançar os demais se a distância entre elas for menor que um metro.

Atenção ao tratamento

A boa notícia é que tratar a gripe é algo que se pode fazer em casa, com repouso e hidratação oral, para eliminar as secreções mais facilmente. Em segundo lugar, analgésicos e antitérmicos, preferencialmente paracetamol e dipirona, são importantes para combater a febre e a dor. Xaropes e descongestionantes nasais também ajudam a enfrentar o quadro gripal.

Portanto, buscar emergências e hospitais só em casos graves, até porque esses locais recebem outros doentes e são ambientes propícios para a transmissão da gripe e de outras doenças.

No caso do coronavírus, embora não haja tratamento específico, aliar repouso, consumo de líquidos e medicamento para dor e febre é importante para fazer frente ao vírus. Com o teste positivo para a doença, é fundamental contar com ajuda médica para evitar complicações, sobretudo em idosos, pessoas com doenças crônicas e imunodeprimidas.

Vacinação começa mais cedo

A campanha de vacinação contra o vírus da gripe, do Ministério da Saúde, vai começar no próximo dia 23 de março. Esse ano, em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus, os idosos serão o primeiro grupo a receber a vacina, uma vez que são os mais vulneráveis a ter complicações graves com a doença. Além disso, a vacina contra o coronavírus ainda está sendo desenvolvida, e os especialistas calculam que só estará disponível em até um ano e meio.

A vacina contra a gripe protege contra tipos de influenza (família do H1N1) e não contra o coronavírus. No entanto, o benefício é que pode ajudar no diagnóstico por eliminação, se houver suspeita de COVID-19. Isso porque os profissionais de saúde podem descartar o H1N1 na triagem de pacientes com sintomas gripais mas que tomaram a vacina.

Acompanhe o calendário de vacinação contra a gripe

A partir de 23 de março: Idosos com mais de 60 anos ou trabalhadores da saúde.

A partir de 16 de abril: Podem se vacinar professores e profissionais de segurança e salvamento.

A partir de 9 de maio: É a vez das crianças de 6 meses a menores de 6 anos, doentes crônicos, pessoas com 55 anos ou mais, grávidas, mães no pós-parto, população indígena e portadores de condições especiais.

Dia D de vacinação: 9 de maio

Fontes: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia


Esteja pronto para quando o Carnaval passar

Carnaval não é a festa da firma, mas, a depender de como você encare a folia, podem haver consequências negativas para o trabalho. Os dias de diversão e de muitos apelos a cometer excessos podem desgastar e comprometer a saúde, e atrapalhar a produtividade na volta às atividades profissionais.

É possível tomar algumas precauções para evitar problemas depois da festa, e a principal delas é pegar leve no consumo de bebidas alcoólicas, já que se descuidar nesse aspecto, além dos danos à saúde do fígado, por exemplo, pode levar às condutas arriscadas, como a prática do sexo inseguro. O contato sexual de qualquer tipo sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada, é a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e do HIV.

O uso da camisinha em todas as relações sexuais não é a única estratégia para evitar a Aids. Testes frequentes para a detecção do vírus e, em caso de diagnóstico positivo, o início imediato do tratamento são as condutas esperadas. O preservativo protege também contra sífilis, herpes, gonorreia, as hepatites B e C, além de outras várias doenças. Ao contrário do que se imaginava no passado, não existem grupos de risco específicos, já que pessoas de quaisquer perfis estão vulneráveis ao contágio.

Não só o sexo, mas o beijo também traz riscos por poder ser a via de transmissão de algumas doenças virais, a exemplo da mononucleose infecciosa e do herpes labial. Sendo assim, vale a pena ter algum critério e bom senso na escolha dos parceiros.

Segurança alimentar e pele protegida

Outro cuidado durante a festa é sobre a escolha da comida, principalmente se você preferir se alimentar na rua. O ideal é comer em casa, com refeições saudáveis e ricas em carboidratos, para chegar na festa com energia, evitando alimentos gordurosos. Ficar muitas horas sem comer está fora de cogitação, o mesmo vale para a ingestão de água, essencial para a hidratação. Frutas, sucos, sanduíches e cereais são as melhores opções na hora do lanche.

A exposição ao sol, sobretudo entre as 10 e 16 horas, só com o uso de filtro solar e reposição a cada duas horas. Não esqueça de proteger os olhos com óculos escuros.

Deixar de descansar dessa maratona que é o Carnaval pode levar o corpo à exaustão, e inclusive interferir na baixa da imunidade do organismo. Mas não dá para colocar o sono em dia apenas quando a festa acabar, já que logo em seguida o expediente normal de trabalho continua, se você não estiver em férias. Portanto, entre uma saída e outra, é preciso dormir o máximo de tempo possível, aproveitando as manhãs e os intervalos nas programações. Com esses cuidados, você estará bem para voltar à rotina quando o Carnaval passar.

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde


No Carnaval, só se exceda em alegria

Vem chegando o Carnaval e quem gosta da festa fica empolgado para escolher as fantasias e definir a agenda da folia. Mas será que as providências para a proteger a saúde também são prioridades nessa preparação?

Um dos principais cuidados, o uso de preservativos (masculinos ou femininos) para prevenir a aids e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ainda não é um hábito da maioria da população, apesar das campanhas de conscientização.

Embora 94% das pessoas em idade sexualmente ativa reconheçam a importância da camisinha como forma de prevenção, 45% delas não usaram preservativo nas relações sexuais casuais no período analisado pela Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), publicada em 2016 pelo Ministério da Saúde.

No contexto do Carnaval, o excesso no consumo de bebida alcoólica pode contribuir com a negligência no uso da camisinha durante as relações sexuais, inclusive durante o sexo oral, o que pode provocar a contaminação não só pelo vírus da AIDS, como herpes, sífilis, hepatites B e C, gonorreia, tricomoníase, candidíase, entre outros problemas.

Abusar do álcool também torna as pessoas mais vulneráveis à ações violentas, por exemplo. Portanto, o uso moderado de bebidas é o principal cuidado recomendado por especialistas aos foliões.

Existem outros comportamentos que oferecem risco de contágio de doenças infecciosas, especialmente no Carnaval. Um deles é o contato com vasos sanitários de locais públicos. No meio da festa, muitas vezes é impossível evitar usar esses locais, mas não dá para esquecer de não entrar em contato com os assentos dos sanitários e de lavar as mãos antes e depois da ida ao banheiro.

Também é arriscado o compartilhamento de roupas e objetos, a exemplo de copos e talheres, algo comum quando grupos de amigos convivem em uma mesma casa, por exemplo. O perigo no caso de copos e talheres é o contato com saliva, o mesmo que ocorre durante o beijo, já que pode acontecer a transmissão de herpes labial, gengivite, HPV, candidíase, mononucleose etc.

Pule fora das gripes

O Carnaval traz ainda mais um alerta: é preciso se prevenir contra as gripes e infecções respiratórias, comuns durante e logo depois da festa. Esse ano há uma preocupação a mais: o surgimento do novo coronavírus na China.

Ainda não existe vacina contra o coronavírus e, embora nenhum caso da doença tenha sido identificado no Brasil até o momento, é preciso manter os cuidados de higiene ao espirrar, tossir ou assoar o nariz, além de lavar as mãos após usar o banheiro e antes das refeições.

Se perceber os primeiros sintomas de resfriado, o melhor a fazer é manter-se tranquilo e procurar atendimento médico.

Testes e tratamento

O sexo seguro, com uso de preservativos, é a principal estratégia de prevenção do HIV, mas existem outras, uma delas é a realização de testes regulares para identificar a doença.

Além disso, como depois do contato sexual o HIV pode levar até 72 horas para atravessar a superfície dos genitais, vencer as defesas do organismo e infectar a pessoa, é possível fazer a profilaxia pós-exposição, com uso de remédios que podem bloquear a infecção. Os medicamentos são os mesmos indicados para tratar os portadores do vírus da aids e, para a profilaxia, devem ser tomados durante 28 dias e até 72 horas depois da relação sexual desprotegida.

Em todas as regiões do país existem Serviços Ambulatoriais de Atenção Especializada em HIV e Aids (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os endereços estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Preservar a saúde durante o carnaval requer ainda outros cuidados, já que a festa acontece durante o verão, com altas temperaturas, o comum consumo de alimentos na rua, longas horas de exposição ao sol ou chuva. Pegue essas dicas, cuide-se e divirta-se!

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde


Saúde mental: como anda a sua?

Fatores externos – o trânsito, a relação com colegas de trabalho, a economia do país, problemas de infraestrutura urbana – interferem cotidianamente na vida de todo mundo, e muitas vezes a solução não depende só de nós. Também somos atingidos pela própria subjetividade – os pensamentos, sentimentos, emoções –, e aí que surgem algumas dificuldades, já que muita gente não dá a importância devida. A boa notícia é que manter a mente sã é algo que depende de cada um, e o melhor, traz repercussões muito positivas em outras áreas da vida.

Entre os problemas que podem comprometer a saúde mental, estão os que atingem as pessoas mais especificamente e em certas etapas da vida, a exemplo da demência senil, da dislexia e do autismo. Outros distúrbios são provocados pelas imposições do cotidiano, especialmente o estresse e a ansiedade.

É possível evitar o adoecimento mental, prevenir sofrimentos e relações tóxicas, além de curar traumas. Embora cada pessoa possa buscar a sua forma de fortalecer a mente, existem duas principais soluções nesse caminho: o autoconhecimento e o suporte profissional e multidisciplinar.

Ser emocionalmente saudável requer dedicação e consciência, e é tão importante que deveria fazer parte das definições de ano-novo, como propõe a campanha #janeirobranco. Na hora de refletir sobre os desejos e objetivos, por que não pensar sobre a saúde mental, e o quanto ela está ligada ao bem-estar e ao sucesso?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo; e a doença tinge pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais. A falta de informação, a vergonha e o preconceito histórico sobre o assunto tornam mais difícil lidar com a questão.

Por outro lado, com coragem e um pouco de atenção aos sinais emitidos pelo corpo quando algo não vai bem com a mente, é possível se dar conta do problema e, assim, buscar solução. Alguns dos sinais podem ser a agressividade, irritação, isolamento, problemas com a memória e a concentração, pessimismo, baixa autoestima, além de sintomas físicos como dor de cabeça, dores musculares, pressão alta, cansaço e distúrbios digestivos.

Aqui vai a receita para uma mente sã com os sete ingredientes abaixo. Você pode personalizar a sua, incluindo outros e ajustando as doses, para que o equilíbrio se traduza em harmonia:

1. Alimentação saudável: faz bem para a mente, tanto quanto para o corpo. Para fazer as melhores escolhas alimentares e perseverar, é preciso estar consciente, ler bastante a respeito e, se preciso, procurar ajuda especializada.

2. Bons amigos: conviver com pessoas com as quais se tem afinidade, consideração e respeito é uma das mais ricas experiências de uma vida. Cuide-se contra as relações tóxicas e abusivas. Quanto maior o autoconhecimento, melhores amizades teremos e menores os riscos de se envolver em relacionamentos destrutivos.

3. Espiritualidade: são diversos os caminhos da evolução espiritual, e cada pessoa tem a sua forma de compreender e se conectar com o sagrado. Este é um aspecto bastante relevante da vida, que pode se realizar de muitas formas, a exemplo da meditação, leituras e práticas religiosas.

4. Atividades físicas: não vale ser um praticante eventual. As doses de atividade física precisam ser constantes e equilibradas, ou seja, os que abusam dos exercícios por motivação estética também podem ser prejudicados, inclusive na saúde mental.

5. Autoconhecimento: conhecer-se é essencial para viver bem. O caminho do autoconhecimento é bastante particular, mas a psicoterapia e algumas práticas como a meditação e leituras trazem muitos benefícios. Quem se conhece está mais bem preparado para enfrentar os desafios da vida e prevenir situações que podem gerar problemas como a síndrome de burnout, o esgotamento profissional.

6. Meio ambiente: é importante reservar um tempo na rotina para estar em contato com a natureza, seja em parques, praias, florestas. São momentos excelentes para meditar, refletir, reequilibrar-se e dar vazão às boas decisões e à criatividade.

7. Arte: a expressão artística, ainda que de forma amadora, tem um grande poder transformador na vida das pessoas. Dança, canto, artes plásticas, entre outras práticas, são fontes de autoconhecimento, realização e alegria.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria e Organização Mundial da Saúde


Burnout: quando o trabalho abala a saúde mental

Entre os diversos distúrbios psíquicos, a síndrome de burnout tem relação direta com o ambiente de trabalho. A pessoa atingida fica em estado de tensão e estresse, um esgotamento profissional que pode acontecer quando a atividade desempenhada exige a relação interpessoal mais intensa e direta. Você percebeu algo familiar na afirmação anterior? É isso, as profissões que envolvem contato direto com públicos diversos são as mais atingidas, o que inclui o profissional de RH, além de professores e policiais, por exemplo.

Essa realidade mostra o quão desafiadoras são essas atividades. Na rotina de uma pessoa com a síndrome de burnout, resultado de condições de trabalho desgastantes, podem ocorrer ausências, dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade e baixa autoestima. Outros problemas podem surgir, entre eles pressão alta, insônia, dor de cabeça e cansaço.

A Campanha Janeiro Branco foi criada para convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental, sua manutenção e a prevenção das doenças. O início do ano é um período propício para refletir sobre a própria vida, as crenças, emoções e pensamentos, algo que termina por influenciar o comportamento e, dessa maneira, o rumo dos acontecimentos. Existe um claro benefício em pensar sobre o sentido e o propósito da própria vida, sobre o autoconhecimento e como estão os relacionamentos interpessoais.

Para diagnosticar o burnout, o especialista, seja psicoterapeuta ou psiquiatra, levanta o histórico profissional do paciente e pode prescrever tratamento com psicoterapia e antidepressivos. Mudanças no estilo de vida serão necessárias, e envolvem uma rotina com mais tempo para si, com momentos de relaxamento e atividade física regular.

Já para prevenir o surgimento da síndrome de burnout, um estilo de vida que traga mais equilíbrio entre o trabalho e o descanso também é essencial. Desconsiderar o problema pode agravar a situação, portanto vale a pena avaliar as próprias condições de trabalho, se estão prejudicando a saúde física e mental, interferindo na qualidade de vida.

Se existe prejuízo, o ideal é repensar e promover transformações, inclusive propondo uma nova dinâmica de trabalho. A ansiedade e a depressão que podem atingir a pessoa nessas circunstâncias devem ser tratadas com ajuda profissional, evitando escapar do problema com artifícios como o consumo excessivo de álcool, por exemplo.

No ritmo acelerado da vida, as pessoas podem não perceber logo que estão desenvolvendo o distúrbio, e por essa razão é importante poder contar com o apoio dos colegas e familiares. Se alguém demonstra estresse excessivo, mudanças no comportamento e agressividade no trabalho, pode estar precisando de ajuda. Abordar o assunto requer tranquilidade e acolhimento, o que pode ser feito com ajuda profissional especializada.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria


Fale com o seu colaborador sobre o câncer de pele

No Brasil, 30% de todos os tumores malignos correspondem ao câncer da pele, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Isso faz desse tipo de tumor o mais incidente no país, fato que já aumenta a relevância das campanhas de conscientização pela prevenção da doença.

O tema é dos mais importantes para as campanhas de Comunicação interna nas empresas, com potencial para sensibilizar as pessoas e ajudar a reduzir números preocupantes, a exemplo dos cerca de 180 mil novos casos da doença a cada ano no país.

O fundamental na campanha pela prevenção e pelo diagnóstico precoce é destacar que, se descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chances de cura, e orientar as pessoas sobre os cuidados que podem evitar o câncer de pele, além de instruções sobre como identificar os sinais da doença.

Um dado importante sobre o assunto tem tudo a ver com as empresas. É que a radiação que pode provocar envelhecimento precoce da pele, manchas e tumores malignos não está somente ao ar livre, em praias e piscinas, mas também nos ambientes fechados dos escritórios. Por isso é preciso aplicar e reaplicar filtro solar em qualquer ambiente, para se proteger da luz vinda das lâmpadas, dos aparelhos eletrônicos, a exemplo de celulares e computadores, e também da radiação UVA que ultrapassa os vidros das janelas.

Prevenção e sinais

O crescimento anormal das células que compõem a pele é a manifestação do câncer, que tem formas distintas; os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O terceiro tipo, o melanoma, é menos incidente, mas mais agressivo e potencialmente letal.

O fator de risco para todos os tipos da doença é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares. Por isso o uso do protetor solar sobre toda a pele que fica em contato com o sol é a principal recomendação das campanhas. Já o diagnóstico precoce pode começar com o autoexame, quando a pessoa, sozinha ou com ajuda de um parente, por exemplo, observa todo o corpo em busca de manchas ou pintas com formato ou coloração suspeita. O próximo passo é a consulta com o dermatologista.

Chamar a atenção dos colaboradores para a importância de desenvolver o hábito das ações de prevenção, além de convidar à reflexão sobre a importância de priorizar a saúde em lugar de um corpo bronzeado, são as estratégias fundamentais nas campanhas de conscientização.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Câncer de pele: atenção aos sinais

Câncer de pele nunca é uma boa notícia, mas existe um dado positivo: quando descoberto no início, tem 90% de chances de cura. Esse é então o melhor argumento para convencer as pessoas a se prevenir e a buscar o diagnóstico precoce.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia entendem que é possível reduzir a incidência de câncer de pele e a mortalidade por meio de campanhas de conscientização como a do #dezembrolaranja. Nesse contexto, uma das informações mais relevantes é que o principal fator de risco é a exposição excessiva e sem proteção aos raios solares, por isso é relevante saber como tomar sol corretamente.

O principal a fazer é usar diariamente o protetor solar, com fator de proteção 15 ou 30 e reaplicações em intervalos de duas a três horas; evitar a exposição direta aos raios solares nos horários de maior incidência, entre as 10h e 16h; manter boa hidratação; usar óculos de sol com proteção UV, chapéus ou bonés.

O câncer de pele costuma se manifestar em uma pinta, mancha ou como uma ferida que não cicatriza. Observar alteração na pele por meio do autoexame é uma iniciativa importante, mas o ideal é também consultar o médico regularmente ou sempre que houver uma suspeita.

Os tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, com grandes chances de cura se diagnosticados e tratados precocemente. O terceiro tipo é o melanoma, o mais agressivo e potencialmente letal.

Informações relevantes

Um aspecto importante e que precisa ser mais considerado é que os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que, com o passar dos anos, quanto mais frequente e intensa tiver sido a exposição ao sol, mais chances de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Estudos científicos recentes vêm revelando que os raios UVA estão ligados ao surgimento do melanoma, além do envelhecimento precoce da pele. Os raios UVA incidem durante todo o dia e penetram na pele mais profundamente.

Conhecer o seu tipo de pele ajuda muito na definição dos cuidados ideais e, portanto, na prevenção do câncer. Pode-se descobrir o tipo de pele na consulta ao dermatologista, que também pode ajudar a definir um limite tolerável de exposição ao sol. Quanto menor a produção do pigmento melanina, uma proteção natural do organismo contra os raios ultravioletas, mais vulnerável será a pele aos danos causados pelo sol.

O diagnóstico precoce do câncer de pele é feito com a avaliação das lesões iniciais, pelo dermatologista no consultório ou por meio de exames como a dermatoscopia, que mostra aspectos da mancha ou da pinta suspeita não visíveis a olho nu.

Em regra, para reconhecer um melanoma maligno, é preciso que a mancha ou pinta tenha pelo menos três dessas características: seja assimétrica, tenha bordas irregulares, coloração variável e diâmetro maior do que 6mm.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Deloitte, everis, iFood e Vivo: desafios e resultados da implantação de benefícios flexíveis

O segundo painel do Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z promoveu uma imersão nas experiências de quatro empresas que já implantaram benefícios flexíveis: Deloitte, everis, iFood e Vivo. Gestores de RH das empresas contaram as histórias da implantação, os desafios, aprendizados e resultados, em uma conversa mediada por Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.

Veja agora trechos dos seus depoimentos.

 A implantação dos benefícios flexíveis na Deloitte durou um ano, desde o estudo da viabilidade, conversas com operadoras de saúde etc. Tudo deu muito certo, especialmente porque fizemos uma comunicação envolvente, assertiva e clara junto com gestores e tomadores de decisão. O funcionário também deve saber que o benefício flexível é um dos pilares da remuneração total. É uma mudança de pensamento e de cultura”, Elisângela Santos, supervisora de Benefícios da Deloitte.

 Implantamos benefícios flexíveis há dois anos. Queríamos inovar, mantendo os custos. Para ter sucesso nesse projeto, o RH precisa entender qual o propósito, vender bem a ideia na companhia, pensar estrategicamente o que faz sentido para o público. Um dos desafios foi ajustar um programa que atendesse às necessidades de todos, já que na everis temos diferenças por categoria e regionalidade. Tivemos atenção especial na parte jurídica, e nunca tivemos problema nesse sentido. As pessoas estão acostumadas a fazer a escolha dos benefícios junto com o RH. Quando a colocamos em frente a um portal online para comprar os benefícios, é que ela percebe o impacto, que é a única responsável por tudo aquilo. A Comunicação deve destacar esse protagonismo”, Renata Trasmonte, gerente de Recursos Humanos da everis.

  No início de 2018, implantamos benefícios flexíveis com um desenho inovador e em apenas seis meses desde as primeiras conversas internas. Convencer a área de finanças de que o custo da flexibilização não seria maior foi o grande desafio. A maior lição de todo o processo foi a necessidade do foco total na comunicação. Óbvio que a empresa tem de determinar uma cesta de benefícios, mas o colaborador é protagonista. Entre os resultados, conseguimos atrair talentos, aumentamos a percepção e a satisfação sobre benefícios, que é de 85% segundo a última pesquisa”, Lucas Lorenzato, Head de People Development, Compensation & Benefits, Payroll do iFood.

 Em 2016, implantamos o programa de benefícios flexíveis na Telefônica em quatro meses. Trata-se de um desafio cultural, as pessoas têm opinião própria. Uma comunicação bem estruturada é fundamental para reduzir possíveis resistências. Temos públicos muito distintos na empresa com 34 mil colaboradores. São profissionais da administração, call center, loja e campo. É preciso ouvir as lideranças, suas opiniões e percepções de valor. Já na primeira pesquisa após a implantação, tivemos 87% de favorabilidade. Um dos desafios é a negociação com as operadoras de planos de saúde e seguro de vida. Mas a favor da Vivo temos o volume, são 80 mil vidas. Ainda assim, no começo percebemos restrições por parte das operadoras, pelo desconhecimento de como funciona a flexibilização. Mas hoje já se conhece a viabilidade e o mercado está mais flexível. É muito importante deixar as regras bem claras com as operadoras, além de acompanhar a sinistralidade e fazer os ajustes necessários em cada período”, Fábio Nadal, Consultor de Recursos Humanos na Vice-Presidência de Pessoas da Vivo.

 Acompanhamos as estatísticas dos nossos clientes que têm programas de benefícios flexíveis e os resultados são que, em média, 5% dos colaboradores fazem upgrade nos planos de saúde e 12% fazem downgrade. Isso representa 4,7% de redução na fatura de saúde, ou seja, recurso que deixou de ser gasto e deve ser entendido como uma reserva para compensar os riscos”, Ronn Gabay, líder dos times de consultoria e negócios da Bematize.


A receita para implantar benefícios flexíveis

A adoção de programas de benefícios flexíveis já é uma tendência, embora ainda não seja uma prática tão comum entre as empresas no Brasil. Um dos motivos é que a solução tecnológica que viabiliza esse projeto é relativamente recente. Quem saiu na frente e já implantou os seus programas tem a vantagem de contar com o grande valor dos benefícios flexíveis: o poder nas mãos dos funcionários para a escolha dos seus benefícios, um protagonismo que permite a cada pessoa modificar a própria realidade.

Trata-se portanto de uma mudança de comportamento, e um dos resultados é o maior engajamento dos funcionários, além do aumento da satisfação, algo que pode ser mensurado.

A Telefônica/Vivo, empresa com o maior programa de benefícios flexíveis da América Latina, faz levantamentos regulares sobre o impacto da flexibilização entre os seus 34 mil funcionários e aponta que os benefícios flexíveis são o maior motivador de permanência dos profissionais na empresa e o atributo com maior favorabilidade em ambiente e clima organizacional.

Quando a empresa flexibiliza benefícios, converte o pacote de benefícios oferecidos em pontos, que podem ser usados na escolha de diversos benefícios pré-definidos. Mas qual o passo a passo para atingir esse objetivo?

Oferecer essa resposta foi o propósito do Simpósio Benefícios Flexíveis: Implantação de A a Z, realizado pela Bematize. Vandson Cunha, líder de projetos e sistemas da Bematize, assumiu a missão de detalhar para a plateia do evento as etapas do processo: argumentação e convencimento, implantação e controle. Em cada uma delas, são definidas as áreas da empresa envolvidas, as informações de entrada, as atividades e o resultado, ou seja, o que será definido ali para ser entregue ao próximo passo.

Todos esses aspectos foram detalhados durante a palestra, para mostrar que um programa de benefícios flexíveis é uma grande oportunidade para os profissionais de RH contribuírem para transformar a organização onde trabalham.

Acerte na comunicação ou comprometa os resultados

Tão importante quanto dar poder de escolha ao colaborador é garantir que ele entendeu essa mensagem. Benefícios flexíveis envolvem mudança de comportamento, percepção, experiência. É fundamental que todos os colaboradores estejam bem informados sobre o programa, como ele funciona, a sua importância e qual o papel de cada um.

Se a comunicação não for muito bem planejada e executada, os resultados podem ser seriamente comprometidos.

Na primeira etapa do processo, de argumentação e convencimento, a equipe de Benefícios vai conversar com a liderança da empresa a fim de convencê-la sobre a relevância do projeto. Antes da decisão de optar ou não pela implantação, é preciso escolher o modelo e estudar a sua viabilidade.

Para tanto, uma das atividades é analisar o mercado para saber como outras empresas estão realizando a flexibilização. Na análise e definição do modelo, serão escolhidos o coordenador do projeto, ou o dono da missão, os responsáveis internos e a consultoria – se a empresa optar por contar com suporte especializado.

É um momento importante, em que são necessários três fatores: o conhecimento sobre benefícios flexíveis, o contato com a experiência de quem implantou com sucesso, e a tecnologia, ou seja, ter uma plataforma online que viabilize a implantação. Em média, essa primeira etapa e a próxima, que é a implantação propriamente dita, duram sete meses”, explicou Vandson Cunha.

O estudo de viabilidade envolve consultar os fornecedores (dos produtos de saúde, bem-estar e aposentadoria), analisar o pacote atual de benefícios, as politicas de remuneração e benefícios da empresa, o orçamento, as experiências das apólices. A análise desses dados e as simulações permitem definir possibilidades de flexibilização, pontos de melhoria e as opções de desenho do programa.

Chega o momento de levar essas informações à liderança da empresa e diante dela defender a tese de implantação. Projeto aprovado, é inciada a segunda etapa, a implantação. Nela devem estar envolvidas mais áreas da empresa – além da liderança e da equipe de benefícios, os times do Jurídico, de Relações Trabalhistas, Remuneração, e representantes dos sindicatos e dos fornecedores. O programa de benefícios flexíveis será montado – com os pacotes, regras e pontuações – a partir dos dados do estudo de viabilidade, dos parâmetros aprovados, orçamentos, contratos e das considerações de todas as áreas corporativas e parceiros envolvidos.

Programa pronto, é preciso implementar o sistema e os processos. Nessa fase, as equipes de Folha de Pagamento e Tecnologia da Informação e os fornecedores devem participar e trocar informações. A base para a implementação é o conjunto formado pelo programa de benefícios flexíveis definido, a política de segurança da informação da empresa, as interfaces com os envolvidos e os conteúdos de comunicação.

Além de definir a documentação dos processos, as equipes vão cuidar da autenticação e troca dos dados, realizar as configurações e a customização da plataforma, homologações e testes. Ao final do trabalho, a plataforma online estará homologada e pronta para operar. Além disso, os processos estarão mapeados e documentados.

Durante todas as etapas, a comunicação deve acontecer simultaneamente. “Definir a estratégia de comunicação é um dos maiores desafios e essencial para que os colaboradores possam conhecer o programa e assim participar e assumir suas escolhas. A base para a criação da campanha de comunicação, com textos, vídeos e demais recursos, são os documentos definidos na montagem do programa, os processos mapeados e o guia da plataforma tecnológica”, explicou Vandson.

Antes e depois da implantação da plataforma e da realização das primeiras eleições, quando os colaboradores efetivamente escolhem os seus pacotes, é preciso fazer pesquisas para acompanhar o período de maturação. Toda a experiência nesse momento será valiosa para os próximos ciclos de escolhas e para os possíveis ajustes.

Se o RH não tiver um propósito que impulsione o desejo de transformar, será difícil levar adiante a implantação de benefícios flexíveis. É preciso acreditar e identificar valor no projeto. Sem contar que esta é uma oportunidade para o RH ter todos os seus processos mapeados e documentados”, concluiu Vandson.

As dúvidas mais comuns 

Implantar benefícios flexíveis…

Custa mais caro?

Não. O custo é o mesmo de um pacote tradicional, não mais barato. O profissional de RH pode convencer a liderança a aumentar o orçamento para benefícios. E quanto mais flexibilizados os benefícios, maior o valor agregado.

Aumenta o risco jurídico?

Não, uma vez que o risco não está no pacote de benefícios flexíveis, mas no que é disponibilizado como benefícios. O ideal é contar com suporte da área jurídica no momento da implantação.

Dá mais trabalho?

Se a empresa contar com uma ferramenta online de gestão, o processo é facilitado em termos operacionais.

É para qualquer empresa?

Benefícios flexíveis são para todas as empresas, mas nem toda empresa está no momento certo para implantar. Se não é possível realizar a flexibilização necessária, melhor não iniciar o projeto.